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terça-feira, 25 de agosto de 2015
Testemunho Real!
Palabras de un técnico de sonido de televisión que hacía las retransmisiones de toros...
"En mi caso, que me ha tocado llevar el sonido en alguna retransmisión, siempre he comentado, que si en lugar de la mezcla de sonido de la banda de música, aplausos, bravos, olessss y demás... el sonido fuera el que capta el Sennheiser 816 (micrófono que capta a gran distancia y buena calidad) a pie de ruedo, donde se escucha perfectamente el sonido de la banderillas al entrar en la piel, los mugidos de dolor que da el animal a cada tortura a la que se somete... y además lo acompañáramos de primeros planos de las heridas que lleva, de los coágulos como la palma de una mano, de la sangre que le brota acompasada al latir del corazón o la mirada que pone en animal antes de que le den la estocada final, creo que el 90% apagaría el televisor al presenciar semejante carnicería a ritmo de pasodoble.
Yo, personalmente pedí el dejar de hacer ese tipo de trabajo, precisamente un día que en Castellón me tocó estar en el callejón y me cabreé mucho al escuchar a un toro, al cual el torero falló cuatro veces con el estoque y harto de escuchar al pobre animal me quité los auriculares... No tuve bastante, que mientras agonizaba, escupía, se ahogaba en su sangre, se vino a morir justo pegado a mi, apoyado sobre las maderas mientras daba pasmos y su mirada ensangrentada y con lágrimas, sí lágrimas, sean o no sean de dolor, se cruzó con la mía y no nos la perdimos hasta que un inútil .... falló dos veces con el descabello, al que le dije de todo.
Ahí acabó mi temporada torera de por vida.
Son sentimientos personales y lo mas probable es que a un amante de "la fiesta" le parezca ridículo, pero para mi, más ridículo es cuando después de semejante carnicería, giras la vista al público y los ves allí aplaudiendo, comiendo su bocata sin inmutarse, ni habiendo visto y oído lo que yo."
Jose Sepúlveda Sepul
"Anonymous Defensa Animal España"
"El técnico de sonido del viral antitaurino: "Es una bestialidad, que lo soporte el que pueda" - El Huffington Post"
"El viral testimonio de un técnico de sonido sobre las corridas de toros - El Huffington Post"
"LA VOZ DE GALICIA"
"La memoria del llanto, un artículo contra los toros del periodista y escritor Francesc González Ledesma, publicado en el diario El País en marzo de 2010."
«Testemunho de um Técnico de Som sobre a Barbárie Tauromáquica
Jose Sepúlveda, técnico de som do Canal Nou e que durante algum tempo trabalhou na transmissão de touradas decidiu relatar aquilo que viu e ouviu durante estas emissões. A imagem inserida no texto é apenas para ilustração do artigo.
”Sempre que trabalhei na parte sonora das transmissões frequentemente comentava que se em lugar da banda de música, dos aplausos, dos bravos, dos olés e etc o som fosse captado pelo Sennheiser 816 (microfone que capta a grande distância e com muita qualidade) perto da arena onde se escuta perfeitamente o som das bandarilhas a entrar na pele, os mugidos de dor do animal a cada tortura que é submetido e além disso as pessoas acompanhassem os primeiros planos das feridas, dos coágulos tão grandes com a palma da mão, do sangue que jorra, do bater do coração ou o olhar do animal antes da estocada final 90% desligaria a televisão ao presenciar tamanha chacina ao ritmo de pasodoble.
Eu pessoalmente pedi para deixar de fazer esse tipo de trabalho, porque um dia em Castellón, tocou-me estar entre barreiras e fiquei muito incomodado ao escutar um touro depois do toureiro ter falhado por quatro vezes a estocada e tive que tirar os auscultadores e o animal agonizava, cuspia, afogava-se no seu sangue vindo morrer mesmo ao pé de mim apoiado na madeira e o seu olhar ensanguentado e com lágrimas, sim lágrimas, sejam ou não sejam de dor cruzou-se com o meu até que um inútil falhou duas vezes o descabelo e eu disse-lhe tudo e mais alguma coisa.
Foi aí que terminou o meu trabalho em praças de touros para toda a vida.
São sentimentos pessoais e o mais provável é que um amante da “fiesta” ache ridículo, mas para mim ridículo é quando depois de semelhante carnificina olhas para o público e vês que aplaude, come sandes sem qualquer preocupação não tendo visto nem ouvido o que eu testemunhei”.
Excelente testemunho que retrata a verdade sobre um espectáculo que é brutalmente bárbaro e cruel e que tem que ser erradicado.
Prótouro
Pelos touros em liberdade
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Depoimentos...
