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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sobre as touradas

Lamento se sou alguém que, apesar de humano e de não poder ter acesso a uma visão do mundo pelos olhos e mente de um animal irracional, não me coaduno com o antropocentrismo. Lamento se respeito os animais irracionais e penso que merecem o mesmo respeito que qualquer ser humano. Lamento se acho completamente desnecessário maltratar animais, com fins de entretenimento, e sob o estandarte da tradição, o que não contribui em nada para o engrandecimento do ser humano psicológica ou intelectualmente. Lamento se respeito mais as ideias de quem passa anos a fio a estudar e a dedicar-se o mais objectivamente possível à busca da verdade, respeitando uma miríade de princípios que deram muito trabalho a definir, um trabalho se séculos, se não milénios, ao invés de acolher passivamente as ideias formuladas por pessoas que já pouco ou nada vêem que não a necessidade cega de perpetuar uma actividade, apenas porque é tradição ou porque é uma ocupação "familiar". Lamento que não queira ouvir falácias, vindas de pessoas que tanto arrogam verdade, mas que se deixam quedar intelectualmente no limbo das disposições familiares e tradicionais, que tão facilmente nublam o discernimento e a razão pura.
Lamento tudo isso, mas ainda não conseguiram dizer nada que me parecesse minimamente plausível, para fazer com que eu acolhesse uma mudança de ideologia.
Mas, acima de tudo, lamento viver num país que, além de todos os erros que perpetua, se permite condescender com este tipo de selvajaria arcaica.

por  Ricardo Lopes

terça-feira, 4 de setembro de 2012

"O touro bravo, fera negra, símbolo da morte e do medo, olhava-nos arrogante e valente. Aprendi a admirá-lo" (*)

por Miguel Marques
"Como é que dizia o Moita Flores? "A besta negra que nos olha com arrogância"...era algo assim não era?

O perigo a que está submetido este ganadeiro, completamente cercado por bestas negras e até arrogantes, é tal que até impressionam as imagens!

Vamos organizar a semântica de forma a isto ser devidamente interpretado pelos aficionados: O touro investe por instinto...mas acontece que quando não se depara com uma situação de perigo, faltam-lhe os estimulos para esse tal instinto."



in Fórum Prós e Contras - Tauromaquia

(*) Moita Flores

Eis um "case study"!

Note-se o que acontece quando se troca cultura por tortura:



Vale a pena ouvir esta curta entrevista do valente cavaleiro que investiu contra cidadãos pacíficos, para avaliar o que vai na cabeça destas pessoas:
"Eu penso que é uma tradição secular, temos de mantê-la, há várias,… nós… eu penso que é um pouco o intuito do povo português perder aquilo que é nosso… imitarmos os outros, e enquanto que devia ser ao contrário… e eu creio que… não podemos deixar nós, eu e outras pessoas como eu, que estão directamente ligadas à festa, que isso aconteça.
Mas por vezes as pessoas argumentam que os touros sofrem… quer dizer… não sei se os touros sofrem,… o que é um facto é que os touros começam a ser lidados e nós cravámos dois, três ferros compridos e os touros investem sempre sobre o castigo.

Portanto, se um touro… se nós dermos um pontapé a um cão, o cão a seguir vai fugir e não vai voltar a levar outro, não é? Portanto, está provado, que o castigo que os touros sofrem, não… quer dizer, sofrem… ou que os touros estão sujeitos, não os faz sofrer, assim tanto como as pessoas pensam apesar de ver o sangue a correr… eu creio que é isto… que é que eu posso acrescentar mais?

Eu acho, na minha opinião isto acaba por ser o essencial…"

Cavaleiro Marcelo Mendes(*)


Brilhante!
(*)
Tauricida!
Torcionário!
Lixo humano com alta toxicidade mental, amorfo, contaminador social!!!


"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa
daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que
observam e deixam o mal acontecer."

Albert Einstein

Basta!


sábado, 1 de setembro de 2012

E ninguém gosta mais dos touros que os aficonados.. olha se não gostassem!

 O Estoque: Um instrumento de tortura proibido nas touradas à portuguesa, mas que se pode utilizar e se utiliza, tal como aconteceu hoje, em Barrancos - Portugal (?) 

O estoque/espada é um instrumento que incorpora uma lâmina pontiaguda de 80 cm. A sua função é cortar a veia cava caudal e a aorta posterior, localizadas na cavidade torácica, mas, de acordo com um estudo realizado em Espanha, ela não é devidamente cumprida em cerca de 80% das ocorrências.

Na maior parte dos casos, o que sucede é serem danificados nervos que comprometem o sistema músculo-esquelético da caixa torácica, o que, associado a grandes lesões do pulmão, provoca uma dramática dificuldade respiratória. Nestes casos, o sangue passa do pulmão para os brônquios e partir daí chega à traqueia e sai pela boca e pelo nariz.

Acontece ainda, com alguma frequência, a espada tocar a parte externa dos pulmões e o bovino engolir o seu próprio sangue; e chega a acontecer a lâmina entrar no fígado e/ou no estômago do animal!

A estocada que esta foto documenta foi efectuada há uns anos por um aprendiz de matador, em Barrancos, e não foi bem sucedida. A vítima acabou por ser abatida, sob aplausos, com uma dezena de punhaladas na cabeça, por via da “puntilla” - um outro instrumento de tortura.

Fonte:  Marinhenses Anti-touradas

terça-feira, 28 de agosto de 2012

"Morte do touro"

«Eu tento combater a tauromaquia em todas as frentes e acho que isso vale a pena.
Sem tomar posição, porque para mim tudo isto é cruel e abjecto, lembro que, quanto ao ponto restrito "morte do touro", seja na tourada de morte ou após a tourada, num matadouro:

No matadouro o animal deve ser atordoado/paralisado por um disparo que destroi o lobo frontal do cérebro, antes de ser sangrado por golpe na veia jugular, ev.te artéria carótida, o que lhe provoca a morte pela perda de sangue.
Na arena, sem qualquer atordoamento, com o golpe (ou golpes) da espada pelo torax dentro, o animal é rasgado, perfurado, posto a sangrar e + - asfixiado no próprio sangue, por vezes em repetidas tentativas até se acertar.
Outra diferença é que, na tourada de morte, embora com um fim de tremendo sofrimento este acaba ali com a morte.
Na outra, à portuguesa, antes de ser libertado do sofrimento pela morte, o touro vai ter que sofrer bastante tempo na sequência dos ferimentos inflingidos na lide e nas acções de confinamento e condução ao sítio do abate.
Obviamente, a "festa dos touros" só pode ser considerada uma festa para os tauromáquicos e para quem negoceie com isso.»

Vasco Reis,
médico veterinário
Para os touros e cavalos não é um festejo, certamente, nem para pessoas conscientes e compassivas.

sábado, 25 de agosto de 2012

"Sejam Pró-ativos: A Inação e a Indiferença Não São Opções" por Marc Bekoff

“Embora haja muitas pequenas e fáceis ações que possamos realizar para ajudar os animais, duas coisas que já não são aceitáveis são a inação e a indiferença. Atingimos o ponto em que já chega, ou na verdade, em que o que já chega é demasiado - causamos muitíssimo sofrimento e dor desnecessários no mundo. Existem canários em minas de carvão por todo o mundo a dizerem-nos que há algo de profundamente errado. 
O laureado Nobel e pacifista Elie Wiesel encoraja-nos: «Tomem partido. A neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio encoraja o torturador, nunca o torturado.» O silêncio é mortal para os animais. Há um sentido de urgência – o tempo não está a nosso favor. A indiferença sai muito cara. Temos de agir agora com compaixão e amor por este magnífico mundo.
Naturalmente, não deveremos deixar que a raiva nos guie. Temos de nos manter ativistas com compaixão, constantemente. É isso que nos dá verdadeiro impacto para influenciar os outros, mas também nos ajuda a nós mesmos. Sermos bondosos faz-nos sentir bem; é uma experiência profunda, e mesmo espiritual, espalhar a compaixão, a bondade e o amor. E também é contagioso. Temos de ser bondosos e simpáticos e cooperarmos uns com os outros, para podermos definir e trabalhar com objetivos comuns, mesmo quando discordarmos a respeito da via exata. Nunca poderemos ser demasiado bondosos, nem ninguém é perfeito. A humildade e a via para avançar é reconhecermos as nossas próprias imperfeições, mesmo quando procuramos a mudança nas ações dos outros. Devemos questionar a ação de uma pessoa e não atacarmos as pessoas em si.
Todos os dias, devemos procurar oportunidades para fazermos algo pelos animais e criarmos oportunidades para que os outros o façam. Quando o fizermos, precisamos de ser pacientes, pois, desde que estejamos a deslocar-nos na direção certa, as coisas melhorarão para os animais e para a Terra. Tal como vimos, o ativismo tem custos – como o assédio, a intimidação e a frustração - , mas estes são o preço de colocarmos as nossas crenças em ação para impedirmos a crueldade e salvarmos vidas. Protestem suave, mas insistentemente; mudem tanto as ações como os espíritos e os corações. As mudanças que são impostas têm em geral pouca duração e fazem pouca diferença.
Muitas vezes, são precisos numerosos esforços para acumular o ímpeto necessário para produzir as profundas modificações na atitude e no espírito que faz verdadeiramente a diferença. É importante ouvir todas as opiniões. Isto é importante para ajudar a encontrar e a resolver as causas na raiz dos problemas, mas é também uma tática inteligente. Temos de dominar os argumentos dos opositores.
Apenas conhecendo as táticas e os argumentos dos vossos opositores é que conseguirão montar uma ofensiva com sucesso. 
(...)
De facto, os problemas respeitantes aos animais são tão vastos que exigem soluções pró-ativas criativas mergulhadas em profunda humildade, compaixão, cuidado, respeito e amor. Não podemos permitir que as nossas preocupações e os nossos medos nos tornem inativos e pessimistas e não podemos ceder ao cinismo.
(...) 
Precisamos de nos concentrar em sermos positivos em tempos difíceis e desafiadores e não deixarmos que a nossa frustração nos leve a melhor. Temos de agir localmente e pensar globalmente. 
Finalmente, é essencial lembrar que cada indivíduo conta e que cada indivíduo faz a diferença. Tal como observa Margaret Mead: «Nunca duvidem de que um pequeno grupo de cidadãos refletidos e empenhados pode mudar o mundo. Na realidade, tem sido a única coisa que o tem conseguido.» É também importante lembrar que Gandhi tinha razão – por muito que as pessoas lutem contra vocês, se acreditarem no que estão a fazer, acabarão por vencer.”

