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terça-feira, 25 de agosto de 2015
Testemunho Real!
Palabras de un técnico de sonido de televisión que hacía las retransmisiones de toros...
"En mi caso, que me ha tocado llevar el sonido en alguna retransmisión, siempre he comentado, que si en lugar de la mezcla de sonido de la banda de música, aplausos, bravos, olessss y demás... el sonido fuera el que capta el Sennheiser 816 (micrófono que capta a gran distancia y buena calidad) a pie de ruedo, donde se escucha perfectamente el sonido de la banderillas al entrar en la piel, los mugidos de dolor que da el animal a cada tortura a la que se somete... y además lo acompañáramos de primeros planos de las heridas que lleva, de los coágulos como la palma de una mano, de la sangre que le brota acompasada al latir del corazón o la mirada que pone en animal antes de que le den la estocada final, creo que el 90% apagaría el televisor al presenciar semejante carnicería a ritmo de pasodoble.
Yo, personalmente pedí el dejar de hacer ese tipo de trabajo, precisamente un día que en Castellón me tocó estar en el callejón y me cabreé mucho al escuchar a un toro, al cual el torero falló cuatro veces con el estoque y harto de escuchar al pobre animal me quité los auriculares... No tuve bastante, que mientras agonizaba, escupía, se ahogaba en su sangre, se vino a morir justo pegado a mi, apoyado sobre las maderas mientras daba pasmos y su mirada ensangrentada y con lágrimas, sí lágrimas, sean o no sean de dolor, se cruzó con la mía y no nos la perdimos hasta que un inútil .... falló dos veces con el descabello, al que le dije de todo.
Ahí acabó mi temporada torera de por vida.
Son sentimientos personales y lo mas probable es que a un amante de "la fiesta" le parezca ridículo, pero para mi, más ridículo es cuando después de semejante carnicería, giras la vista al público y los ves allí aplaudiendo, comiendo su bocata sin inmutarse, ni habiendo visto y oído lo que yo."
Jose Sepúlveda Sepul
"Anonymous Defensa Animal España"
"El técnico de sonido del viral antitaurino: "Es una bestialidad, que lo soporte el que pueda" - El Huffington Post"
"El viral testimonio de un técnico de sonido sobre las corridas de toros - El Huffington Post"
"LA VOZ DE GALICIA"
"La memoria del llanto, un artículo contra los toros del periodista y escritor Francesc González Ledesma, publicado en el diario El País en marzo de 2010."
«Testemunho de um Técnico de Som sobre a Barbárie Tauromáquica
Jose Sepúlveda, técnico de som do Canal Nou e que durante algum tempo trabalhou na transmissão de touradas decidiu relatar aquilo que viu e ouviu durante estas emissões. A imagem inserida no texto é apenas para ilustração do artigo.
”Sempre que trabalhei na parte sonora das transmissões frequentemente comentava que se em lugar da banda de música, dos aplausos, dos bravos, dos olés e etc o som fosse captado pelo Sennheiser 816 (microfone que capta a grande distância e com muita qualidade) perto da arena onde se escuta perfeitamente o som das bandarilhas a entrar na pele, os mugidos de dor do animal a cada tortura que é submetido e além disso as pessoas acompanhassem os primeiros planos das feridas, dos coágulos tão grandes com a palma da mão, do sangue que jorra, do bater do coração ou o olhar do animal antes da estocada final 90% desligaria a televisão ao presenciar tamanha chacina ao ritmo de pasodoble.
Eu pessoalmente pedi para deixar de fazer esse tipo de trabalho, porque um dia em Castellón, tocou-me estar entre barreiras e fiquei muito incomodado ao escutar um touro depois do toureiro ter falhado por quatro vezes a estocada e tive que tirar os auscultadores e o animal agonizava, cuspia, afogava-se no seu sangue vindo morrer mesmo ao pé de mim apoiado na madeira e o seu olhar ensanguentado e com lágrimas, sim lágrimas, sejam ou não sejam de dor cruzou-se com o meu até que um inútil falhou duas vezes o descabelo e eu disse-lhe tudo e mais alguma coisa.
Foi aí que terminou o meu trabalho em praças de touros para toda a vida.
São sentimentos pessoais e o mais provável é que um amante da “fiesta” ache ridículo, mas para mim ridículo é quando depois de semelhante carnificina olhas para o público e vês que aplaude, come sandes sem qualquer preocupação não tendo visto nem ouvido o que eu testemunhei”.
Excelente testemunho que retrata a verdade sobre um espectáculo que é brutalmente bárbaro e cruel e que tem que ser erradicado.
Prótouro
Pelos touros em liberdade
sábado, 24 de maio de 2014
O Duplo Sofrimento dos Touros
Depois do longo sofrimento que os touros padecem durante as touradas, outro tipo de sofrimento os espera até serem mortos num qualquer matadouro.