Estão sempre a dizer para nos calarmos, argumentando que a porcaria em que participam directa ou indirectamente está salvaguardada pela lei e por uma qualquer distorcida "lei dos gostos e das opiniões" e tentando também dissuadir-nos na luta dizendo que só estamos a ajudar à porcaria da festa. Não, vamos deixar que as pessoas sejam expostas passiva e acriticamente, ainda por cima em ambiente festivo de tortura, que propicia e bem ao desenvolvimento de distúrbios psicológicos, sem as expor a uma visão oposta. Claro, e depois sempre com as lamúrias de que não querem que isto seja uma ditadura. Que isto seja uma ditadura querem os senhores, que mais não queriam que tudo encarneiradinho a participar na porcaria das vossas festas sanguinárias, a fazer fila para comprar os vossos bilhetes sujos! E depois dizem para irmos viver para o Peru e ainda aproveitam as condições desfavoráveis do país noutros aspectos sócio-económicos, ainda que seja claramente muito melhor viver pobre e sem compactuar culturalmente na tortura de animais do que ser pobre e, além disso, fazê-lo. Que ridicularidade! Mas dizem para irmos para um país livre de touradas e não vermos simplesmente, como se a nossa consciência deprimisse sem o estímulo visual, como as suas mentes condicionadas deprimem a transmissão do impulso nervoso pelo nervo óptico, para não conseguirem enxergar a valente merda que fazem quando participam num espectáculo bárbaro! Até podiam pegar na gente aficcionada toda e formar uma nação isolada e dizer que não tínhamos nada que ver com as suas tradições culturais, que não tínhamos nada que interferir nas suas expressões culturais! Pois, só que os animais, infelizmente para suas insolências, não existem para servir sob um país ou os interesses humanos. Isso é coisa do passado. Hoje em dia, com o desenvolvimento tecnológico, não é justificável que os animais continuem a servir o homem, ou a prestar juramento a uma bandeira ou ao cifrão, quase como regime militar obrigatório. É ridículo e é arcaico. Estão também sempre com a história de que quem é contra é porque não conhece as touradas e arroga conhecimento. Eu não preciso de saber que gás usavam no extermínio de judeus ou que pão lhes davam de comer nos campos de concentração ou que armamento os obrigavam a produzir para o exército alemão para saber que foi uma calamidade que teve que ser terminada, ainda que pela força. A única coisa que eu prefiro de saber é que é um espectáculo que promove maus tratos a animais, humilhação, agonia, desespero, obrigando-os a participar neste delírio psicopata! Não preciso de saber mais nada. Tradição, história? A evolução suplanta tudo isso! A história da humanidade é como a história de qualquer pessoa individual, serve para aprender com os erros do passado e alterar a conduta para algo que promova a coerência e a integridade! Já Leonardo Da Vinci, no século XV, defendia os animais. Mas tal como na sua época, as suas invenções e visão do mundo no geral eram demasiado avançadas para a mentalidade rústica que imperava, talvez quase 6 séculos depois! algumas das suas ideias sejam grandes demais para caber na cabeça de muita gente, infelizmente. Mas não se preocupem, que este espectáculo decadente há-de acabar, quando se educarem as crianças para o respeito absoluto da vida alheia, sem descriminação de espécie, e não se permitir que elas sejam mais expostas a violência contra animais em ambiente depressor da sensibilidade! As touradas, como outras actividades que constituem verdadeiros atentados à dignidade da vida animal e à sua plena expressão em ambiente natural, e uma afronta tão ignominiosa que faz nutir asco à inteligência e à integridade do homem moderno! Eu até acho ridículo que em tantos sítios se pondere sequer resolver isto por meio de referendos. Também foi preciso fazer um referendo para consagrar na lei a proibição de matar, maltratar ou torturar um ser humano? Ou somos suficientemente atrasadinhos para isso? Então, porque raio é preciso atender a lobbies para decidir isso? Decidir democraticamente vidas, não é democracia alguma. A vida tem um valor intrínseco infinitamente superior a qualquer sistema político ou social! Deixemos de ser ridículos. Postos de trabalho? Mas agora vamos justificar imoralidades com base em questões económicas? É o dinheiro que dita o valor ou a extensão de uma vida? Até dá vómitos pensar isso! Se a Igreja de um dia para o outros começasse a ter problemas financeiros e descobrisse que se restaurasse os autos-de-fé até teria suficiente assistência para reequilibrar as suas finanças seria legítimo fazê-lo?! Quanto parvoíce vai para aqui... E sim, é mais do que óbvio que os espectáculos estão a decair em assistência. Até porque, sabem que mais, prefiro gastar 6 € ou 8 € até que sejam a ver um bom filme durante 2 horas do que a gastar um balúrdio descomunal para compactuar nos maus tratos a seres sencientes! Mas onde é que está a dúvida? O que raio é que as torturas ensinam? A ser-se cobarde? A ser-se exibicionista? A fazer depender a sua felicidade de reputação da violência contra seres que não se podem defender? Também se sentem bem a bater em mulheres e crianças, se tiverem uma plateia a aplaudir-vos? Enfim, enfim...