Manifesto dos Animais” por Marc Bekoff (2010) (*)

MATP

(*)
Título: Manifesto dos Animais
Autor: Marc Bekoff

Marc Bekoff, o maior especialista do mundo em emoções animais, mostra-nos que melhorar a forma como tratamos os animais implica repensar muitas das nossas decisões diárias e «expandirmos a nossa pegada de compaixão». Demonstra que os animais experimentam um vasto leque de emoções, incluindo a empatia e a compaixão, e que sabem distinguir claramente o certo do errado. Impelido por imperativos morais e pelas realidades ambientais que nos pressionam, Bekoff apresenta seis razões essenciais para mudarmos a forma como tratamos os animais – estejam eles em quintas industriais, em laboratórios, em circos, ou na nossa natureza ameaçada:

1. Todos os animais partilham a Terra e temos de coexistir.
2. Os animais pensam e sentem.
3. Os animais têm e merecem compaixão.
4. A ligação origina respeito, a alienação origina desrespeito.
5. O nosso mundo não tem compaixão para com os animais.
6. Agir com compaixão ajuda todos os seres e o nosso mundo. Se os animais falassem, seria este, possivelmente, o seu Manifesto.


Sobre o autor:
MARC BEKOFF é professor de Ecologia e Biologia Evolucionária na Universidade do Colorado, Fellow da Animal Behavior Society e ex-Fellow Guggenheim. Em 2009, tornou-se membro do corpo docente da Humane Society University e professor residente do University of Denver’s Institute of Human-Animal Connection. Em 2000, foi-lhe atribuído o Exemplar Award da Animal Behavior Society, por contribuições fundamentais, a longo prazo, para a área do comportamento animal. Publicou mais de duzentos artigos científicos e 22 livros, incluindo A Vida Emocional dos Animais - publicado em Portugal também pela Estrela Polar. Em 2005, Marc foi distinguido com o Bank One Faculty Community Service Award, pelo trabalho que tem feito com crianças, cidadãos idosos e reclusos.


http://www.fnac.pt/Manifesto-dos-animais-Marc-Bekoff/a309226

http://www.psychologytoday.com/blog/animal-emotions/201205/animal-consciousness-and-science-matter

http://www.amazon.com/Marc-Bekoff/e/B000APNCC8/ref=ntt_athr_dp_pel_1/185-3155247-9901951

http://www.wook.pt/authors/detail/id/532537

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Publicidade Longe da Crueldade - Mensagem Especial Anunciantes TV


Por favor, envie a mensagem abaixo sugerida, ou outra da sua autoria, para os endereços indicados. O objectivo é que seja exercida alguma pressão sobre: (1) os anunciantes da televisão que têm vindo, ao longo de 2012, a promover as suas marcas nos blocos de publicidade das touradas televisionadas; (2) as agências de meios que lhes planificam as inserções de publicidade; (3) a RTP e a TVI, que, este ano, estão a emitir corridas de touros. Se não houver interessados em anunciar nos blocos publicitários das touradas, haverá menos interesse na emissão destas, e a indústria tauromáquica sairá a perder.

Para:
dir.comercial@rtp.pt,conselho.opiniao@rtp.pt,direccao.comercial@tvi.pt,aesteves@mediacapital.pt,mcarvalho@sic.pt,atendimento@sic.pt,lourdes.galhoz@danone.com,apoiocliente@imperiobonanca.pt,bmportugal@bacardi.com,info_mbp@daimler.com,info@lactogal.pt,info@sograpevinhos.eu,mail@companhiadasquintas.pt,pt.correio@gsk.pt,recepcao@reckittbenckiser.com,theswatchgroupeuropa@swatchgroup.com,webmaster@lis.boehringer-ingelheim.com,Apoio.Cliente@telepizza.pt,apoio.ptnegocios@telecom.pt,apoiocliente@fidelidademundial.pt,apoiocliente@vodafone.com,atendimento@multicare.pt,cerealis@cerealis.pt,clientes.farma@novartis.com,consumidor@sumolcompal.pt,contacto@bayer.pt,fabricadafelicidade@refrige.pt,geral@mosqueteiros.com,geral@telecom.pt,info@aveleda.pt,info@drinksunlover.com,investor.relations@galpenergia.com,ir@zon.pt,KineraseSupport@valeant.com,marketing@multiopticas.pt,nuno.t.vieira@telecom.pt,provedor.scc@centralcervejas.pt,provedoria@jeronimo-martins.pt,provedoria@sonae.pt,Responsibility@its.jnj.com,servico_clientes@elcorteingles.pt,socialmedia@lidl.pt,suporte-siteparamim@proximity.pt,sustainabledevelopment@loreal.com,trade@zoomarine.pt,comunicacao.unicer@unicer.pt,info.portugal@carat.com,jose.cardoso@mecglobal.com,info.pt@omd.com,arena.portugal@arena-media.com.pt,zo@zenithoptimedia.pt,tomas.gonzalez-quijano@mindshareworld.com,portugal@mediacom.com,smglisboa@smgiberia.com.pt,info.lisboa@brandconnection.com,executive@executive-media.pt,media@novaexpressao.pt,antonio.duarte@maxusglobal.com,info.pt@phdnetwork.com,info.lisboa@umww.com,pedro.loureiro@mediagate.pt,alberto.rui@pt.initiative.com,mailpt@mpg.com

Cc.:
marinhenses.antitouradas@gmail.com

Exmos. Srs.,

Venho, por este meio, apelar à RTP e à TVI para que deixem de emitir touradas, e à SIC - a quem muito agradeço por ter deixado de as emitir -, para que jamais retroceda nesta matéria.

Venho, igualmente, apelar aos anunciantes da televisão para que se dissociem por completo da tauromaquia, nomeadamente, tomando todas as medidas para que, em circunstância alguma, os spots publicitários das suas campanhas sejam difundidos no intervalo imediatamente anterior ou em interrupções comerciais de qualquer espetáculo tauromáquico televisionado.

Incluo nos destinatários desta mensagem algumas agências de meios, para que também estas saibam que, embora me recuse terminantemente a assistir a atos de crueldade contra animais, vou tendo conhecimento de quais as marcas que não se estão a dissociar dos blocos de publicidade supra referidos, por intermédio de materiais como estes: http://youtu.be/fBnf-z9Ze78 e https://www.facebook.com/photo.php?fbid=452671758099726&set=a.454703424563226.106105.215151238518447&type=3&theater. E se até há pouco tempo, não sabia quais as marcas implicadas, agora que sei, qualquer aparição das mesmas me transporta mentalmente para cenários de sangue, dor, sofrimento, agonia e morte, fazendo-me perder completamente a vontade de as utilizar/consumir.

Gostaria muito que todas as estações de televisão nacionais optassem por dar o seu contributo para que Portugal seja um país onde as crianças e os jovens sejam, desde cedo, ensinados a respeitar os animais e a natureza; em vez transmitirem espetáculos violentos e deseducativos como as touradas. Gostaria também que as restantes organizações a que ora me dirijo, tivessem presente que são co-responsáveis pela sociedade em que estão inseridas, e deixassem de promover as suas marcas nos espaços em causa, por uma sociedade civilizada. Por um Portugal mais modernos e progressista que não admita espetáculos de crueldade contra os animais.

Agradecendo pela atenção dispensada e ficando na expectativa de uma resposta, que espero que seja positiva, a esta minha mensagem,
Com os melhores cumprimentos,
(Nome)
(Localidade)

= Campanha =
"Publicidade Longe da Crueldade" 



Corrida de Touros TVI - 2/08/2012

Corrida de Verão RTP - Albufeira, 8/08/2012

RTP 12-04-2012

Facebook

Vacadas e Garraiadas

Na tauromaquia são várias as modalidades de abuso de bovinos, tanto em âmbitos privados, como em espectáculos organizados para diversão, desde touradas até garraiadas, vacadas, etc. Para quem não saiba do que se trata, pode informar-se visionando vídeos no youtube. 
Sofrimento começa na captura e possível preparação do bovino para o espectáculo com acções, intervenções para enfraquecer o animal. Prossegue no transporte causador de pânico, claustrofobia, desgaste, até chegar à arena. O sofrimento prossegue aqui com susto, provocação por muita gente, ludíbrio por muita gente, violência física por muita gente, esgotamento anímico e físico, ferimentos (por vezes morte). Prossegue depois com mais violência na recolha, no transporte, etc.
Em algumas intituladas garraiadas, acontece o cravar de bandarilhas, farpas.