Nos curros da praça, e longe dos aficionados que bateram palminhas e gritaram olés ao sofrimento animal e que se estão nas tintas para o que acontece depois, estes animais voltam a sofrer quando lhes são arrancadas as bandarilhas:
Extremamente debilitados pela dose dupla de sofrimento, são encaminhados para o camião que os levará ao seu destino final, destino esse que eles pressentem.
Atenção, o audio/vídeo que se segue, contém sons que podem ferir a sensibilidade de muitos dos nossos leitores:
E se mais provas fossem necessárias, o ex-presidente da câmara municipal da Azambuja, num comentário postado no facebook, comprova o atrás afirmado, mesmo tendo em conta que o mesmo foi feito porque é um defensor de touradas com a morte do animal na arena.
Por muito que a indústria tauromáquica continue a vomitar aberrações tais como os touros têm uma vida de rei, não sofrem assim tanto, etc., a verdade é que este negócio lhes enche os bolsos e lhes permite viver à tripa forra, comprar montados e criar mais e mais animais, porque sabem que à parte do lucrativo negócio da venda dos mesmos, ainda vão receber subsídios estatais, europeus e camarários.
Tudo o que envolve tauromaquia é um asco, um vómito, um universo de gente atrofiada, que começa nos ganadeiros, passa pelos “artistas”, empresários tauromáquicos e aficionados para terminar nos políticos que se deixam corromper prometendo que jamais permitirão a abolição do espectáculo.
Só erradicando este cancro que assola o país poderemos evoluir.
Prótouro
Pelos touros em liberdade
sexta-feira, 16 de maio de 2014
O touro tem uma vida de rei durante 5 anos e depois sofre na arena durante 20 minutos
Deveria preocupar-nos o carácter doentio de criar animais para os sujeitar a um ritual de tortura antes de os matar. Até porque sabemos que violência é violência, qualquer que seja a vítima e não é por acaso que diversos estudos no âmbito da psicologia, demonstrem que todos os serial killers treinaram os seus dotes primeiro em animais.
É a sede de dominar e de subjugar que emana deste tipo de cultura, donde provém igualmente a violência doméstica (em que o mais forte necessita permanentemente de afirmar a sua superioridade através da submissão dos mais fracos).
Se o simples abandono de animais de estimação é consensualmente condenado pela população, por que motivo devemos aceitar que outros torturem touros, por mais bem estimados que sejam?
(DES)Argumentos: tauromaquia
Fonte
É a sede de dominar e de subjugar que emana deste tipo de cultura, donde provém igualmente a violência doméstica (em que o mais forte necessita permanentemente de afirmar a sua superioridade através da submissão dos mais fracos).
Se o simples abandono de animais de estimação é consensualmente condenado pela população, por que motivo devemos aceitar que outros torturem touros, por mais bem estimados que sejam?
(DES)Argumentos: tauromaquia
Fonte
O touro gosta da lide, sente-se respeitado
Deve ser resultado de algum estudo de opinião em que entrevistaram os touros à saída da arena...
Este é mais um paradoxo da defesa da tauromaquia: por um lado acusam os que a ela se opõem de antropomorfizar o touro quando falam em sofrimento mas, por outro não têm qualquer pudor em afirmar que o touro sente honra, arrogância ou paixão por ser ludibriado e ferido num ambiente hostil, longe dos seus pares.
Este é mais um paradoxo da defesa da tauromaquia: por um lado acusam os que a ela se opõem de antropomorfizar o touro quando falam em sofrimento mas, por outro não têm qualquer pudor em afirmar que o touro sente honra, arrogância ou paixão por ser ludibriado e ferido num ambiente hostil, longe dos seus pares.
A valentia, a inteligência contra a força bruta
Há quem prove diariamente que a valentia e a inteligência são superiores à força bruta, através da literatura, da filosofia, da ciência, da tecnologia, da política, da intervenção social.
A corrida de touros está concebida de forma a que um dos lados esteja preparado para vencer e o outro condicionado para perder. Não é por acaso que as praças são redondas, que os cornos são despontados e embolados, que os toureiros aprendem as técnicas de melhor enganar o touro, que a música toca, que o público grita, que a sequência e o tamanho das bandarilhas é precisamente aquele.
Assumindo que a inteligência é a capacidade de resolver novos problemas, o touro – o tal animal irracional – é o único que a tem que usar, porque é aquele que não sabe o que o espera. Se ensinássemos o touro (sim, são capazes de aprender, como todos os outros animais, através de estímulos positivos e negativos) a apontar ao corpo e não à muleta, a não reagir às primeiras agressões e esperar que o torturador se exponha cada vez mais, a virar a cabeça de lado no momento do encontro com o forcado? E se, sobretudo, o fizéssemos sem o conhecimento prévio de toureiros e forcados? Aí o desfecho seria seguramente outro e já não seria “justo”.
Basta ver os gestos repetidos e as expressões grotescas de triunfo dos toureiros para perceber o carácter supérfluo, primitivo e inútil da necessidade de um ritual em que o homem pretende demonstrar a superioridade sobre um animal. É fácil de perceber que uma coisa destas ao invés de elevar o homem, bestializa-o.