Eu compreendo perfeitamente que uma má formação pessoal e influências culturais negativas e persistentes possam inculcar uma visão dos animais como meras coisas, utensílios do ser humano, utensílios de caça, de divertimento, de palhaçada, de testes ridículos. Apenas peço que uma vez na vida parem para pensar que se calhar o mundinho iludido em que vivem de superioridade incontestável da vida humana sobre a animal, não passa disso mesmo, de uma ilusão inculcada culturalmente.
por Ricardo Lopes
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Apelo contra a transmissão televisiva de touradas e contra a publicidade tauromáquica
Apelo fundamentado em conhecimentos científicos irrefutáveis.
Exmos. Srs.,
Dirijo-me a V.Exas apoiado em conhecimentos científicos irrefutáveis, que me motivam e cuja revelação deve influir didacticamente em quem tenha capacidade de compreensão. Nesse sentido, permitam-me recordar que:
"Animais são seres dotados de sistema nervoso mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é perigoso e agressivo e doloroso. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa, ausentes nas plantas. Portanto, medo e dor são essenciais e condições de sobrevivência.
A ciência revela que a constituição anatómica, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem e de outros mamíferos são extremamente semelhantes.
As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento.
Eles são tanto ou mais sensíveis do que nós ao medo, ao susto, ao prazer e à dor.
Descobertas recentes confirmam que animais, muito para além de mamíferos, aves, polvos, são seres inteligentes e conscientes. O senso comum apreende isto e a ciência confirma."
É inegável que touradas provocam enorme sofrimento a touros e cavalos. É lastimável que empresa apoiem isso.
Venho, por este meio, apelar à RTP e à TVI para que deixem de emitir touradas, e à SIC - a quem muito agradeço por ter deixado de as emitir -, para que jamais retroceda nesta matéria.
Venho, igualmente, apelar aos anunciantes da televisão para que se dissociem por completo da tauromaquia, nomeadamente, tomando todas as medidas para que, em circunstância alguma, os spots publicitários das suas campanhas sejam difundidos no intervalo imediatamente anterior ou em interrupções comerciais de qualquer espetáculo tauromáquico televisionado.
Incluo nos destinatários desta mensagem algumas agências de meios, para que também estas saibam que, embora me recuse terminantemente a assistir a atos de crueldade contra animais, vou tendo conhecimento de quais as marcas que não se estão a dissociar dos blocos de publicidade supra referidos, por intermédio de materiais como estes: http://youtu.be/fBnf-z9Ze78 e https://www.facebook.com/photo.php?fbid=452671758099726&set=a.454703424563226.106105.215151238518447&type=3&theater. E se até há pouco tempo, não sabia quais as marcas implicadas, agora que sei, qualquer aparição das mesmas me transporta mentalmente para cenários de sangue, dor, sofrimento, agonia e morte, fazendo-me perder completamente a vontade de as utilizar/consumir.
Gostaria muito que todas as estações de televisão nacionais, ao invés de transmitirem espetáculos violentos e deseducativos como as touradas, optassem por dar o seu contributo para que Portugal seja um país onde as crianças e os jovens sejam, desde cedo, ensinados a respeitar os animais e a natureza. Gostaria também que as restantes organizações a que ora me dirijo, tivessem presente que são co-responsáveis pela sociedade em que estão inseridas, e deixassem de promover as suas marcas nos espaços em causa, por uma sociedade civilizada. Por um Portugal mais modernos e progressista que não admita espetáculos de crueldade contra os animais.
Agradecendo pela atenção dispensada e ficando na expectativa de uma resposta, que espero que seja positiva, a esta minha mensagem,
Com os melhores cumprimentos,
Vasco Manuel Martins Reis, médico veterinário
Aljezur
Exmos. Srs.,
Dirijo-me a V.Exas apoiado em conhecimentos científicos irrefutáveis, que me motivam e cuja revelação deve influir didacticamente em quem tenha capacidade de compreensão. Nesse sentido, permitam-me recordar que:
"Animais são seres dotados de sistema nervoso mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é perigoso e agressivo e doloroso. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa, ausentes nas plantas. Portanto, medo e dor são essenciais e condições de sobrevivência.