É fundamental argumentar científica, ética, cultural, socialmente ou seja, civilizadamente, para justificar o ponto de vista dos respeitadores dos animais e opositores da tauromaquia e, assim, contribuir para diminuir o sofrimento provocado pelo Homem sobre os animais não humanos.
É muito fácil rebater os argumentos do lobby tauromáquico, que para branquear o espectáculo cruel, faz uso de afirmações fantasiosas e não respeita o senso comum, a ciência e a ética.
Plantas são seres sem sistema nervoso, não sensientes e sem consciência.
Animais são seres dotados de sistema nervoso mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é perigoso e agressivo e doloroso. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa.
Portanto, medo e dor são essenciais e condição de sobrevivência.
A ciência revela que a constituição anatómica, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem e de outros mamíferos são extremamente semelhantes.
As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento.
Eles são tanto ou mais sensíveis do que nós ao medo, ao susto, ao prazer e à dor.
Descobertas recentes confirmam que animais, muito para além de mamíferos, aves , polvos, são seres inteligentes e conscientes.
O senso comum apreende isto e a ciência confirma.
É, portanto, nosso dever ético não lhes causar sofrimento desnecessário.
"A compaixão universal é o fundamento da ética" - um belo pensamento do filósofo alemão Arthur Schopenhauer.
Na tourada, o homem faz espectáculo e demonstração da sua "superioridade" provocando, fintando, ferindo com panóplia de ferros que cortam, cravam, atravessam, esgotam, por vezes matam o touro, em suma lhe provocam enorme e prolongado sofrimento, para gozo de uma assistência que se diverte com o sofrimento de um animal, aberração designada por arte, desporto, espectáculo, tradição.

Mas nesta “arte” não são somente touros e cavalos que sofrem.
São muitas as pessoas conscientes e compassivas, que por esta prática de violência e de crueldade se sentem extremamente preocupadas e indignadas e sofrem solidariamente e a consideram anti educativa, fonte de enorme vergonha para o país, atentório de reputação internacional, obstáculo dissuasor do turismo de pessoas conscientes, que se negam a visitar um país onde tais práticas, que consideram "bárbaras", acontecem!
Muitos turistas aparecem nestes espectáculos por engano e por curiosidade.
De lá saem impressionados e pensando muito negativamente sobre estes costumes sustentados por gentes portuguesas, neste nosso permissivo país.
Vacadas e garraiadas contribuem para habituar e viciar crianças e adultos ao abuso cruel exercido sobre animais, o que pode espevitar o gosto por mais violência do género e tornar-se moda. Portanto, não devem sequer realizar-se onde não são novidade e, muito menos, em sítios onde não existe tradição, como é o caso de Estoi, freguesia de Faro, na sua Feira do Cavalo.
A utilização de animais juvenis submetidos à violência de multidões, não pode ser branqueado e bagatelizado como “espectáculo que não tem sangue e é só para as crianças se divertirem". Mesmo que não tenha sangue, é responsável por muito sofrimento dos animais e contribui para a insensibilização de pessoas, principalmente de crianças, e para o gosto pela cruel tauromaquia. É indissociável de futilidade, sadismo, covardia.
Provavelmente, até serve a estratégia dos tauromáquicos visando a manutenção e a expansão da tauromaquia.

Vasco Reis,
médico veterinário
Aljezur
21.08.2012


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Como os aficionados contribuem para a luta antitourada

Nos últimos dias, a propósito das festas de Viana do Castelo, muito se tem falado de touradas.
Em 2009, Viana do Castelo tornou-se oficialmente uma cidade antitourada, integrando a rede de cidades saudáveis. A decisão, para além de pacifica acolheu a simpatia dos Vianenses e de gente de Portugal Continental, ilhas e por outros cantos do mundo.

Nos últimos tempos, o lóbi tauromáquico tem enfrentando grandes dificuldades. Dificuldades essas que não são mais do que os frutos de um desenvolvimento social, cívico e do crescimento de uma conscencialização ecológica. Por outras palavras: progresso.


As investidas do lóbi tauromáquico para contrariar e estagnar o desenvolvimento da consciencialização social das populações têm sido um tanto desastrosas para si próprios e benéficas para a causa antitourada.
Há não muito tempo, aquando dos projetos de lei do Bloco de Esquerda e PEV, que entre eles, sugeriam o fim dos apoios públicos à tauromaquia, rapidamente saltaram vozes que juraram de pés juntos que a tauromaquia, para além de não receber um cêntimo do Estado, eram rentável para as autarquias. Essas afirmações passam a ser particularmente curiosas quando se tem conhecimento da afluência de empresários tauromáquicos à sessão pública, organizada pelo BE, para discutir as mesmas propostas. Dizem as noticias que a sessão ficou marcada por insultos por parte dos aficionados, diz, quem lá esteve, que ficou ainda marcada pela falta de capacidade de argumentação e por um vocabulário pobre e desarticulado dos aficionados, confirmando assim (e eu nunca precisei de confirmação) as personalidades tendencialmente agressivas de quem assiste a touradas, e a baixa instrução de quem não tem a capacidade de adaptar tradições à realidade atual.


Mas afinal, se as pessoas que vivem às custas das touradas não recebem apoios públicos, porque se apressaram em ir defender o seu “quinhão”? Não faz sentido, é pouco credível. Se houve quem acreditasse na inexistência de apoios deixou de acreditar. No meio das trapalhices aficionadas, ganhou a causa antitourada.

Em Viana a situação repete-se. A elevação da cidade a primeira cidade antitourada de Portugal agradou a população. Agora, os aficionados, em mais uma investida atrapalhada, sem capacidade de medir as consequências, decidem fazer uma tourada em Viana.

A população foi clara: não os querem lá. A tourada em Viana foi polémica por vários motivos: primeiro pelo desrespeito do lóbi tauromáquico pela cidade e pelas suas gente; segundo pelo desrespeito ao poder local; terceiro porque uma tourada nunca é uma coisa boa.
As condições em que o circo foi montado, gerou a indignação de muita gente, por se traduzir em mais um ataque ao poder local - afinal os tribunais podem contrariar a vontade do povo para servir interesses de lóbis? Depois de todos os ataques dos últimos tempos, ainda há quem respeite o poder local em Portugal? A população de Viana sente-se desrespeitada, viram a sua vontade violada e as suas festas manchadas. A causa antitouradas cresceu.

Outro episódio curioso são as investidas na ilha de São Miguel. Há dois dias, na minha passagem pelo aeroporto de Ponta Delgada, a caminho da minha terra natal - Angra do Heroísmo, deparei-me com um quiosque que transmitia a barbárie da minha própria terra - a tourada à corda. Primeiro chamou-me a atenção as expressões das pessoas que olhavam para um monitor. Eram turistas, provavelmente nórdicos pela cor da pele e cabelo e o seu olhar era claro como água: o repúdio total. Achei ainda curioso os comentários de senhoras com alguma idade que de forma pausada e com o sotaque próprio da ilha diziam algo como “mas perquié quéssa gente não se põe a lê um livre em vez d'a atormentá os biches? Ome, certamente!”. Prova de que não é preciso estar-se na “flor da idade” para perceber o óbvio. No aeroporto de Ponta Delgada, parece ganhar também a causa antitourada.

O desespero de quem vive à custa de uma prática bárbara como a tourada, têm-se tornado, de maneira implícita, um aliado da luta pela fim das touradas em Portugal (sem esquecer os Açores) e no Mundo. Há que saber continuar a tirar todo o proveito dele.
Os touros, cavalos e toda uma sociedade que repudia a violência gratuita, agradecem aos desesperados.



Francisca M. Ávila
Angra do Heroísmo, 21 de Agosto de 2012

Fonte

domingo, 19 de agosto de 2012

O que eles querem dizer!


É sabido que os aficionados não sabem escrever português. A sua sintaxe também representa um desafio sério para quem quer realmente saber o que querem dizer. Mas ainda há um terceiro problema: as alegações fundadas em processos de recalcamento, ou a incapacidade de formular princípios de relação mais complexos resultando a verbalização de um sentimento ou de uma ideia que se lhes apresenta abstracta numa crassa mentira. 
Exemplos: "Os Touros não sentem dôr", querendo eles dizer na realidade, "A mim não me dói que os Touros sofram", ou "Eu gosto de animais", querendo eles dizer "Fico contente que os animais existam para que assim eu os possa usar", etc...

por "Touro"

Vampiros e outros seres hematófagos



As pulgas gostam de sangue.
As melgas gostam de sangue.
Os piolhos gostam de sangue.
As carraças gostam de sangue.
As sangessugas gostam de sangue.
Os aficionados gostam de sangue.

Fonte:  FARPAS E CORNADAS


Homenagem com tortura!

Paulo Futre ganhaste dinheiro com esta homenagem, eles pagaram-te para tu lá ires, e tu lá foste...ganhaste dinheiro, mas também perdest um seguidor no facebook, vale o que vale, eu nem dou dinheiro!
E agora digo, Paulo Futre peseteiro, trocaste a dignidade humana, o avanço civilizacional, pelo tem bem pessoal, desejo que te transformes em humano rapidamente...mas não te iludas... segundo a teoria de Darwin os ratos não evoluem para humanos!
por Pedro Freitas

É MESMO MANIPULAÇÃO DA INFORMAÇÃO


A ATCT fez uma fotografia,com uma máquina certamente defeituosa, com um aspecto muito parcial da manifestação contra a tourada em Viana, e alguém pergunta se aquilo se podia chamar manipulação da informação. Posso afirmar que é mesmo manipulação da informação! Mesmo sendo um fotógrafo amadoríssimo consegui apanhar uma frente maior da manifestação (que ainda não é total) que anexo para quem as quiser comparar. Eu no local contei cerca de quatrocentos manifestantes anti touradas!
Defensor Moura

sábado, 18 de agosto de 2012

Plataforma antitouradas garante que corrida em Viana é "ilícita"

A Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros garantiu hoje que a tourada agendada para domingo, em Viana do Castelo, “é ilícita” considerando que o tribunal “não suspendeu” a declaração “anti-touradas” aprovada pela Câmara em 2009.

“Importa referir e deixar claro que a realização desta tourada não é o regresso da tauromaquia a Viana do Castelo”, começa por sublinhar, em comunicado, aquela plataforma, que reúne cerca de 50 associações de defesa dos animais.