É ainda importante considerar a própria pertinência de perpetuar um ritual primitivo em que, supostamente, se confrontam a inteligência e a força bruta. Acima de tudo, é um ritual de vaidade, supérfluo e desnecessário. Alegar que tal confronto é uma das essências da tourada é afirmar que o homem precisa de provar que é intelectualmente superior a um animal, o que é verdadeiramente absurdo.
Concluindo: houve inteligência sim, mas a montante, na construção desta sequência. Mas sabemos bem do que a inteligência sem empatia é capaz.
A corrida de touros está concebida de forma a que um dos lados esteja preparado para vencer e o outro condicionado para perder. Não é por acaso que as praças são redondas, que os cornos são despontados e embolados, que os toureiros aprendem as técnicas de melhor enganar o touro, que a música toca, que o público grita, que a sequência e o tamanho das bandarilhas é precisamente aquele.
Assumindo que a inteligência é a capacidade de resolver novos problemas, o touro – o tal animal irracional – é o único que a tem que usar, porque é aquele que não sabe o que o espera. Se ensinássemos o touro (sim, são capazes de aprender, como todos os outros animais, através de estímulos positivos e negativos) a apontar ao corpo e não à muleta, a não reagir às primeiras agressões e esperar que o torturador se exponha cada vez mais, a virar a cabeça de lado no momento do encontro com o forcado? E se, sobretudo, o fizéssemos sem o conhecimento prévio de toureiros e forcados? Aí o desfecho seria seguramente outro e já não seria “justo”.
Basta ver os gestos repetidos e as expressões grotescas de triunfo dos toureiros para perceber o carácter supérfluo, primitivo e inútil da necessidade de um ritual em que o homem pretende demonstrar a superioridade sobre um animal. É fácil de perceber que uma coisa destas ao invés de elevar o homem, bestializa-o.
É ainda importante considerar a própria pertinência de perpetuar um ritual primitivo em que, supostamente, se confrontam a inteligência e a força bruta. Acima de tudo, é um ritual de vaidade, supérfluo e desnecessário. Alegar que tal confronto é uma das essências da tourada é afirmar que o homem precisa de provar que é intelectualmente superior a um animal, o que é verdadeiramente absurdo.
Concluindo: houve inteligência sim, mas a montante, na construção desta sequência. Mas sabemos bem do que a inteligência sem empatia é capaz.
O touro não sofre
Sabemos que é reprovável causar sofrimento por motivos triviais. Mas o que é facto é que o touro tem que sofrer durante o espetáculo com que se deleitam os aficionados.
Por isso parece-lhes melhor defender a ideia absurda de que um animal que sente uma mosca a picar-lhe os flancos, por uma espécie de passe de mágica, numa arena não sente ferros de 8cm de comprimento com um arpão de 4cmx2cm a enterrarem-se-lhe na carne e a dilacerarem-lhe músculos, vasos sanguíneos e nervos.
Para conferir alguma credibilidade a este absurdo, invocam muitas vezes um pseudo- estudo do porf. Illera, que obviamente não conseguiu passar pelo crivo do peer review. E como não conseguiu publicar em revistas científicas, optou por publicar as suas conclusões em revistas tauromáquicas que o acolheram de braços abertos e divulgaram até à exaustão.
Entre os argumentos pseudo-científicos frequentemente associados à alegação de que o touro não sofre, a questão da adrenalina costuma ter um papel de destaque. Dizem que a secreção de adrenalina como elemento inibidor de dor é a prova de que o touro não sofre com as agressões que sofre durante a lide. A auto-contradição é evidente: a secreção de adrenalina ocorre em momentos de claro perigo e tensão e é o mais claro indicador de que o touro está, efectivamente, a sofrer. Senão, a adrenalina não seria sequer necessária.
Puro bom senso.
Controvérsia sobre o sofrimento dos touros
O touro picado não sente dor - As lérias do prof.Juan Carlos Illera
quarta-feira, 19 de março de 2014
TOUROS e TOURADAS – - “IGNORÂNCIA”, “LEVIANDADE” ou “PRECONCEITO” da ONU?
Carlos Amaral: Homeopata, Budista, Critico da ONU Burlão, Charlatão ou só Tretas?
Grupo Central Anti Tourada: Os defensores da industria tauromáquica e críticos da ONU.
Os homeopatas, filósofos, humanistas e adeptos de crianças assistirem às bandarilhas no animal....
leia os links para perceber melhor!