A ciência revela que a constituição anatómica, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem e de outros mamíferos são extremamente semelhantes.
As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento.
Eles são tanto ou mais sensíveis do que nós ao medo, ao susto, ao prazer e à dor.
Descobertas recentes confirmam que animais, muito para além de mamíferos, aves, polvos, são seres inteligentes e conscientes. O senso comum apreende isto e a ciência confirma."
É inegável que touradas provocam enorme sofrimento a touros e cavalos. É lastimável que empresa apoiem isso.
Venho, por este meio, apelar à RTP e à TVI para que deixem de emitir touradas, e à SIC - a quem muito agradeço por ter deixado de as emitir -, para que jamais retroceda nesta matéria.
Venho, igualmente, apelar aos anunciantes da televisão para que se dissociem por completo da tauromaquia, nomeadamente, tomando todas as medidas para que, em circunstância alguma, os spots publicitários das suas campanhas sejam difundidos no intervalo imediatamente anterior ou em interrupções comerciais de qualquer espetáculo tauromáquico televisionado.
Incluo nos destinatários desta mensagem algumas agências de meios, para que também estas saibam que, embora me recuse terminantemente a assistir a atos de crueldade contra animais, vou tendo conhecimento de quais as marcas que não se estão a dissociar dos blocos de publicidade supra referidos, por intermédio de materiais como estes: http://youtu.be/fBnf-z9Ze78 e https://www.facebook.com/photo.php?fbid=452671758099726&set=a.454703424563226.106105.215151238518447&type=3&theater. E se até há pouco tempo, não sabia quais as marcas implicadas, agora que sei, qualquer aparição das mesmas me transporta mentalmente para cenários de sangue, dor, sofrimento, agonia e morte, fazendo-me perder completamente a vontade de as utilizar/consumir.
Gostaria muito que todas as estações de televisão nacionais, ao invés de transmitirem espetáculos violentos e deseducativos como as touradas, optassem por dar o seu contributo para que Portugal seja um país onde as crianças e os jovens sejam, desde cedo, ensinados a respeitar os animais e a natureza. Gostaria também que as restantes organizações a que ora me dirijo, tivessem presente que são co-responsáveis pela sociedade em que estão inseridas, e deixassem de promover as suas marcas nos espaços em causa, por uma sociedade civilizada. Por um Portugal mais modernos e progressista que não admita espetáculos de crueldade contra os animais.
Agradecendo pela atenção dispensada e ficando na expectativa de uma resposta, que espero que seja positiva, a esta minha mensagem,
Com os melhores cumprimentos,
Vasco Manuel Martins Reis, médico veterinário
Aljezur
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Testemunhos
"Eu já gostei de touradas(aaargh) em criança/adolescente. Nasci e vivi até aos 18 anos numa cidade alentejana em que grande parte dos meus amigos tinham montes com vacas, touros e cavalos. Ia a todas as touradas, em Santarém, Lisboa, Vila Franca de Xira, Moita, Montijo, com os chamados "grandes cavaleiros" e "bons touros", com uns amigos dos meus pais. Até que aos 10/11 anos numa tourada no Campo Pequeno deixei de olhar para os forcados e olhei atentamente para o touro e o que senti foi horrível quando a chamada pega se deu. Chorei imenso e só pensava como era possível gostar de algo tão descabido e hediondo. Não sei o porquê desta situação mas bendita luz e tomada de consciência que tive!Os meus amigos passaram a ser os considerados na cidade por anarquistas, comunas, piolhosos, drogados, pseudo-intelectuais e os que "têm a mania que são diferentes e sabichões andam sempre com um livro debaixo do braço para mostrarem que lêem"(esta é a que eu gostava mais). Aos 15/16 anos tive uma enorme paixão, vai-se lá saber porquê, por alguém completamente aficionado das touradas e é claro que o namoro pouco durou, apesar da paixão continuar. Há uns tempos encontrei-o e depois dos abraços e beijinhos ele diz-me: "já não gosto de touradas e sou completamente contra, queres casar comigo?". A percepção daquilo que nos rodeia é diferente para cada um de nós, e é essa a razão do nível de consciência crescer a níveis temporais diferentes. O que é importante é que existam cada vez mais "alguéns" como nós para que "eles" sejam cada vez menos."Anabela Viegas
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Sobre as touradas
Lamento se sou alguém que, apesar de humano e de não poder ter acesso a uma visão do mundo pelos olhos e mente de um animal irracional, não me coaduno com o antropocentrismo. Lamento se respeito os animais irracionais e penso que merecem o mesmo respeito que qualquer ser humano. Lamento se acho completamente desnecessário maltratar animais, com fins de entretenimento, e sob o estandarte da tradição, o que não contribui em nada para o engrandecimento do ser humano psicológica ou intelectualmente. Lamento se respeito mais as ideias de quem passa anos a fio a estudar e a dedicar-se o mais objectivamente possível à busca da verdade, respeitando uma miríade de princípios que deram muito trabalho a definir, um trabalho se séculos, se não milénios, ao invés de acolher passivamente as ideias formuladas por pessoas que já pouco ou nada vêem que não a necessidade cega de perpetuar uma actividade, apenas porque é tradição ou porque é uma ocupação "familiar". Lamento que não queira ouvir falácias, vindas de pessoas que tanto arrogam verdade, mas que se deixam quedar intelectualmente no limbo das disposições familiares e tradicionais, que tão facilmente nublam o discernimento e a razão pura.