Acrescenta que a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB), em resposta à providência cautelar interposta pela organização da tourada ao primeiro indeferimento municipal, “autorizou apenas a instalação da praça amovível e não a sua realização”.

Invocando a declaração “anti-touradas” aprovada pela Câmara a 27 de Fevereiro de 2009, que, afirma a plataforma, “não foi suspensa provisoriamente pelo tribunal, e que continua a vigorar no município de Viana do Castelo”, a realização do espectáculo, portanto, “não é lícita”.

“Não se pode confundir a autorização para a instalação do recinto, com uma autorização para a realização do espectáculo”, lê-se ainda no comunicado, acrescentando que “no confronto de direitos” deste caso “não pode deixar de ser considerado o direito constitucionalmente consagrado de que Viana do Castelo tenha a sua própria identidade cultural”.

Recorde-se que o TAFB viabilizou, sexta-feira, esta tourada ao dar cinco dias à organização, a cargo da federação “Prótoiro” para se pronunciar sobre os argumentos do município no recurso que este apresentou.

Na prática, esta decisão permite a realização da tourada, na freguesia de Areosa, Viana do Castelo, apesar de a câmara insistir que a instalação daquela arena amovível foi feita em terrenos de “elevado valor paisagístico”, numa “violação grave” do Plano Director Municipal (PDM), da Reserva Ecológica Nacional e do Plano de Ordenamento da Orla Costeira.

A Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros agendou para domingo, às 12h, em Viana do Castelo, uma manifestação de protesto contra a realização do espectáculo, apelando “ao bom senso e serenidade de todos os abolicionistas” e à rejeição de “qualquer reacção a todo o tipo de provocações que possam surgir e qualquer ato violento” contra a realização da tourada.

A corrida de touros organizada pela “Prótoiro” está agendada para as 17h de domingo.
Público


Viana do Castelo, 18 ago (Lusa) - A Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros garantiu hoje que a tourada agendada para domingo, em Viana do Castelo, "é ilícita" considerando que o tribunal "não suspendeu" a declaração "antitouradas" aprovada pela Câmara em 2009.

"Importa referir e deixar claro que a realização desta tourada não é o regresso da tauromaquia a Viana do Castelo", começa por sublinhar, em comunicado, aquela plataforma, que reúne cerca de 50 associações de defesa dos animais.

Acrescenta que a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB), em resposta à providência cautelar interposta pela organização da tourada ao primeiro indeferimento municipal, "autorizou apenas a instalação da praça amovível e não a sua realização".


Expresso

POR VIANA ANTI-TOURADAS

Defensor Moura 
Alguns jornais insistem na divulgação de que a declaração de "Viana do Castelo Cidade anti touradas" foi aprovada na Câmara Municipal apenas pelos membros do PS, esquecendo-se de referir que foi por uma maioria de dois terços da vereação! Além disso as oposições, que tinham e têm maioria na Assembleia Municipal, não apresentaram, durante três anos, qualquer proposta de revogação da deliberação . Finalmente é bom recordar que, entretanto, houve eleições autárquicas e a mesma equipa (sem mim) que votou e ia manter a deliberação, foi reeleita por mais de 50% dos vianenses!!! Mas este não é uma causa de partidos e por isso todos estão silenciosos, deixando o processo ser liderado pelo representante legitimo dos vianenses - o Presidente da Câmara José Maria Costa. Hoje todos os vianenses têm uma causa comum que os une contra a tortura sanguinária dos inocentes touros. POR VIANA ANTI-TOURADAS

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Viana do Castelo, a polémica


A CM pode decidir internamente que não permitem touradas no seu concelho.
Se decidirem fazer uma tourada em casa ou assim, a câmara não pode fazer nada porque é uma actividade legal, mas a Câmara pode decidir que não quer em espaços/terrenos públicos, nem permitir publicidade nem nada.
Basta a Câmara querer e PODE RECUSAR o licenciamente com pressupostos de que não quer determinada actividade no concelho porque acha que não favorece a imagem da autarquia, ou vai contra o respeito pelos direitos dos animais; a defesa dos direitos dos animais, não é compatível com a realização de espectáculos de tortura, que provocam sofrimento injustificado.

Indeferimento da tourada em Viana do Castelo


Câmara não autoriza tourada mas promotores mantêm espetáculo
Viana do Castelo é município «antitouradas» e indeferiu pedido. Organização garante que haverá corrida de touros a 19 de agosto

A Câmara de Viana do Castelo indeferiu o pedido de organização de uma tourada naquela cidade, que aboliu este tipo de espetáculo, alegando não existirem condições, mas os promotores mantém a intenção de a realizar.

A tourada está prevista para 19 de agosto e na base da decisão do município, além da proibição decretada em 2009 à realização deste tipo de espetáculos, esteve ainda a «falta de condições», do ponto de vista do ordenamento do território, relativamente ao local escolhido pelos promotores.

«Não reunia condições porque é um terreno que está em Rede Natura, Reserva Ecológica Nacional e Reserva Agrícola Nacional. Indeferimos o pedido e já informámos as autoridades dessa decisão», explicou à agência Lusa o presidente da autarquia, José Maria Costa, nesta quarta-feira.

O pedido apresentado à câmara solicitava a instalação, em terrenos da freguesia de Areosa, Viana do Castelo, de uma arena amovível, sendo o evento organizado pela federação «Pró-Toiro», que reúne várias associações e representantes da atividade tauromáquica em Portugal.

Recorde-se que o executivo camarário, liderado ainda por Defensor Moura, aprovou a 27 de fevereiro de 2009 a proibição de realização de touradas em Viana do Castelo, transformando o município em «antitouradas», em defesa dos direitos dos animais e alegando não existir «qualquer tradição» tauromáquica no concelho.

Contactado pela Lusa, Diogo Costa Gomes, presidente da comissão executiva da «Pró-toiros», admitiu que já esperava esta decisão.

«Temos tido várias reuniões com a Câmara e desde a primeira hora que nos disseram que a festa não ia acontecer. Mas é uma decisão ilegal, que vamos contestar de todas as formas possíveis, porque a vontade do município não se pode sobrepor à Lei da Nação», apontou.

Face à declaração «antitouradas» e à aquisição da Praça de Touros pelo município, por 5.127 euros, também em 2009, há três anos que não se realizam espetáculos tauromáquicos no concelho.

«O que se passa em Viana do Castelo é uma censura e um fascismo cultural. A tauromaquia é um espetáculo legal, que está definido na Lei como um espetáculo Cultural e que não pode estar dependente da vontade de presidentes de Câmara», argumentou o dirigente da «Pró-Toiros».

Apesar deste indeferimento, Diogo Costa Gomes garante que haverá corrida de touros, a qual já tem o cartaz definido mas que «para já fica em segredo».

«Se Portugal for um Estado de Direito, no dia 19 de agosto haverá corrida. Se for um regime em que uma câmara pode impor uma ditadura cultural, aí sim, não teremos festa», rematou.

Câmara de Viana indeferiu pedido para realização de tourada mas promotores mantêm espetáculo


Câmara de Viana indeferiu pedido para realização de tourada mas promotores mantêm espetáculo


Tourada da polémica em Viana do Castelo
Federação PróToiro considera que o que se passa na cidade "é uma censura e um fascismo cultural".

A Câmara de Viana do Castelo indeferiu o pedido de organização de uma tourada na cidade, alegando não existirem condições. Apesar da decisão da autarquia, os promotores mantêm a intenção de realizar o evento.

A tourada está prevista para 19 de Agosto e na base da decisão do município, além da proibição decretada em 2009 à realização deste tipo de espectáculos, esteve ainda a "falta de condições" do ponto de vista do ordenamento do território.

"Não reunia condições, porque é um terreno que está em rede natura, reserva ecológica nacional e reserva agrícola nacional. Indeferimos o pedido e já informámos as autoridades dessa decisão", explicou o presidente da autarquia, José Maria Costa.

O pedido apresentado à Câmara solicitava a instalação, em terrenos da freguesia de Areosa, Viana do Castelo, de uma arena amovível, sendo o evento organizado pela Federação PróToiro, que reúne várias associações e representantes da actividade tauromáquica em Portugal.

O executivo camarário, na altura liderado por Defensor Moura, aprovou a 27 de Fevereiro de 2009 a proibição de realização de touradas em Viana do Castelo, transformando o município em "anti-touradas", em defesa dos direitos dos animais e alegando não existir "qualquer tradição" tauromáquica no concelho.

Face à declaração "anti-touradas" e à aquisição da Praça de Touros pelo município, por 5.127 euros, também em 2009, há três anos que não se realizam espectáculos tauromáquicos no concelho.

"O que se passa em Viana do Castelo é uma censura e um fascismo cultural. A tauromaquia é um espectáculo legal, que está definido na lei como um espectáculo cultural e que não pode estar dependente da vontade de presidentes de Câmara", argumenta a Federação PróToiro.

Tribunal Administrativo contraria decisão de Viana do Castelo que impedia realização de tourada

Vai mesmo haver tourada em Areosa, Viana do Castelo, o Tribunal Administrativo de Braga autorizou a montagem de uma praça de touros, amovível, naquela localidade, para uma corrida agendada para dia 19. Esse pedido tinha sido recusado pela Câmara, na passada terça-feira, mas a Prótoiro - Federação Portuguesa das Associações Taurinas interpôs uma providência cautelar. A autarquia, que aboliu as corridas de touros em 2009, indeferiu o pedido da Prótoiro, alegando falta de condições, do ponto de vista do ordenamento do território e do local escolhido pelos promotores do espetáculo, já que o terreno "está em Rede Natura, Reserva Ecológica Nacional e Reserva Agrícola Nacional". Mas o Tribunal Administrativo de Braga entendeu que estaria em perigo o exercício de um direito cultural, pelo que autorizou a instalação da praça de touros.