TOUROS e TOURADAS – - “IGNORÂNCIA”, “LEVIANDADE” ou “PRECONCEITO” da ONU?Fonte: Copyright © 2014 Correio dos Açores
Category: Opinião
Created on Saturday, 15 March 2014 14:28
Written by Carlos Amaral
Este texto, como não podia deixar de ser, é baseado num relatório divulgado no dia 5 de Fevereiro, no qual o Comité dos Direitos das Crianças da ONU aconselhou Portugal a criar legislação que restrinja a participação de crianças em touradas, referindo estar “preocupado com o bem-estar físico e mental das crianças envolvidas em treino para touradas, bem como com o bem-estar mental e emocional das crianças enquanto espectadores que são expostas à violência das touradas”. Pois bem, será importante aqui referir que, na base desta decisão pseudo preocupada, aliás, hipócrita deliberação, está um relatório da organização não-governamental Franz Weber.
Para quem não saiba, nasci na Ilha Terceira, e fui criado bem perto da criação de touros e da realização das touradas, convivendo familiarmente com alguns criadores (ganaderos) de “gado bravo” e, honestamente perece-me que não tornei-me “bravo”, nem traumatizado, muito menos violento e despido de humanidade. Pelo contrário, aprendi nessa minha vivência infantil e de adolescente a respeitar os animais, a reverenciar a sua existência, a acatar a sua nobreza, o seu porte e, sobretudo, a sua presença, natureza e majestade. Naturalmente, tornei-me muito mais humano e respeitador da multidiversidade animal. E, sobre isto, não restam dúvidas!
Neste texto não quero de forma alguma convencer os movimentos “anti-touradas” para que, as mesmas, possam continuar a existir. Muito menos falar da violência dos “touros de morte”, pois essa realidade há muito foi banida da nossa cultura ancestral. Também, e de igual forma, não desejo aqui fazer a apologia dos sofrimentos momentaneamente infligidos pelas “farpas” nos touros aquando das suas lides em praça, pois penso que isso pode e deva ser modificado. Todavia, não quero perder-me na hipocrisia e cinismo da eventual legislação acima referida que provavelmente nascerá desse tão apregoado relatório. E são muitas as razões que levar-me-ão a esta actual posição. Vejamos:
Por exemplo, ainda não vi preocupação continuada ou reiterada da ONU com a violência no lar que compromete a formação e a integridade da criança ou do adolescente. E penso que seria importante verificar e estudar, que os conflitos da violência doméstica se dão nas relações de poder, em que o adulto é considerado o centro da casa e o dono da vida da criança, podendo bater, espancar e humilhar. Neste contexto, penso que existe uma diferença entre a violência doméstica e a familiar. A primeira é analisada pelo âmbito onde a violência acontece, no caso o lar; e a segunda, é caracterizada pela ligação e pelo vínculo de parentesco entre quem pratica e quem está sofrendo a agressão. Os números não são subjectivos, nem nos podem deixar indiferentes: em Portugal, nas suas diversas regiões, e nos Açores também, lamentavelmente a violência doméstica não é ficção, é pura realidade. Aparentemente, as mulheres casadas são as principais vítimas. A palavra “aparentemente” é aqui usada intencionalmente, porque existem outras vítimas, tão importantes quanto as agredidas, que muitas vezes são esquecidas no drama da violência doméstica: as crianças. Fico realmente admirado, direi até aturdido, em verificar que a ONU não reparou ainda que, por trás do silêncio dessas mulheres, existe frequentemente um sofrimento sem fim e marcas que por vezes ficam para toda a vida. Isto acontece porque, no cenário de guerra, a luta é travada entre pessoas com as quais a criança se identifica e que são, para ela, figuras de suporte. Portanto, testemunhar a violência de um pai sobre o outro, segundo estudos realizados, produz efeitos tão negativos na criança como quando ela é o alvo directo da violência por parte das figuras parentais. E quando o conflito se instala dentro de portas, não há forma de poupar sofrimento aos mais pequenos pois, ainda que se trate de bebés, estes captam os sinais de duelo, mesmo não lhes sabendo dar um nome, nem compreendendo o seu significado. Imediatamente as crianças começam a fazer uma leitura dos conflitos, muitas vezes fazem-no de forma incorreta, atribuindo a si próprias a responsabilidade pelo mau trato físico ou pelas discussões constantes entre os pais. Frequentemente, os próprios pais, em vez de tentarem minorar o sofrimento das crianças, usam-nas como uma “arma” contra o outro progenitor. Deste modo, a vergonha em revelar aos outros que os pais vivem em guerra faz com que a criança se feche e viva só na sua trincheira, com problemas sérios em termos emocionais, cognitivos e comportamentais. Penso, com toda a sinceridade, que a violência doméstica seja um problema de saúde pública difícil de ser solucionado, pois são raros os dados que mostram a realidade desse tipo de violação. Mas, também penso que a ONU, sendo o que é, devia interessar-se mais por esta vertente social e educacional, aliás, reformadora, em vez de mexer na cultura dos povos pela periferia sem nada realmente perpetrar endogenamente pelos mesmos.