Lamento tudo isso, mas ainda não conseguiram dizer nada que me parecesse minimamente plausível, para fazer com que eu acolhesse uma mudança de ideologia.
Mas, acima de tudo, lamento viver num país que, além de todos os erros que perpetua, se permite condescender com este tipo de selvajaria arcaica.
por Ricardo Lopes
Lamento tudo isso, mas ainda não conseguiram dizer nada que me parecesse minimamente plausível, para fazer com que eu acolhesse uma mudança de ideologia.
Mas, acima de tudo, lamento viver num país que, além de todos os erros que perpetua, se permite condescender com este tipo de selvajaria arcaica.
por Ricardo Lopes
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Vacadas e Garraiadas
Na tauromaquia são várias as modalidades de abuso de bovinos, tanto em âmbitos privados, como em espectáculos organizados para diversão, desde touradas até garraiadas, vacadas, etc. Para quem não saiba do que se trata, pode informar-se visionando vídeos no youtube.
Sofrimento começa na captura e possível preparação do bovino para o espectáculo com acções, intervenções para enfraquecer o animal. Prossegue no transporte causador de pânico, claustrofobia, desgaste, até chegar à arena. O sofrimento prossegue aqui com susto, provocação por muita gente, ludíbrio por muita gente, violência física por muita gente, esgotamento anímico e físico, ferimentos (por vezes morte). Prossegue depois com mais violência na recolha, no transporte, etc.
Em algumas intituladas garraiadas, acontece o cravar de bandarilhas, farpas.
É fundamental argumentar científica, ética, cultural, socialmente ou seja, civilizadamente, para justificar o ponto de vista dos respeitadores dos animais e opositores da tauromaquia e, assim, contribuir para diminuir o sofrimento provocado pelo Homem sobre os animais não humanos.
É muito fácil rebater os argumentos do lobby tauromáquico, que para branquear o espectáculo cruel, faz uso de afirmações fantasiosas e não respeita o senso comum, a ciência e a ética.
Plantas são seres sem sistema nervoso, não sensientes e sem consciência.
Animais são seres dotados de sistema nervoso mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é perigoso e agressivo e doloroso. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa.
Portanto, medo e dor são essenciais e condição de sobrevivência.
A ciência revela que a constituição anatómica, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem e de outros mamíferos são extremamente semelhantes.
As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento.
Eles são tanto ou mais sensíveis do que nós ao medo, ao susto, ao prazer e à dor.
Descobertas recentes confirmam que animais, muito para além de mamíferos, aves , polvos, são seres inteligentes e conscientes.
O senso comum apreende isto e a ciência confirma.
É, portanto, nosso dever ético não lhes causar sofrimento desnecessário.
"A compaixão universal é o fundamento da ética" - um belo pensamento do filósofo alemão Arthur Schopenhauer.
Na tourada, o homem faz espectáculo e demonstração da sua "superioridade" provocando, fintando, ferindo com panóplia de ferros que cortam, cravam, atravessam, esgotam, por vezes matam o touro, em suma lhe provocam enorme e prolongado sofrimento, para gozo de uma assistência que se diverte com o sofrimento de um animal, aberração designada por arte, desporto, espectáculo, tradição.
Mas nesta “arte” não são somente touros e cavalos que sofrem.
São muitas as pessoas conscientes e compassivas, que por esta prática de violência e de crueldade se sentem extremamente preocupadas e indignadas e sofrem solidariamente e a consideram anti educativa, fonte de enorme vergonha para o país, atentório de reputação internacional, obstáculo dissuasor do turismo de pessoas conscientes, que se negam a visitar um país onde tais práticas, que consideram "bárbaras", acontecem!
Muitos turistas aparecem nestes espectáculos por engano e por curiosidade.