Tribunal autoriza montagem de praça de touros em Viana do Castelo recusada pela autarquia
O Tribunal Administrativo de Braga autorizou a montagem de uma praça de touros em Areosa, no concelho de Viana do Castelo. A decisão vai contra a posição da Câmara Municipal de Viana, que recusou o pedido inicial da Federação Portuguesa das Associações Taurinas.
Face a esta recusa da Câmara, foi interposta uma providência cautelar e agora o tribunal deu luz à instalação da praça para a corrida, que se realiza no próximo dia 19.

O tribunal de Braga entendeu que estaria em perigo o exercício de um direito cultural.

Já a Câmara Municipal alega que há falta de condições para a realização do espectáculo e que o terreno escolhido faz parte de uma reserva natural.

A tourada foi abolida em Viana do Castelo em 2009 e desde aí que não se realizam espetáculos tauromáquicos no concelho.



Tribunal autoriza montagem de praça de touros em Viana do Castelo

O Tribunal Administrativo de Braga autorizou nesta sexta-feira a montagem de uma praça de touros, amovível, em Areosa, concelho de Viana do Castelo, para uma corrida a realizar a 19 de Agosto, após a recusa do município.

A Prótoiro - Federação Portuguesa das Associações Taurinas interpôs uma providência cautelar, depois de, na terça-feira, a Câmara Municipal de Viana do Castelo ter recusado um pedido de instalação da praça de touros em terrenos municipais, em Areosa.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da comissão executiva da Prótoiro, Diogo Costa Monteiro, disse que o tribunal “entendeu que estaria em perigo o exercício de um direito cultural”, pelo que “autorizou a instalação da praça”.

A realização da corrida, adiantou, já tinha sido autorizada na semana passada pela Inspecção-geral das Actividades Culturais.

A Lusa procurou, sem sucesso até ao momento, confrontar o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, com a deliberação que, para a Federação Portuguesa das Associações Taurinas, “vem pôr termo à prepotência e à ilegalidade das decisões camarárias no que às touradas diz respeito”.

A Câmara de Viana do Castelo, que aboliu as corridas de touros em 2009, indeferiu o pedido da Prótoiro, alegando falta de condições, do ponto de vista do ordenamento do território, do local escolhido pelos promotores do espectáculo, já que o terreno “está em Rede Natura 2000, Reserva Ecológica Nacional e Reserva Agrícola Nacional”.

Face à declaração “antitouradas”, em defesa dos direitos dos animais, e à compra da antiga Praça de Touros de Viana do Castelo pelo município, também em 2009, não se realizam espectáculos tauromáquicos no concelho há três anos.

A Câmara de Viana do Castelo aboliu as corridas de touros em 2009



Tribunal autoriza tourada em Viana

Câmara considera-se «antitouradas» e não tinha permitido realização do espetáculo (vídeo)


Tribunal autoriza tourada em Viana contra câmara
Município considera-se «antitouradas» mas corrida está marcada para 19 de agosto, na Areosa
O Tribunal Administrativo de Braga autorizou a montagem de uma praça de touros, amovível, em Areosa, concelho de Viana do Castelo, para uma corrida a realizar a 19 de agosto, após a recusa do município, anunciou a Prótoiro.

A Prótoiro - Federação Portuguesa das Associações Taurinas interpôs uma providência cautelar, depois de, na terça-feira, a Câmara Municipal de Viana do Castelo ter recusado um pedido de instalação da praça de touros em terrenos municipais.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da comissão executiva da Prótoiro, Diogo Costa Monteiro, disse que o tribunal «entendeu que estaria em perigo o exercício de um direito cultural», pelo que «autorizou a instalação da praça».

A realização da corrida, adiantou, já tinha sido autorizada na semana passada pela Inspeção-Geral das Atividades Culturais.

Para a Federação Portuguesa das Associações Taurinas, esta deliberação «vem pôr termo à prepotência e à ilegalidade das decisões camarárias no que às touradas diz respeito».

A Câmara de Viana do Castelo, que aboliu as corridas de touros em 2009, indeferiu o pedido da Prótoiro, alegando falta de condições, do ponto de vista do ordenamento do território, do local escolhido pelos promotores do espetáculo, já que o terreno «está em Rede Natura, Reserva Ecológica Nacional e Reserva Agrícola Nacional».

Face à declaração «antitouradas», em defesa dos direitos dos animais, e à compra da antiga Praça de Touros de Viana do Castelo pelo município, também em 2009, não se realizam espetáculos tauromáquicos no concelho há três anos.

O autarca de Viana do Castelo garante, agora, que vai «agir em conformidade», mas ainda desconhece qualquer decisão judicial autorizando a instalação de uma arena amovível para a realização da corrida de touros na cidade.

«Até ao momento não recebemos qualquer decisão nesse sentido. Na segunda-feira vamos fazer um ponto de situação e agir em conformidade», disse à agência Lusa o autarca José Maria Costa, neste sábado.


Autarca desconhece decisão judicial que autoriza arena
O autarca de Viana do Castelo garante que vai "agir em conformidade", mas ainda desconhece qualquer decisão judicial autorizando a instalação de uma arena amovível para a realização de uma corrida de touros na cidade.
"Até ao momento não recebemos qualquer decisão nesse sentido. Na segunda-feira vamos fazer um ponto de situação e agir em conformidade", disse à agência Lusa o autarca José Maria Costa.
JN

Autarca desconhece decisão judicial que autoriza arena
CM


Tribunal Administrativo contraria decisão de Viana do Castelo que impedia realização de tourada
11 Ago, 2012,



Tribunal contraria decisão da autarquia de Viana do Castelo que impedia a realização de tourada
12 Ago, 2012



Associação vai recorrer da decisão que aboliu touradas em Viana do Castelo
Polémica começou quando Defensor de Moura era o presidente da autarquia. O executivo camarário aprovou, a 27 de Fevereiro de 2009, a proibição de realização de touradas em Viana do Castelo.
Depois de os tribunais terem permitido a realização de uma tourada em Viana do Castelo, marcada para 19 de Agosto, a associação PróToiro vai novamente recorrer à Justiça. "É uma vitória, mas ainda não chega", diz Diogo Monteiro.

O presidente da associação PróToiro garante que, logo depois da corrida de touros de dia 19, vai avançar com uma acção em tribunal para tentar anular a deliberação camarária que, em 2009, aboliu as touradas na cidade.

"A Câmara não autorizou pura e simplesmente por birra pessoal. É muito simples. O antigo presidente da Câmara acordou um dia e disse 'como não gosto de touradas, não se vão fazer touradas'”, critica Diogo Monteiro.

O presidente da associação PróToiro argumenta que "o actual presidente [José Maria Costa], como, infelizmente, teve de votar a favor, porque fazia parte da vereação do anterior presidente, tem agora um problema político em mão, porque não podia voltar com a palavra atrás".

Mas, defende Diogo Monteiro, "reconhecer o erro não é sinal de fraqueza - é sinal de inteligência". "Como ele não o quis fazer, o tribunal fez por ele."

O presidente da autarquia de Viana do Castelo, José Maria da Costa, remete a sua posição para uma conferência de imprensa, a realizar durante esta segunda-feira.

A polémica começou quando Defensor de Moura era o presidente da autarquia. O executivo camarário aprovou, a 27 de Fevereiro de 2009, a proibição de realização de touradas em Viana do Castelo, transformando o município em "anti-touradas", "em defesa dos direitos dos animais" e alegando não existir "qualquer tradição" tauromáquica no concelho.

Face à declaração "anti-touradas" e à aquisição da Praça de Touros pelo município, por 5.127 euros, também em 2009, há três anos que não se realizam espectáculos tauromáquicos no concelho.


Actualização relativamente a Viana do Castelo:
Caras/os apoiantes da ANIMAL, a informação que vos podemos adiantar para já é de que a ANIMAL está, em conjunto com o executivo camarário, a tentar reverter o actual cenário. Por favor continuem a enviar as vossas mensagens de apoio ao Presidente da Câmara. Logo que possamos publicar mais alguma notícia fá-lo-emos. Até lá, por favor confiem que estamos a fazer o melhor que podemos e sabemos.


E por favor divulguem esta informação. Acreditamos que, nesta situação em particular, está contra-indicada qualquer manifestação de rua.

A CM de Viana do Castelo enviou hoje "o recurso" à decisão judicial e temos muito boas razões para acreditar que há fundamentação para que "os animais vençam"! O departamento jurídico da CMVC fez o melhor trabalho possível, creiam. Entretanto, o Presidente da Câmara deu hoje uma conferência de imprensa a este respeito, onde também participaram membros de uma recém-criada Plataforma contra as touradas.

Para já, o que vos pedimos é que escrevam à imprensa demonstrando apoio à Câmara de Viana e o desejo de que aquela se mantenha "Cidade Anti-Touradas".