A Tourada à corda, tourada ou corrida de touros à corda, é um divertimento tauromáquico tradicional nos Açores, com particular expressão na ilha Terceira, acreditando-se ser a mais antiga tradição de folguedo popular do arquipélago. Para quem ainda desconheça alguns detalhes, esta modalidade tauromáquica é específica dos Açores e caracteriza-se pela corrida de quatro touros adultos da raça brava da ilha Terceira ao longo de um arraial montado numa rua ou estrada, num percurso máximo que regra geral é de 500 metros. O animal é controlado por uma corda atada ao seu pescoço (daí a designação do tipo de tourada) e segura por seis homens (os pastores) que conduzem a lide e impedem a sua saída para além do troço de via estipulado. A lide é conduzida por membros do público, em geral rapazes, embora seja admissível a presença de capinhas contratados. Após a lide, os animais são devolvidos às pastagens sendo repetidamente utilizados, embora com um período de descanso mínimo de oito dias. Historicamente, o primeiro registo conhecido da realização de uma tourada à corda data de 1622, ano em que a Câmara Municipal de Angra organizou um daqueles eventos, enquadrado nas celebrações da canonização de São Francisco Xavier e de Santo Inácio de Loiola. Assim, a realização de corridas de touros à corda foi adquirindo ao longo dos tempos um conjunto de características, fixadas por normas e regras de cariz popular que hoje se encontram legalmente codificadas. Essas normas estabelecem os procedimentos de saúde e bem-estar animal a seguir em relação aos touros, os sinais correspondentes aos limites do arraial (riscos no chão), os sinais a utilizar na largada e recolha do touro (foguetes). E para a protecção dos espectadores os touros não estão “em pontas”, isto é, têm sempre a ponta dos chifres cobertas por algo que proporcione a protecção do espectador, as regras a seguir na armação dos palanques e na protecção dos espectadores e ainda a actuação dos capinhas, que são toureiros improvisados que executam sortes recorrendo a um guarda-sol, a uma varinha, a um bordão enconteirado ou a uma samarra, fenómeno altamente apreciado nesse tipo de festejos.
Em suma, e em abono da verdade, nunca como profissional de saúde recebi em consulta criança ou adolescente algum traumatizado por ter assistido às touradas, nem por ter feito parte das escolas de tauromaquia. Recebi e recebo SIM, indivíduos profundamente perturbados pela violência doméstica que referi aqui, e por tantas outras coisas existentes, e que mereceriam desde sempre o apoio da ONU!
QUEM É Carlos Amaral?
O Prof. Dr. Carlos Amaral, nascido Na Ilha Terceira, Açores, forma-se nos Estados Unidos, em Medicina Natural (Naturopatia e Homeopatia) cujo doutoramento conclui em 1979 pela United SchoolofNaturopathyandAlliedSciencesof Jersey City, em New Jersey.
Em 1984 é doutorado em Teologia Universal pela Universidade de Metafísica de Los Angeles
Em 1985 é doutorado pela mesma Universidade em Ministério Esotérico e Metafísica da Divindade.
Em 1986 é-lhe concedido pela mesma Universidade o título de Doutor «Honoris Causa» em Humanidades. Especializou-se em Medicina Complementar e Acupunctural na International University for Complementary Medicines (Medicina Alternativa) em Londres e Colombo - Sri Lanka - no ano de 1989.
Em 1990 recebeu pela Universidade de Medicinas Complementares de Sri Lanka o título de Doutor em Ciências de Investigação Biológica e Homeopática (Honoris Causa).
É membro efectivo de inúmeras organizações internacionais de Medicina Biológica, Acupunctura e Radiónica, nomeadamente: - nos Estados Unidos, da Associação de Médicos Naturopatas de Minnesota, da Associação de Medicina Homeopática do Arizona e da Academia de Ciências de Nova Iorque. - No Sri Lanka, da Universidade Internacional de Medicinas Alternativas, em Colombo. - Na Colômbia, do Colégio Médico Homeopático do Atlântico e do Instituto de Recuperação Mitocondrial Corporal, nos Estados Unidos e em França.
Em Portugal, é membro efectivo da Associação Portuguesa de Naturopatia, com sede em Lisboa; Membro-Delegado Internacional do Conselho Federativo Europeu e dos Colégios de Medicina Tradicional. É, também, membro do International Institute on MetabolicDiseasesandCancer (I. R. M. C.); Membro do Instituto Brasileiro de Hipnologia e da Sociedade Ibero Americana de Hipnose Condicionativa.
É igualmente membro efectivo de algumas instituições esotéricas.
A experiência espiritual que possui adquire-a, fundamentalmente, através das inúmeras digressões efectuadas na Índia, Egipto, Nepal e Tibete.
Na Índia e no Nepal realiza diversas conferências com grupos espiritualistas e é no Tibete que é iniciado no Lamaísmo Tibetano.
Sendo Budista, e mercê da sua dedicação ao Ensinamento da Filosofia Budista, e ainda pelos méritos que lhe são reconhecidos, após um período de “retiro” e reflexão, recebe em 1980, na Índia, em Dharamsala, o «Manto Amarelo Lamaísta», considerado o mais alto galardão por ele recebido.