De lá saem impressionados e pensando muito negativamente sobre estes costumes sustentados por gentes portuguesas, neste nosso permissivo país.
Vacadas e garraiadas contribuem para habituar e viciar crianças e adultos ao abuso cruel exercido sobre animais, o que pode espevitar o gosto por mais violência do género e tornar-se moda. Portanto, não devem sequer realizar-se onde não são novidade e, muito menos, em sítios onde não existe tradição, como é o caso de Estoi, freguesia de Faro, na sua Feira do Cavalo.
A utilização de animais juvenis submetidos à violência de multidões, não pode ser branqueado e bagatelizado como “espectáculo que não tem sangue e é só para as crianças se divertirem". Mesmo que não tenha sangue, é responsável por muito sofrimento dos animais e contribui para a insensibilização de pessoas, principalmente de crianças, e para o gosto pela cruel tauromaquia. É indissociável de futilidade, sadismo, covardia.
Provavelmente, até serve a estratégia dos tauromáquicos visando a manutenção e a expansão da tauromaquia.
Vasco Reis,
médico veterinário
Aljezur
21.08.2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Testemunhos de uma Vianense!
Sei que tudo se passou durante as festas da cidade e essa época é propícia aos excessos, nomeadamente uns copos a mais e para os mais agressivos, algumas drogas mais ou menos leves. Mas tendo estado eu presente, ainda não tinham chegado os primeiros manifestantes, custa-me a crer que esta reportagem tenha sido feita no mesmo dia e/ou no mesmo local onde tudo se passou.
Quem vê a reportagem pode ser levado a entender que foram os manifestantes que provocaram os conflitos. Mais uma vez eu estive lá e tudo começou com o senhor de camisa azul e completamente alterado. Sem que ninguém sequer tenha começado com os habituais gritos de ordem, esse senhor que me pareceu da organização (acho eu) abordou os manifestantes com insultos de forma extremamente grosseira. Como é óbvio, os manifestantes não gostaram e responderam. Em seguida, quando a PSP estava a falar calmamente com os manifestantes, explicando que teriam de abandonar a propriedade, chegou o camião com os toiros. Como é óbvio, tratando-se de um veículo pesado, convém ter bastante espaço para passar e havendo muita gente por perto, convém que o faça devagar. Pois fiquem a saber que não houve tentativa nenhuma de vedar a passagem do dito camião. O motorista nem sequer esperou que os agentes desimpedissem o caminho. Curiosamente só um manifestante se colocou na frente do camião e foi abalroado pelo mesmo. Parece que ninguém da RTP estava lá a ver isto, ou se estavam deveriam ter vergonha de terem dito o que disseram.
Depois, gostei muito das declarações do "senhor" da Protoiro, a dizer que estavam cerca de 70 manifestantes. Se repararem bem nas imagens vê-se lá atrás que são bem mais, e as imagens dessa declaração foram feitas já depois da tourada e quando se encontravam muitos menos manifestantes. Já agora, éramos cerca de 300.
A única razão que dou aos aficionados em geral e à organização em particular, é a do clima hostil que se criou. Como expliquei, foram "eles" que começaram, mas não é com insultos que se respondem a insultos. E alguns dos manifestantes recorreram MUITO a esta arma que apenas deve ser utilizada por aqueles que já não têm argumentos válidos, que não é de certeza o nosso caso.
Maria da Conceição
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
“Tourada é tortura, não é arte nem cultura!”
Cultura é tudo aquilo que contribui para tornar a humanidade mais sensível, mais inteligente e civilizada. A violência, o sangue, a crueldade, tudo o que humilha e desrespeita a vida jamais poderá ser considerado "arte" ou "cultura."
Nada, nem a invocada tradição, justifica este monstruoso e sangrento "espectáculo". Uma sociedade justa não pode admitir actos eticamente reprováveis, cujas vitimas directas são milhares de animais.
As verdadeiras tradições são aquelas que elevam e enobrecem as pessoas e não aquilo que as degrada e envergonha.
O touro não é um animal feroz. O touro é hervivoro, não um predador, não caça nem mata. Como tal a sua reacção natural é fugir. Quando ataca é simplesmente como forma de defesa.
Desde que o touro é retirado do seu habitat natural (os campos), dá-se todo um processo cujo objectivo e resultado é enfurecer o touro e debilitá-lo.
No transporte para a praça, os touros perdem cerca de 10% do seu peso corporal, devido ao processo de encarceramento. É aí que começa a violencia: os touros são picados e espancados ao serem conduzidos.