Por favor queiram fazê-lo para:
bomdiaportugal@rtp.pt
agenda.informacao@rtp.pt
telejornal@rtp.pt
jornaldatarde@rtp.pt
jornal2@rtp.pt
sicnoticias@sic.pt
agenda@sic.pt
redaccao@sic.pt
dinformacao@lusa.pt
redaccao@lusa.pt
sociedade@lusa.pt
agenda@lusa.pt
lusatv@lusa.pt
sociedade@publico.pt
agenda@publico.pt
nacional@publico.pt
redaccao@publico.pt
dnot@dn.pt
agenda@dn.pt
nacional@dn.pt
sociedade@dn.pt
webmaster@dn.pt
grandelisboa@jn.pt
sociedade@jn.pt
pais@jn.pt
secretaria@jn.pt
agenda@jn.pt
agendalisboa@jn.pt
reportagem@correiomanha.pt
geral@correiomanha.pt
redaccao@correiomanha.pt
redaccao@globalnoticias.pt
silva.pires@globalnoticias.pt
editor@metroportugal.com
metro@metroportugal.com
destak@destak.pt
alerta@destak.pt
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visaoonline@edimpresa.pt
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editor@sabado.investec.pt
informacao@sabado.investec.pt
portugaldiario@iol.pt
secretaria@noticiasdamanha.net
info@itspress.com
reporterjr@jornaldaregiao.pt
diario.digital@mail.telepac.pt
publisher@the-news.net
info@portugalresident.com
tsf@tsf.pt
agenda@tsf.pt
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tsfnoticias@lusomundo.net
rdp.antena3@rtp.pt
agenda3@programas.rdp.pt
antena1@rdp.pt
agenda1@rdp.pt
rdp@rdp.pt
informacao@rdp.pt
mail@rfm.pt
info@radiocomercial.clix.pt
info@rr.pt
mail@rr.pt
webmaster@rr.pt
mail@mega.fm
geral@rna.pt
programas@radioeuropa.fm
agendainformacao@rdp.pt
info@destakes.com
online@sol.pt
courrier@courrierinternacional.com.pt
vitorquental@sic.pt

Com Cc para: campanhas@animal.org.pt

(Por favor não estranhem que alguns e-mails voltem para trás; por vezes acontece com e-mails dos media)

Depois de ter sido dado provimento à providência cautelar interposta pela Federação "Protoiro" relativamente à tourada prevista para acontecer em Viana do Castelo, a ANIMAL soube que a Câmara Municipal está hoje a decidir o que fazer quanto a este assunto. É muito importante que, neste momento, nos juntemos para dar força ao executivo municipal de Viana, nomeadamente ao Presidente. Por favor tire um pouco do seu tempo e escreva para cmviana@cm-viana-castelo.pt pedindo ao Presidente que pondere recorrer da decisão judicial. Estamos com Viana!

https://www.facebook.com/ONGANIMAL/



Câmara de Viana garante que "não haverá tourada" a 19 de agosto por violação do PDM



Viana do Castelo, 13 ago (Lusa) - A câmara de Viana do Castelo deduziu hoje oposição à decisão do tribunal que autoriza a instalação de uma arena amovível para a realização de uma tourada na cidade, alegando violação do Plano Diretor Municipal (PDM).


Câmara de Viana garante que "não haverá tourada" por violação do PDM
A câmara de Viana do Castelo deduziu hoje oposição à decisão do tribunal que autoriza a instalação de uma arena amovível para a realização de uma tourada na cidade, alegando violação do Plano Diretor Municipal (PDM).
Em conferência de imprensa, o presidente da autarquia, José Maria Costa, afirmou estar "seguro de que não haverá tourada" a 19 de agosto, em Viana do Castelo, apesar da suspensão do indeferimento da autarquia à instalação da arena, pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB).

"Estranhamente, o Tribunal, antes da decisão, não ouviu a Câmara Municipal, por entender ser de extrema urgência este assunto", apontou, acrescentando: "A realização desta corrida de touros, a acontecer, seria ilegal porque não há condições".

Segundo a oposição deduzida hoje mesmo pelo município, com regime de urgência, a instalação do recinto no local previsto, uma zona de emparcelamento agrícola junto à costa, configura um "desrespeito pelo ambiente e pelo ordenamento do território" e por isso foi indeferido a 02 de agosto.

Os terrenos em causa, na freguesia de Areosa, cidade de Viana do Castelo, estão classificados como Reserva Agrícola Nacional (RAN) e Reserva Ecológica Nacional (REN) e como tal não podem receber qualquer instalação do género, à luz do PDM, aprovado em 2008.

"Em Portugal vemos autarcas a perderem mandatos porque violam o PDM, nós tentamos cumpri-lo e surgem destas decisões. No entanto, estou convicto que o Tribunal vai perceber estes argumentos porque ainda estamos num Estado de Direito", disse José Maria Costa.

Além disso, acrescentou, para a realização desta tourada naquele local "teriam de ser ouvidas previamente" entidades como a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, a Administração da Região Hidrográfica do Norte e o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, o que não aconteceu.

Para além das questões legais, José Maria Costa mantém a declaração, aprovada em fevereiro de 2009 pelo executivo municipal, apenas com os votos favoráveis do PS, assumindo a cidade "antitouradas", em defesa dos direitos dos animais.

"Estamos perante manobras de diversão de algumas pessoas que ainda não perceberam que estamos no século 21 e que a sociedade, felizmente, libertou-se de algumas algemas de tradições do passado", sublinhou.

A decisão do TAFB foi tomada esta sexta-feira, após recurso, através de uma providência cautelar, apresentado pela organização desta tourada, a cargo da "Prótoiro" - Federação Portuguesa das Atividades Taurinas.

Na aceitação da suspensão da eficácia do indeferimento municipal, o TAFB levou em conta o "eventual obstáculo à Cultura, pois a tauromaquia goste-se ou não é uma manifestação cultural, como o teatro, a música e o circo", lê-se no despacho a que agência Lusa teve hoje acesso.

Além disso, na base da rápida decisão do tribunal, sobre a aceitação da providência cautelar, esteve o facto de a mesma "tutelar direitos, liberdades e garantias" e a necessidade da organização começar a instalar a arena amovível, com capacidade para 3.300 pessoas, seis dias antes do evento.

Entretanto, a autarquia, que revelou ter recebido nas últimas horas "centenas de mensagens de apoio", foi ainda confrontada, hoje, com a visita da direção da Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros.

"Quero acreditar que o Tribunal vai recuar e que não haverá tourada em Viana do Castelo. Aliás, não ponho sequer a possibilidade de ela vir a acontecer", apontou Sérgio Caetano, dirigente daquela plataforma, que congrega meia centena de associações "antitouradas"

Acrescenta que a realização de touradas em Portugal "assenta numa exceção à Lei" que "não permite que os animais sejam maltratados", pelo que não admite que o mesmo aconteça com o ambiente.

"Não acredito que para a realização desta tourada, naquele local, se violem as normas ambientais e de ordenamento do território", disse ainda, demonstrando "total solidariedade" com o município de Viana do Castelo.


http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=63532

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2012/08/11/tribunal-autoriza-montagem-de-praca-de-touros-em-viana-do-castelo-recusada-pela-autarquia

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/corrida-de-touros-polemica-em-viana-do-castelo

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/tourada-protoiro-viana-do-castelo-arena-tvi24/1367869-4071.html

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2012/08/13/camara-de-viana-garante-que-nao-havera-tourada-por-violacao-do-pdm

http://visao.sapo.pt/tauromaquia-camara-de-viana-garante-que-nao-havera-tourada-a-19-de-agosto-por-violacao-do-pdm=f680984



Carta enviada por Paulo Borges - Presidente da Direcção Nacional do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN)
Lisboa, 14 de Agosto de 2012

Exmo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo

Engº José Maria Costa

Em meu nome e enquanto presidente da Direcção Nacional do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), venho manifestar o meu total apoio à sua firmeza na manutenção da decisão de não autorizar a realização de uma tourada, no dia 19, no município de Viana do Castelo, pelas razões legais apresentadas e por fidelidade à decisão do seu antecessor, o Dr. Defensor Moura, de declarar Viana do Castelo a primeira cidade livre de touradas e de espectáculos que impliquem sofrimento dos animais.

A recente tentativa da indústria tauromáquica estender estes espectáculos a regiões estranhas à sua tradição resulta do seu declínio nas regiões originalmente mais aficionadas e é a contra-ofensiva desesperada de uma minoria de lobbies que vêem esta actividade imoral cada vez mais abandonada e contestada pela população e apenas sobrevivente graças aos balões de oxigénio de uma iníqua canalização de dinheiros públicos para a sua promoção.

A luta contra a tauromaquia é transversal a orientações ideológicas e partidárias e congrega hoje todos aqueles que desejam construir uma sociedade livre de violência contra os mais fracos, sejam homens ou animais.O que está em causa é o progresso ético e civilizacional de Portugal.

Por todos estes motivos, reitero o meu inequívoco apoio à sua decisão e à firmeza de a manter e apelo às autoridades judiciais e aos poderes públicos para que não se deixem pressionar por manobras dos sectores que agem apenas por apego aos costumes mais retrógrados e cruéis da nossa vida colectiva e aos lucros e protagonismo social daí provenientes. Pelos mesmos motivos apelo também a que o apoiem as demais forças políticas, bem como todas as instituições que se assumem ao serviço da evolução ética, social e cultural.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Borges

Presidente da Direcção Nacional do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN)



Carta Aberta da Plataforma pela Abolição das Corridas de Touros
PLATAFORMA PELA ABOLIÇÃO DAS CORRIDAS DE TOUROS | PORTUGAL
Lisboa, 13 de Agosto de 2012


Ex.mo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo

Engº José Maria Costa

A Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros, que congrega já cerca de meia centena de associações nacionais, surgiu em 2012 na sequência da iniciativa do Governo “O Meu Movimento”, realizada com o objectivo de eleger a causa mais popular em Portugal, onde a abolição das touradas foi claramente a causa mais votada pelos cidadãos portugueses.

Tendo tomado conhecimento da intenção de se realizar uma tourada no município de Viana do Castelo, onde não existe actualmente qualquer tradição tauromáquica, vimos por este meio manifestar o nosso apoio à posição tomada por essa edilidade municipal, porquanto representa uma vontade social inequívoca que defende uma evolução natural da sociedade portuguesa, abolindo estes espectáculos, à semelhança do que, aliás já sucedeu noutros municípios.