Carlos Amaral
17/3
A DEFESA dos ANIMAIS / A DEFESA das CRIANÇAS DESPROTEGIDAS / E O RADICALISMO, FUNDAMENTALISMO, INCOMPREENSÃO e DESELEGÂNCIA de uma desconhecida que se apresenta com o nome de EVELINA MELO
O texto de hoje irá abordar de forma conveniente os actos de fundamentalismo, superstição contemporânea, julgamento maldoso, crítica infame que qualquer um de nós pode nas páginas do facebook sofrer, sem qualquer aparente defesa ou direito de argumentação maior, pois as pessoas não querem elegantemente argumentar, ouvir o contraditório, mas, tão-somente, afrontar, ofender, ultrajar e espezinhar a dignidade humana na falsa e leviana pretensa de neste caso “defender os animais” e as “criancinhas indefesas”, e tudo isso a propósito de um artigo publicado na coluna “Directo ao Assunto”, divulgado no passado dia 15 de março, intitulado “Touros e Touradas – Ignorância, Leviandade ou Preconceito da ONU?”, e assinado por mim como colunista deste jornal do arquipélago.
E começo também por dizer, que a incompreensão e a maldade são, provavelmente, as armas mais letais existentes no planeta Terra. Este nosso planeta azul tão perdido no Universo, que possui na sua superfície uma forma de vida intrigante, sediciosa, altamente briguenta e rancorosa, que são os gabáveis animais humanos. Realmente gostaria de continuar a idealizar que fossemos capazes de entendermo-nos, de amar-nos, respeitarmo-nos, de compreendermo-nos, e isso pelo nosso grau de inteligência. Mas, face à presença demolidora e frenética da senhora Evelina Melo, no meu mural, sou obrigado a dizer que não o somos, infelizmente!
Efectivamente, não o somos em decorrência das nossas naturais imperfeições, e em virtude desta “maldição” chamada comunicação. Realmente, e em abono da verdade, o ser humano precisa comunicar e interagir tendo em vista ser um animal gregário, mas fá-lo com tanta imperfeição que só consegue semear e colher destruição, amargor, corrupção, tristeza e ódio nas suas tentativas de fazer-se ouvir. Todavia, se verdadeiramente cientes do que transmitem ou cautelosos na avaliação de uma ou mais expressões usadas, jamais haveria dor.
Entretanto, e ainda a propósito, a incompreensão reside no desacerto entre aquilo que dizemos, e naquilo que queremos dizer, tal como naquilo que escutamos e naquilo que interpretamos e comentamos. E nessa confusão reside ainda o inseparável egoísmo de muita gente que manipula esse mundo de informação da maneira que o interlocutor bem desejar. É por isso, que a incompreensão aqui retratada desencoraja a tentativa de novos diálogos. Na verdade, os pontos de interrogação que pairam sobre a cabeça das pessoas são, no mínimo, frustrantes para alguém que gosta de ser compreendido de primeira, que é o meu caso!
Mas, tudo isto, por via da publicação nesta minha coluna da minha opinião sobre a advertência da ONU relativamente às crianças que assistem às touradas. E relativamente ao assunto, volto a reiterar o mesmo sem retirar palavra alguma, vírgula ou ponto, apesar do descontentamento e da perseguição dessa senhora Evelina Melo que “assaltou” a minha página do facebook com execrações, julgamentos, críticas insanas, confundindo “alhos com bugalhos”, e atribuindo-me falsidade ideológica quando afirmou que um verdadeiro budista não pode nem deve defender a violência e sofrimento das touradas... como se isso estivesse impresso no texto referido... como se eu tivesse feito a apologia dessa bestialidade... Enfim, o equívoco, a intransigência, a maldade propositada, o fundamentalismo empregue, e o radicalismo com que essa senhora se expressou e me acusou de ser “aficionado” deixa muito a desejar ao movimento “anti-touradas” nos Açores. Imaginem - essa senhora até bloqueou-me na internet no contacto com os meus amigos, clientes e utentes prejudicando a minha actividade online e a minha disponibilidade profissional diária para atender dezenas de solicitações. Para além de ser ultrajantemente pusilânime, a senhora em questão demonstrou não só a deselegância com que quis ofender a minha dignidade humana, de colunista, de pensador, e de cidadão, mas, também, quis rancorosamente “castigar-me” por estar disponível aqui a dar o meu contributo como articulista, ou seja, de fazer pensar!