Antes de entrar na arena os cornos (a sua única forma de defesa e orientação) são cortados a sangue frio enquanto estão enjaulados e imobilizados. Os touros são privados de água e comida e são-lhes administrados drogas e laxantes o que lhes provocam fortes diarreias. Untam-se-lhe os olhos de forma a dificultar-lhe a visão.
O touro é mantido às escuras para depois serem "atirados" para a arena cheia de gente e barulho. Muitas vezes o touro salta para as bancadas, não para atacar as pessoas mas porque está em pânico e só quer fugir.
Os arpões são cravados no lombo rasgando os tecidos e a carne. Além dos touros sentirem imensa dor, perdem muito sangue, ficam com febre e tonturas. Os arpões continuam espetados (até o touro regressar ao curro onde são arrancadas a sangue frio.) e aí ficam em sofrimento cerca de dois dias até serem levados para o matadouro.
É degradante ver que nas praças de touros torturam-se bois e cavalos para proporcionar aberrantes prazeres a um animal que se diz racional.
Perante a evidência de que o touro sofre em todo o processo que envolvem as touradas, os aficionados desdobram-se em atabalhoadas tentativas de justificação que não obedecem a um mínimo de razoabilidade, atingindo algumas vezes as raias do surrealismo.
O certo é que nenhum aficionado em qualquer parte do mundo conseguiu ou conseguirá jamais demonstrar, de boa fé, que os touros não sofrem ao serem lidados. Sofrimento esse que não tem qualquer justificação a não ser o prazer sádico e emotivo de quem a ele assiste.
A confirmação de todo o sadismo que envolve as touradas está nesta atitude: quando se propõe a um aficionado que as farpas em vez de terem arpões de ferro tivessem ventosas, - como já aconteceu nos Estados Unidos – a sugestão é logo afastada com indignação. O que o aficionado sobretudo quer é ver o sangue, é deliciar-se com o sofrimento do touro.
As touradas ofendem por isso um princípio fundamental da ética que impende sobre qualquer pessoa que se preocupe em pautar os seus actos pelos ditames da moral e da ética.
Fonte
sábado, 6 de março de 2010
A Memória do choro... do Touro!
"Perdonen si empiezo con una confidencia personal: yo, que soy contrario a los toros, entiendo de toros. Durante años, cuando me recogieron en Zaragoza durante la posguerra, traté casi diariamente con don Celestino Martín, que era el empresario de la plaza. Eso me permitió conocer a los grandes de la época: Jaime Noain, El Estudiante, Rafaelillo, Nicanor Villalta. Me permitió conocer también, a mi pesar, el mundo del toro: las palizas con sacos de arena al animal prisionero para quebrantarlo, los largos ayunos sustituidos poco antes de la fiesta por una comida excesiva para que el toro se sintiera cansado, la técnica de hacerle dar con la capa varias vueltas al ruedo para agotarlo... Si algún lector va a la plaza, le ruego observe el agotamiento del animal y cómo respira. Y eso antes de empezar.
El peligro del toreo, además de inmoral como espectáculo, es efectista
Vi las puyas, las tuve en la mano, las sentí. El que pague por ver cómo a un ser vivo y noble le clavan eso debería pedir perdón a su conciencia y pedir perdón a Dios. ¿Quién es capaz de decir que eso no destroza? ¿Quién es capaz de decir que eso no causa dolor? Pero, claro, el torero, es decir, el artista necesita protegerse. La pica le rompe al toro los músculos del cuello, y a partir de entonces el animal no puede girar la cabeza y sólo logra embestir de frente. Así el famoso sabe por dónde van a pasar los cuernos y arrimarse después como un héroe, manchándose con la sangre del lomo del animal a mayor gloria de su valentía y su arte.
Me di cuenta, en mi ingenuidad de muchacho (los ingenuos ven la verdad), de que el toro era el único inocente que había en la plaza, que sólo buscaba una salida al ruedo del suplicio, tanto que a veces, en su desesperación, se lanzaba al tendido. Lo vi sufrir estocadas y estocadas, porque casi nunca se le mata a la primera, y ha quedado en mi memoria un pobre toro gimiendo en el centro de la plaza, con el estoque a medio clavar, pidiendo una piedad inútil. ¡El animal estaba pidiendo piedad...! Eso ha quedado en la memoria secreta que todos tenemos, mi memoria del llanto.
Y en esa memoria del llanto está el horror de las banderillas negras. A un pobre animal manso le clavaron esas varas con explosivos que le hacían saltar a pedazos la carne. Y la gente pagaba por verlo.