O reconhecimento por parte dos municípios portugueses do princípio de não-violência e existência livre de sofrimento injustificado dos animais neste tipo de espectáculos, revela-se fundamental para a consagração do novo paradigma civilizacional de uma sociedade mais ética e justa em respeito pelos direitos dos animais e do meio ambiente.

Os acontecimentos recentes, levam-nos às palavras do Historiador Paulo Varela Gomes "Que será preciso para acabar com a tradição da tourada? Que sobressalto do coração será necessário para despertar em nós a piedade pelos animais?", pelo que apelamos a Vª Exª que mantenha a centelha de Viana do Castelo acesa no baluarte da causa animal, contando com o apoio da Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros, e o dos milhares de cidadãos que integram as associações que representamos.


Com os melhores cumprimentos,

Sérgio Caetano

Coordenador da Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros



Autarquia de Viana do Castelo garante que não haverá tourada dia 19


CDS-PP quer referendar touradas em Viana do Castelo



Oposição à tourada em Viana soma meio milhar de mensagens de apoio em dois dias

A Câmara de Viana do Castelo recebeu, desde segunda-feira, mais de meio milhar de mensagens de apoio, de vários países, à oposição que está a fazer à realização de uma corrida de touros na cidade.

Segundo avançou hoje à agência Lusa fonte da autarquia, estas mensagens estão a chegar sobretudo por correio electrónico e, além de Portugal, são provenientes também de Espanha - inclusive da região da Catalunha -, México, Argentina, Costa Rica, Peru, Colômbia e Brasil.

A mesma fonte sublinhou mensagens de apoio recebidas do Movimento Internacional Anti-touradas e da direcção da Fundação Franz Weber, alemã e uma das mais activas na defesa dos direitos dos animais.

Em causa está a realização, neste domingo, de uma corrida de touros em Viana do Castelo, município que em 2009 adquiriu a Praça de Touros da cidade e que aprovou, no Executivo, uma declaração assumindo-se como “anti-touradas” e em defesa dos direitos dos animais.

A organização pertence à “Prótoiros”, federação que reúne as várias associações do sector tauromáquico em Portugal e que anunciou pretender “acabar com o regime de censura cultural” que diz existir no concelho há mais de três anos.

Entretanto, a Câmara deduziu esta semana oposição à decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB), que autorizou a instalação da arena, alegando violação do Plano Director Municipal (PDM) se isso se concretizar.

O presidente da autarquia, José Maria Costa, afirma estar “seguro que não haverá tourada” em Viana do Castelo, apesar da suspensão do indeferimento da autarquia à instalação da arena, pelo TAFB, depois de uma providência cautelar interposta pela “Prótoiro”.

Segundo a oposição deduzida pelo município com regime de urgência, a instalação do recinto no local previsto, uma zona de emparcelamento agrícola junto à costa, configura um “desrespeito pelo ambiente e pelo ordenamento do território” e por isso o pedido foi indeferido a 2 de Agosto.

Os terrenos em causa, na freguesia de Areosa, cidade de Viana do Castelo, estão classificados como Reserva Agrícola Nacional (RAN) e Reserva Ecológica Nacional (REN) e como tal não podem receber qualquer instalação do género, à luz do PDM, aprovado em 2008.

Segundo a direcção da “Prótoiro”, a decisão do tribunal, de permitir a instalação da arena - o evento em si já está licenciado pela Inspecção-geral das Actividades Culturais e Sociedade Portuguesa de Autores -, foi tomada “já com conhecimento” dos motivos invocados pelo município para o indeferimento.

Além das questões legais, José Maria Costa mantém a declaração, aprovada em Fevereiro de 2009, apenas com os votos favoráveis do PS, assumindo a cidade “anti-touradas”.

São manobras de diversão. Infelizmente ainda não perceberam que não são bem-vindos a Viana do Castelo”, atirou ainda o autarca.


Mau tempo adia instalação de arena amovível em Viana
A instalação de uma arena amovível, em Viana do Castelo, para a corrida de touros do próximo domingo foi adiada para quarta-feira devido ao mau tempo que tem afectado o Alto Minho nas últimas horas.

“Esta arena foi montada para uma corrida de touros, curiosamente, em Ponte de Lima. Mas, devido à forte chuva que tem caído, tivemos de atrasar um dia o processo de desmontagem e transferência para Viana do Castelo, por questões logísticas”, explicou hoje à agência Lusa o presidente da Comissão Executiva da “Prótoiro”.

Segundo Diogo Costa Monteiro, esta arena, com capacidade máxima para 3.300 pessoas, já assegurou, em 2012, cerca de 20 corridas de touros, essencialmente em cidades do norte do país, e a sua transferência para Viana do Castelo está agora agendada para quarta-feira de manhã.

Recorde-se que a Câmara de Viana do Castelo já deduziu oposição à decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) que autoriza a instalação da arena, alegando violação do Plano Director Municipal (PDM).

O presidente da autarquia, José Maria Costa, afirma estar “seguro que não haverá tourada” em Viana do Castelo, apesar da suspensão do indeferimento da autarquia à instalação da arena, pelo TAFB.

Segundo a oposição deduzida pelo município com regime de urgência, a instalação do recinto no local previsto, uma zona de emparcelamento agrícola junto à costa, configura um “desrespeito pelo ambiente e pelo ordenamento do território” e por isso foi indeferido a 2 de Agosto.

Os terrenos em causa, na freguesia de Areosa, cidade de Viana do Castelo, estão classificados como Reserva Agrícola Nacional (RAN) e Reserva Ecológica Nacional (REN) e como tal não podem receber qualquer instalação do género, à luz do PDM, aprovado em 2008.

Contactada pela agência Lusa, fonte da PSP afirmou que “apenas” tem conhecimento da decisão de indeferimento municipal, comunicado pela Câmara, rejeitando antever qualquer reacção a tomar esta quarta-feira.

Nesta altura temos apenas uma comunicação de indeferimento. Uma coisa que está indeferida é porque não está autorizada. Se acontecer a instalação da arena naquela local vamos ter de avaliar o caso”, disse a mesma fonte.

Para Diogo Costa Monteiro, não deixa de ser “extraordinário” que “o único argumento invocado pelo presidente da Câmara que defende a cidade anti-touradas” sejam, afinal, “as questões ambientais”.

É a prova de que está ciente da ilegalidade que comete desde 2009”, apontou o responsável da “Prótoiro”.

Adiantou que a decisão do tribunal, de permitir a instalação da arena - o evento em si já está licenciado pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais e Sociedade Portuguesa de Autores -, foi tomada “já com conhecimento” dos motivos invocados pelo município para o primeiro indeferimento.

Além das questões legais, José Maria Costa mantém a declaração, aprovada em Fevereiro de 2009 pelo executivo municipal, apenas com os votos favoráveis do PS, assumindo a cidade “anti-touradas”, em defesa dos direitos dos animais.


Câmara de Viana propõe associação de municípios para erradicar touradas em Portugal


Autarcas alentejanos contestam proposta de Viana do Castelo 'contra as touradas'


Tourada em Viana do Castelo é «provocação» ao povo
Autarca contra federação «Prótoiro», que insiste em realizar uma corrida no próximo domingo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, afirmou, esta quinta-feira, que a insistência da «Prótoiro» em manter a corrida de touros naquela cidade, neste domingo, constitui uma «provocação» ao povo do concelho.

«De certa forma é uma provocação ao povo de Viana do Castelo, que é simpático e acolhedor, mas que não gosta de ser invadido desta forma», afirmou à agência Lusa o autarca socialista.

A federação «Prótoiro» garante que a corrida de touros «vai acontecer» no dia e no local previstos e diz que «nem equaciona» procurar terrenos alternativos, apesar de a autarquia invocar violação do Plano Diretor Municipal (PDM) naquela instalação.

«Haverá corrida a 19 de agosto, neste local. Não temos dúvidas, porque se tivéssemos não teríamos feito este investimento», afirmou Diogo Costa Monteiro, dirigente da «Prótoiro».

Aquela federação, que reúne as várias associações ligadas à tauromaquia em Portugal, organiza esta tourada na cidade em que, desde 2009, por decisão do município, este tipo de espetáculo está proibido.

O autarca local confia no recurso apresentado para o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, sobre a instalação da arena, amovível, em terrenos protegidos da freguesia da Areosa e que, garante, configura «violação do PDM».

Segundo a autarquia, é aguardada uma decisão sobre o recurso durante o dia de sexta-feira. Se tal não acontecer, a corrida de touros poderá mesmo realizar-se, tendo em conta a autorização, de 10 de agosto, emitida pelo mesmo tribunal, que aceitou a providência cautelar da «Prótoiro».

«Estas pessoas não são bem-vindas a Viana do Castelo. É uma provocação que estão a fazer às nossas gentes e sobretudo na altura das nossas verdadeiras tradições, que são as festas da Agonia», apontou, por seu turno, José Maria Costa.

O autarca acrescentou ter «orgulho» por Viana do Castelo «fazer parte do grupo das cidades, no mundo, mais avançadas, do ponto de vista da sociedade e dos direitos dos animais».



Tourada polémica em Viana do Castelo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, afirmou que a insistência da "Prótoiro" em manter a corrida de touros naquela cidade, neste domingo, constitui uma "provocação" ao povo do concelho. "De certa forma é uma provocação ao povo de Viana do Castelo, que é simpático e acolhedor, mas que não gosta de ser invadido desta forma", afirmou à agência Lusa o autarca socialista.



Decisão do Tribunal Administrativo viabiliza tourada domingo em Viana do Castelo
Viana do Castelo, 17 ago (Lusa) -- O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga viabilizou hoje a tourada de domingo em Viana do Castelo, ao dar cinco dias à organização para se pronunciar sobre os argumentos do município no recurso que este apresentou.