Em suma, e voltando ao artigo sobre as touradas, quero aqui apelar para uma melhor leitura do texto referido, no qual, encontrarão os leitores sérios e atentos uma isenção absoluta sobre a continuidade da realização das touradas, inclusive, encontrarão um apelo para que as mesmas possam sofrer uma modificação no uso de farpas e outros utensílios que possam trazer sofrimento – directo ou indirecto - aos animais que, com eles aprendi no meu tempo de criança, sem sombra de dúvida, a respeitá-los, a amá-los e a cuidar deles como meus pares e companheiros de jornada, muito antes do agora célebre aparecimento do conceito do “especifismo” nascido no “anarquismo organizado”. Ative-me, simplesmente, na história da “Festa Brava” na Ilha Terceira e, por conseguinte, na advertência pseudo-científica que a ONU difundiu sobre os pretensos traumas da criança que assiste às touradas, opinando que a mesma foi pretensiosa, despropositada, ignorante, leviana e preconceituosa. E através dessa opinião, quis frisar que a violência maior e traumática reside nos lares onde o analfabetismo, alcoolismo, desumanidade, superstição, insalubridade, falta de recursos materiais e de trabalho é que fazem com que a nossa sociedade fique violenta, cruel, sádica e inumana. Foi exactamente tudo isto que quis explicar e elucidar aos leitores que pensam e raciocinam como pessoas livres, acessíveis, dispostas e alforriadas de qualquer preconceito para um melhor diálogo sobre a sempre possível transformação social e eventual alteração das suas festividades laicas ou religiosas; pois, nessas últimas, teríamos muito a articular sobre a violência psicológica que podem trazer a uma criança em desenvolvimento. Entretanto, sobre este sensível e proibitivo tema, a ONU não estará disponível para discutir e advertir, dado que, será sem sombra de dúvida, um repto a temer porque mexerá com as crenças dos indivíduos, dos povos e das nações nas quais essa organização se nutre e sustenta, muitas vezes hipocritamente!
Caro leitor, finalizo dizendo: imaginem quantos duelos, quantas pelejas, quantas guerras, quantas dores, quantos mal-entendidos, quantos corações fragmentados não teriam sido evitados se as pessoas fossem apenas um pouco mais sinceras em fazer conhecer as suas reais intenções ou os seus autênticos anseios?
Lama que não é Lama
Em todo o mundo, o Lama é reconhecido como um símbolo de paz, amor, bondade e humildade na comunidade.
Faz o bem, incute a paz interior individual e colectiva.
Todos eles têm valores como a tolerância, paciência e compaixão...
Tudo isto para contar um episódio que se passou com um meu familiar gravemente doente que procurou uma alternativa e não foi isto que encontrou após um anúncio no Diário de noticias da Madeira publicado por este Senhor, que se diz Lama numa pseudo clínica de Santa Cruz.
Após a marcação de uma consulta que teve inicio às 19h00 e acabou pelas 4h00 da manha do dia seguinte, a mesma foi iniciada com o suposto Lama, que falava repetidamente da sua pessoa eu, eu e eu, muitos discursos e vastos diplomas, especialista em medicina ortomolecular, convencendo-nos que a medicina convencional estava a matá-lo e que acabaria por morrer antes de chegar ao Verão.
Saímos com promessas de cura.
Ora, nesse mesmo dia pelas 11h00 horas, recebemos um telefonema do Sr. Lama dizendo que tinha estudado o caso e que a cura incluía um pacote de tratamento cujo valor era exorbitante. De imediato deu-nos o NIB da conta bancária da Tia cujo balcão está sediado nos Açores.
Não vou falar em valores porque o meu familiar está muito fragilizado e tem vergonha de revelar ao público.
Após este episódio, iniciou um tratamento, sem explicar em quê que o mesmo consistia e a partir daí foi um inferno....(note-se que nunca fez um plano do tratamento apenas era administrado uma injecção diariamente, na sua pseudo clínica de Santa Cruz).
Quando o abordávamos sobre o tratamento, o falso Lama fazia palestras maçadores e ameaçadoras de morte, autênticas lavagens de cérebro, era rude, malcriado, humilhando o doente fragilizado, culpando-o da sua doença.
Passada uma semana este Sr voltou com um novo golpe, disse-nos que tinha consultado o universo e teria que alterar o tratamento, (como por ex. 1 caixa de injectáveis de 5 ampolas que custa 50€ pediu-nos 2500€). Este valor seria novamente depositado na conta da tia.
Fomo-nos apercebendo que este Sr de Lama nada tinha pelas suas atitudes, cujo conceito mencionei inicialmente...
O objectivo deste Sr é dizer mal da Medicina convencional.
Aproveita-se da fragilidade dos doentes para extorquir dinheiro, não passa recibos, não faz planos de tratamento apenas apresenta um pacote que engloba tudo, prometendo a cura, com valores incalculáveis.
Por tudo isto, acabamos por desistir ficando sem o dinheiro e com o meu familiar ainda mais debilitado.
Face ao exposto, venho alertar a todas as pessoas doentes e sem esperança, que estejam atentas e tenham cuidado com este tipo de pessoas que se proclamam Mestres do universo.
Por último, e queremos ainda informar que ao desistir do tratamento o aldrabão e suposto Lama, recusou-se a entregar toda a medicação adquirida e não utilizada, tendo a PSP de Santa Cruz intervir para fornecer para que este Sr. nos fornecesse os recibos.