El que acude a la plaza debería hacer uso de ese sentido de la igualdad que todos tenemos y darse cuenta de que va a ver un juego de muerte y tortura con un solo perdedor: el animal. El peligro del toreo, además de inmoral como espectáculo, es efectista, y si no lo fuera, si encima pagáramos para ver morir a un hombre, faltarían manos y leyes para prohibir la fiesta.
Gente docta me dice: te equivocas. Esto es una tradición. Cierto. Pero gente docta me recuerda: teníamos la tradición de quemar vivos a los herejes en la plaza pública, la de ejecutar a garrote ante toda una ciudad, la de la esclavitud, la de la educación a palos. Todas esas tradiciones las hemos ido eliminando a base de leyes, cultura y valores humanos. ¿No habrá una ley para prohibir esa última tortura, por la cual además pagamos?
Perdonen a este viejo periodista que aún sabe mirar a los ojos de un animal y no ha perdido la memoria del llanto."
Francisco González Ledesma es periodista y escritor.
"La memoria del llanto, un artículo contra los toros del periodista y escritor Francesc González Ledesma, publicado en el diario El País en marzo de 2010."
Memória do Pranto
É o título de um artigo publicado em 2010 no jornal espanhol “El País” da autoria do escritor e jornalista catalão Francesc González Ledesma (1927-2015) .
Mais um testemunho da brutalidade do espectáculo tauromáquico.

«Perdoem se começo com uma confidência pessoal: eu, que sou contra touradas conheço a tauromaquia. Durante anos quando me acolheram em Saragoça durante o período pós-guerra dei-me quase diariamente com Celestino Martín que era empresário da praça de touros. Tal permitiu-me conhecer os “grandes” da época: Jaime Noain, El Estudiante, Rafaelillo, Nicanor Villalta. Permitiu-me também conhecer, para meu pesar, o mundo das touradas: bater com sacos de areia num animal prisioneiro para o quebrar, o largo jejum substituído pouco antes da “fiesta” por comida excessiva para que o touro se sentisse cansado, a técnica de o capotear repetidas vezes na arena para o esgotar… Se algum leitor vai à praça peço-lhe que observe o esgotamento do animal e como respira e isto antes de começar.
Vi as puyas tive-as na mão, senti-as. Quem pague para ver como a um ser vivo e nobre lhe cravam as mesmas deveria pedir perdão à sua consciência e pedir perdão a Deus. Quem é capaz de dizer que as mesmas não dilaceram? Quem é capaz de dizer que não causam dor? Mas claro o toureiro, quer dizer o “artista” necessita proteger-se. A pica destrói os músculos do pescoço e a partir daí o animal não pode mover a cabeça e somente consegue investir em frente. Assim o “famoso” sabe por onde é que vão passar os cornos e acercar-se depois como um herói manchando-se com o sangue do lombo do animal a maior glória da sua valentia e arte.

Dei-me conta na minha ingenuidade de jovem ( os ingénuos conseguem ver a verdade) que o touro era o único inocente que estava na praça e que não só buscava a saída da arena de suplício como por vezes em desespero se lançava entre barreiras. Vi-o sofrer estocadas e estocadas, porque quase nunca se mata à primeira e ficou-me na memória um pobre touro gemendo no centro da arena com o estoque meio cravado pedindo uma piedade inútil. O animal estava a pedir piedade…! Tal permaneceu na memória secreta que todos temos, a minha memória do pranto.
E nessa memória do pranto está o horror das bandarilhas negras. A um pobre animal manso cravaram-lhe essas bandarilhas com explosivos que faziam saltar pedaços de carne e as pessoas pagavam para ver.
Todo aquele que frequenta uma praça deveria fazer uso do sentido de igualdade que todos temos e dar-se conta de que vai ver um jogo de morte e tortura com um único perdedor: o animal. O perigo do toureio, para além de imoral como espectáculo, é efectivo mas se para além disso ainda tivessemos que pagar para ver morrer um homem não faltariam leis para proibir a “fiesta”.
Gente douta diz-me: estás equivocado isto é uma tradição. Certo. Porém gente douta recorda-me: tínhamos a tradição de queimar vivos hereges em praça pública, executar pessoas com um garrote, escravatura, educação à paulada. Todas essas “tradições” foram eliminadas à base de leis, cultura e valores humanos. Não haverá uma lei para proibir esta última tortura pela qual antes demais pagamos?
Perdoem este velho jornalista que ainda sabe olhar os olhos de um animal e não perdeu a memória do pranto”.
Se bem que os algozes tenham deixado de usar bandarilhas com explosivos e sacos de areia (os ditos cujos foram substituídos por drogas muito mais eficazes), a crueldade e a violência do espectáculo essa continua e para gaúdio de uns quantos um animal continua a ser violentamente torturado e morto.
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