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 | Um Touro bravo. Apesar da sua frágil aparência enquanto bezerro não se deixem enganar. Dentro de pouco tempo estará feito um Touro agressivo e lutador.
Esperemos que passe na triagem que separa os bravos dos mansos e ganhe o direito a lutar pela sua vida na arena proporcionando um bom espectáculo aos aficionados. | Um animal que como todos os outros tem direito à vida e ao bem-estar.
Se assim o deixarem viverá pacificamente, como é a sua natureza.
3 anos separam-no daquele que é verdadeiramente o seu inferno na terra: uma tourada. |
 | É chegada a altura do Touro cumprir o seu destino e ser encaminhado para a arena onde poderá lutar com valentia e mestria pela sua vida.
Será conduzido ao transporte que o levará à arena onde terá meia hora de dignidade e prazer para fazer aquilo que mais gosta enfrentando os seus oponentes de igual para igual com uma bravura, fúria e força únicas. | Com menos de 20% da sua vida cumprida, acabado de terminar a sua juventude, o Touro é retirado do seu habitat com destino à lide.
Em poucas horas é ´raptado´ à força, transportado em espaço diminuto e colocado na arena onde encontrará a morte certa. |
 | O Touro descansa nos curros, recuperando da viagem que causa algum stress.
É importante que o Touro se acalme para poder combater com total discernimento.
São-lhe dadas todas as condições para que se apresenta na máxima força no momento da tourada. | Após o transporte é colocado nos curros onde aguarda pela hora em que é forçado à luta.
Apesar de menos stressado do que durante a viagem encontra-se num ambiente totalmente diferente daquele que teve em toda a sua vida e é alvo de várias práticas de preparação como por exemplo o embolamento que consiste na serração da ponta dos seus cornos.
Por vezes começam aqui a prática de actos para a sua debilitação para que não se apresente na sua máxima força e se consiga uma lide mais controlada e sem danos para os homens e cavalos. |
 | O Touro entra na praça e imediatamente demonstra a sua bravura e agressividade percorrendo o recinto e investindo contra os homens de capa que o provocam.
Olha para a platéia como que desafiando toda aquela multidão a enfrentá-lo. | O Touro entra desorientado na praça, ainda confuso pelo facto de há poucas horas estar a viver livre num prado rodeado dos seus.
Encontra-se agora só, em local incerto, foi sujeito a práticas que correspondem a agressões físicas e psicológicas.
Por instinto procura a fuga e estuda o espaço para verificar se esta é possível. |
 | O picador faz o seu trabalho com mestria de preparação da lide.
O Touro demonstra a sua bravura e força investido de encontro ao Cavalo praticamente sem sentir os golpes infligidos. | Um Cavalo vendado e com tampões nos ouvidos para que não perceba o que está a acontecer e não reaja por instinto. A malha que o envolve protege-o de perfurações contra cornos embulados mas não o protege de lesões causadas pelo impacto que podem ser fatais. Para esta tarefa são escolhidos cavalos considerados menos valiosos, não treinados, pelo que caso ocorra uma morte ou lesão grave não é considerado um grande prejuízo.
O Touro por sua vez reaje às provocações da forma que lhe resta depois de interiorizado que não existe fuga possível.
As feridas causadas garantem que fica pelo menos incapacitado de erguer a cabeça e que terá hemorragias contínuas que o farão perder força e discernimento ao longo da lide. |
 | Seguem-se as lides a Cavalo. O Touro investe tentando derrubar cavalo e cavaleiro.
Demonstra a sua valentia e bravura não desistindo da perseguição e aceitando os castigos dos arpões das bandarilhas sem virar a cara à luta. | O Touro já debilitado defende-se como pode das agressões causadas pelos cavaleiros. Um olhar atento conseguirá verificar que o Touro apenas investe quando o cavaleiro o ataca, investindo o Cavalo contra si para cravar as bandarilhas.
É até comum que após cravar a bandarilha o cavaleiro se dê ao luxo de colocar o seu cavalo a efectuar manobras artísticas como trotes elegantes ou rodopios.
Se o Touro fosse verdadeiramente agressivo e não estivesse numa postura de defesa não iniciaria uma perseguição contínua ao cavalo até conseguir o choque ou que um dos dois se fatigasse?
Não haveria espaço e tempo para movimentos artísticos se estivesse uma fera agressiva na praça. |
 | O toureio a pé é um desafio cara-a-cara em que a inteligência e coragem do homem tenta exercer o seu domínio sobre a natureza do Touro.
Valroiza-se a mestria do homem que consegue ler o Touro e levá-lo a investir e movimentar-se como se estivessem sincronizados numa coreografia previamente ensaiada. | O Touro neste momento já está desgastado pelas lides a cavalo e pela grande quantidade de sangue que perdeu durante as partes anteriores da Tourada.
Inclusive estará limitado fisicamente em termos de locomoção tendo os ligamentos, que lhe permitiam manobrar a cabeça sem limitações, dilacerados logo na fase do picadeiro.