Na prática, esta decisão, divulgada hoje pela autarquia, permite a realização da tourada, na freguesia de Areosa, Viana do Castelo, organizada pela federação "Prótoiro", apesar de a Câmara insistir que a instalação daquela arena amovível foi feita em terrenos de "elevado valor paisagístico".

Além disso, a Câmara, no recurso interposto segunda-feira contra a primeira decisão do tribunal, que viabilizava a corrida de touros, alegava tratar-se de uma violação do Plano Diretor Municipal, que não permite a instalação de qualquer estrutura naqueles terrenos.


TOURADA EM VIANA DO CASTELO, PORQUÊ?

Depois de uma década e meia de profunda requalificação urbana e ambiental, com preservação e valorização dos recursos naturais, Viana do Castelo desenvolveu um modelo de cidade com estilos de vida saudável em perfeito equilíbrio com o privilegiado ecossistema envolvente.

O respeito pelos direitos dos animais e a decisão de declarar “Viana do Castelo Cidade anti-touradas” foram consequências naturais da evolução civilizacional da comunidade vianense, com aprovação da esmagadora maioria dos cidadãos e escassíssimas manifestações de oposição, como aliás o demonstraram os proprietários da Praça de Touros (que a venderam sabendo que acabariam as touradas) e, até, do centenário clube taurino da cidade que há muitos anos se dedica tranquilamente à prática de bilhar e xadrez.

Em Viana do Castelo não há touros, nem toureiros, nem forcados e as touradas nada tinham a ver com a Romaria d’Agonia, dedicada às belezas vianenses – o traje, o ouro, as danças e os cantares, o cortejo, as procissões e o fogo de artifício que atraem muitas centenas de milhares de forasteiros anualmente.

Ninguém sentiu a falta da tourada nos últimos três anos da romaria e Viana viveu tranquilamente a sua festa maior sem acolher no seu seio o bárbaro espectáculo onde os pobres touros, que vinham de fora, para aqui sofrerem torturas sanguinárias de toureiros, que também vinham de fora, para mórbido prazer de umas centenas de aficionados que, igualmente, de outras paragens chegavam à cidade!

Mas “Viana anti-touradas” é um símbolo da luta pelos direitos dos animais que os, cada vez menos aficionados, não desistem de abater. Esperava-se que, mais tarde ou mais cedo, a indústria tauromáquica investisse sobre Viana.

Foi este ano que o poderoso lobby das touradas apareceu, com uma proposta da federação Prótoiro para instalação de um redondel provisório em terrenos agrícolas na periferia da cidade, com o propósito de esmagar exemplarmente a vontade da cidade que simbolicamente se ergueu contra a bárbarie.

Esbarraram na firme determinação da Autarquia que indeferiu o pedido, por se manter orgulhosamente como “Cidade anti-touradas” e por rejeição do local de instalação da praça provisória.
Inesperadamente o Tribunal Administrativo de Braga desautorizou a Câmara Municipal e viabilizou a proposta de realização do sanguinário espectáculo. INACREDITÁVEL!!!

E se, no que se refere ao próprio espectáculo, a contraditória legislação que condena a violência sobre os animais … e parece excepcionar as touradas(!), pode admitir a controversa decisão judicial, era bem dispensável a insensível citação da tauromaquia como manifestação cultural equivalente ao teatro e à música.

Inesperada, porém, foi a decisão judicial de autorizar a instalação de uma praça de touros num terreno agrícola junto ao mar! Sem ouvir a Câmara Municipal, nem a Comissão de Coordenação Regional, nem o Instituto Hidrográfico, nem o Instituto de Conservação da Natureza que tutelam aquela área protegida, o Tribunal autorizou a instalação daquela arena de tortura num terreno onde o próprio agricultor não é autorizado a construir um pequeno casebre para guardar os utensílios agrícolas. ESCANDALOSO !!!

Além de um grave atropelo à legislação vigente, o poder judicial desautorizou publicamente a Autarquia de Viana do Castelo e afrontou desnecessariamente a população vianense que, por esmagadora maioria, reprova e rejeita as sanguinárias torturas tauromáquicas.

Afinal, se em Viana não há touros nem toureiros e os escassos aficionados, se existem, apenas precisam de se deslocar duas dezenas de quilómetros para satisfazerem a sua sede (de sangue) de cultura taurina, PORQUE NÃO NOS DEIXAM EM PAZ ???

Porque não deixam os vianenses e os milhares de visitantes fruir alegremente a maior Romaria de Portugal, não manchando a beleza multicolor que a caracteriza com o sangue do sacrifício dos touros inocentes.

É evidente que, na enxurrada da gravíssima crise social que atravessamos, com desemprego, fome e perda de direitos no trabalho, na saúde e na escola pública, este bárbaro atentado aos direitos dos animais é apenas mais um alarmante sinal do retrocesso ético e civilizacional que inunda a nossa sociedade e é preciso denunciar e rejeitar quotidianamente.

Por isso me solidarizo com os vianenses e os amigos dos animais que se vão juntar no domingo, a partir das 16 horas, junto ao Castelo Velho da Praia Norte e na própria Veiga da Areosa, para protestar contra este grave atentado aos direitos dos animais e, simultaneamente, denunciar a escandalosa desautorização dos legítimos representantes autárquicos de Viana do Castelo.

Defensor Moura
17.Agosto.2012


Autarca que criou Viana “anti-touradas” afirma que tribunal “desautorizou” câmara

O ex-autarca Defensor Moura, que aprovou a declaração de Viana do Castelo como cidade “anti-touradas”, vai participar, no domingo, no protesto contra a corrida de touros agendada para o concelho, alegando que o município foi “desautorizado” pelo tribunal.

Em declarações à agência Lusa, o ex-presidente da câmara, que fez aprovar em 2009, apenas com os votos favoráveis do PS, a declaração de cidade “anti-touradas” admitiu que “já se esperava que, mais tarde ou mais cedo, a indústria tauromáquica investisse sobre Viana”.

“Foi este ano que o poderoso lóbi das touradas apareceu, com o propósito de esmagar exemplarmente a vontade da cidade que simbolicamente se ergueu contra a barbárie”, aponta Moura, que concorreu à Presidência da República em 2011.

Segundo Defensor Moura, desde 2008 - data em que se realizou a última tourada na cidade - “ninguém sentiu a falta da tourada” em Viana do Castelo, que “viveu tranquilamente a sua festa maior sem acolher no seu seio o bárbaro espectáculo”.

Acrescenta que a pretensão da federação “Prótoiro”, de realizar a corrida de touros em Areosa, Viana do Castelo, “esbarrou na firme determinação da autarquia” que indeferiu o pedido, diz, “por se manter orgulhosamente como cidade anti-touradas”.

A câmara, agora liderada por José Maria Costa, também do PS, ainda interpôs esta semana um recurso da decisão do tribunal, alegando violação do PDM com a instalação de uma arena amovível em terrenos de “elevador valor paisagístico”, mas ainda é desconhecido qualquer resultado.

“Além de um grave atropelo à legislação vigente, o poder judicial desautorizou publicamente a autarquia de Viana do Castelo e afrontou desnecessariamente a população vianense que, por esmagadora maioria, reprova e rejeita as sanguinárias torturas tauromáquicas”, acusa Defensor Moura.

O ex-autarca, que descreve esta decisão do tribunal como “vergonhosa” e “escandalosa”, insiste que não há tradição tauromáquica na cidade.

“Por isso me solidarizo com os vianenses e os amigos dos animais que se vão juntar no domingo para protestar contra este grave atentado aos direitos dos animais e, simultaneamente, denunciar a escandalosa desautorização dos legítimos representantes autárquicos de Viana do Castelo”, remata Defensor Moura.

Para domingo, dia em que se realiza esta corrida, estão já previstas duas manifestações de defensores dos direitos dos animais.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Tribunal viabiliza tourada em Viana do Castelo que se declarou antitouradas em 2009

"VIABILIZA"?
"FAVORÁVEL"?
QUAL A PARTE QUE NÃO PERCEBEM?
Tribunal viabiliza tourada em Viana do Castelo que se declarou antitouradas em 2009

Ao fim de 4 anos sem touradas, as corridas de touros podem voltar a Viana do Castelo. O caso está a ser discutido em Tribunal. Numa primeira fase a decisão foi favorável à Federação Tauromáquica. A autarquia recorreu. Enquanto se aguarda por uma nova decisão, a Prótoiro avançou já com a colocação da estrutura.

RTP

Coletivo Açoriano de Ecologia Social com Viana

COLETIVO AÇORIANO DE ECOLOGIA SOCIAL COM VIANENSES ANTITOURADAS


Em 2009, a Câmara Municipal de Viana do Castelo, declarou aquela localidade como Cidade Antitouradas, a única portuguesa que faz parte das mais de 100 vilas e cidades, que também já o fizeram, nos 8 países em que a tauromaquia ainda não foi abolida.

Em crise em todo o mundo, a indústria tauromáquica tem investido em locais onde não há qualquer tradição, contando muitas vezes para isso com o apoio dos governos regionais, autarquias e comissões de festas ligadas à Igreja Católica.

No caso em apreço, a promoção de uma tourada em Viana do Castelo para além de ser mais um instrumento de banalização da violência para com os animais é uma afronta a todos os cidadãos e o desrespeito por uma decisão da autarquia.

O CAES- Coletivo Açoriano de Ecologia Social, coletivo que defende que é o atual modelo de produção e consumo o responsável pela violação dos direitos humanos e ambientais da maior parte da humanidade, sendo também responsável pelo sofrimento infligido aos animais, repudia frontalmente as pressões exercidas sobre a Câmara Municipal de Viana do Castelo e congratula-se com a sua firmeza em não autorizar o cruel espetáculo previsto para 19 de Agosto.

Açores, 16 de Agosto de 2012

CAES - Coletivo Açoriano de Ecologia Social