O Toureiro beneficia de anos de aprendizagem com bezerros, vacas, Touros mansos, e da experiência acumulada de lidar com Touros em touradas.
O Touro por sua vez está pela primeira vez naquela situação, sujeito aquele tipo de ataques, não tendo qualquer preparação para lidar com ela. |
 | Os forcados. Únicos no mundo da Tauromaquia em todo o mundo.
Um grupo de amadores que enfrenta o Touro numa demonstração de um misto de força, coragem e saber.
São a verdadeira extensão do povo que nas bancadas sente nas entranhas o impacto do Touro no corpo durante a pega de caras. | Talvez a parte mais justa da tourada em que não é infligida dôr física adicional ao Touro.
Pena que só ocorra na parte final em que o Touro já está repleto de lesões externas e internas e completamente fatigado.
Apesar de ainda reprovável do ponto de vista ético, já que continua a usar-se um animal para um espectáculo, talvez se devesse considerar a actuação de forcados em Touros que não tenham sido alvo dos picadores, cavaleiros, e toureio a pé.
Seria a verdadeira demonstração de coragem e força. |
 | Um Touro demonstra a sua bravura, ferocidade e agressividade saltando as barreiras protectoras e investindo aleatoriamente por entre a plateia. | Os chamados Touros voadores mais não são animais que atingem um nível de stress tão elevado que se transcendem e conseguem o seu objectivo principal, normalmente impossível, a fuga.
O Touro salta a bancada para fugir do que se passa na arena e não para investir na platéia. A sua fisionomia não está preparada para o subir e descer de escadas pelo que a sua locomoção trapalhona fere mais pessoas por atropelamento e quedas do que por cornadas. |
 | O Touro sempre morre e é conduzido para matadouros onde será convertido em produtos alimentares.
Teve a sua oportunidade para indulto e despediu-se em exaltação e glória.
Esta vida é preferível à de uma vida numa unidade de exploração intensiva para fins alimentares. | Antes da sua morte o Touro é submetido a actos atrozes para gáudio e divertimento de humanos que não se dão ao trabalho de conhecer e compreender esta espécie animal.
O facto de o destino certo ser a morte não justifica que o processo para lhe chegar seja um suplício infernal. |
 | Os artistas tauromáquicos. Gente respeitada e respeitadora.
Arriscam a vida num espectáculo de enorme beleza para gáudio dos aficionados.
Merecedores de admiração pela sua coragem e mestria na arte de lidar com Touros.
Profundos conhecedores e defensores dos Touros e da Festa Brava. | Os agentes da indústria Tauromáquica exploram comerciamente um espectáculo que assenta no sofrimento de animais.
Vivem numa realidade completamente desajustada relativamente aos dias de hoje.
Beneficiam de um estranho status e são protegidos por lobbies que apesar da grande influência representam uma pequena parte dos Portugueses.
Como amantes dos Touros deveriam dá-lo a conhecer ao público tal como ele é e não deturpar a imagem pública de uma espécie para que seja aceitável explorá-la na Tauromaquia.
Deveriam reconhecer os estudos científicos que demonstram que o Touro é um animal senciente que sente dor física e tem estados emocionais e comportamentais que podem levar ao sofrimento psíquico. |
 | Os aficionados.
É por eles que existe a Festa Brava.
Os verdadeiros amantes de um espectáculo único e cultural.
Boa gente ciente do valor da tourada para a cultura Portuguesa e para a defesa do Touro e do Cavalo Lusitano. | Muitos dos aficionados desconhecem completamente o que é e como vive um Touro. Acreditam piamente que o Touro não sente dor nem desespero e sente-se confortável ao ser toureado.
Os que não têm falta de informação poderão no mínimo ser chamados de sádicos pois retiram prazer de actos de tortura e mutilação sobre um animal. |
 | Cambada de gente pseudo-intelectual que quer acabar com uma tradição secular.
Terroristas que não têm noção da dimensão dos seus actos que atropelam direitos de liberdade de expressão, colocam em perigo o sustento económico de numerosas famílias e podem levar o Touro à extinção.
Podem fazer barulho onde e quando quiserem pois os apoiantes da Festa Brava são muitos mais, têm a razão do seu lado e darão a cara sempre que fôr preciso. | Os activistas da luta contra as touradas são pessoas como as outras que simplesmente dão mais valor a certos valores éticos e morais relacionados com os direitos e o bem-estar dos animais.
A tourada é considerada um divertimento, um espectáculo, e assenta no infligir de sofrimento físico e psíquico a uma espécie animal.
Estamos no século XXI e não na época medieval. Sabemos hoje em detalhe que o Touro sofre durante a tourada.É visível que a Tourada assenta em actos violentos para com um animal, tolerar a tourada é tolerar a violência e o derramar de sangue por entretenimento. O Touro não teve escolha. Está ali obrigado. |