A medicação essa lá ficou para o Sr. Lama extorquir novamente dinheiro a alguém com supostas esperanças de cura.
esse sr trabalhou num consultório em lisboa, perto do IPO. fui lá pela primeira vez com a minha avó, que sofre de mieloma múltiplo. nem preciso contar o que aconteceu: basicamente, o mesmo que aconteceu a esse sr!
levou muito dinheiro, foi super mal educado e aproveita-se da fragilidade das pessoas, entrando na sua intimidade e culpando as pessoas da doença!
não é pedagógico, só diz que curou actrizes conceituadas e blá, blá, blá!
considero vergonhoso esse sr continuar a dar consultas e levar este dinheiro todo!
leva as pessoas a fazerem tratamentos com injecções diárias e kilos de medicamentos naturais! obriga as pessoas a deslocarem-se diáriamente pra fazer as injecções, e 6 meses depois volta a pedir mais dinheiro porque diz que o tratamento não resultou. porquê? sempre por culpa do doente!
culpa, culpa, culpa!
esse sr devia ser preso... se for necessário depor contra esse sr, estou de inteira disponibilidade!
cumprimentos
17/06/2010
Treta da semana: à vossa saúde!
No blog da Heloisa Miranda, que promete ser um rico filão para esta rubrica semanal, um budista de nome Carlos Amaral e cognome Lama Khetsung Gyaltsen escreve sobre cristais e mais uma baralhada de coisas. Segue-se um comentário do presidente da União Budista Portuguesa, declarando que «não pode garantir a fiabilidade da orientação budista das actividades do Sr. Carlos Amaral e declina qualquer responsabilidade pelas mesmas» e um tortuoso e prolongado contraponto do Carlos Amaral (9), cujos textos e vídeos (10) recomendo a quem sofra de insónias.9 - Zen, Cristais: A Discussão Instala-se.
10- Vídeos de Lama Khetsung Gyaltsen, O Direito Primordial à Felicidade
Declaração - importante!
2008-05-07
Tendo tido conhecimento de várias actividades promovidas pelo Dr. Carlos Amaral - que se tem apresentado com o título de Venerável Lama Khetsung Gyaltsen e como representante de Sua Santidade o Dalai Lama - , em nome da tradição budista, e que têm sido objecto de polémica e dúvidas, a União Budista Portuguesa declara publicamente que o referido senhor, havendo solicitado há cerca de 5 anos a inscrição de uma associação por si dirigida na União Budista Portuguesa, e tendo-lhe sido solicitada a apresentação do seu historial e credenciais, que permitissem o reconhecimento da sua legitimidade, nunca o fez. Por este motivo a União Budista Portuguesa não pode garantir a fiabilidade da orientação budista das actividades do Sr. Carlos Amaral e declina qualquer responsabilidade pelas mesmas.
O Presidente da Direcção
Paulo Borges
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
... Terão Paz afinal!

"... Vai começar a festa....
Debaixo de um calor de mais de 30º, sem vento e depois de terem permanecido mais de 12 h metidos numa divisória de metal de um camião onde mal se podem mexer, os 6 touros vão ser "lidados" na praça.
Vão ser perfurados com ferros (bandarilhas) que medem 70 cm de comprimento, enfeitadas com papel de seda de variadas cores e rematadas com um ferro de 8 cm, com um arpão de 4 cm de comprimento e 20mm de largura, com farpas ou ferros compridos e ferros curtos que medem, respectivamente, 140 cm e 80 cm de comprimento, com ferragem idêntica à da bandarilha, mas com dois arpões enfeitados e rematados da mesma forma que as bandarilhas.
Os ferros que lhe penetram e rasgam o músculo, provocarão uma dor lancinante (o touro sente até uma mosca pousar-lhe no dorso - daí abanar com a cauda para a enxotar - porque não haveria de sentir dor se é feito de carne e osso como nós?). Depois de lhe serem cravados os ferros, exaustos e debilitados, enfraquecidos, vão ainda ser atormentados por 8 homens que o vão provocar, tentar imobilizar, saltar-lhe para cima e puxar-lhe violentamente a cauda (vértebras serão partidas) e humilhá-lo.
Depois será obrigado a recolher ao camião, como alguém me dizia hoje de manhã, "puxado e arrastado tão violentamente por cordas que se fica com a sensação que lhe vão arrancar os cornos".
No camião, ser-lhe-ão arrancados os ferros, a sangue frio, cortando a carne à volta do arpão com uma faca, deixando-lhe o dorso esburacado em carne viva...
Depois da "festa rija", quando os espectadores tiverem dificuldade em manter-se em pé, o touro vai ser levado para o matadouro, no mesmo camião onde não se pode mexer, deixando atrás de si um rasto de sangue e diarreia.
Hoje é sexta-feira.
Amanhã é sábado, os matadouros não trabalham.
Domingo também não.
Com sorte e, se não tiverem morrido até lá, os touros serão finalmente mortos na segunda-feira, depois de atordoados com choques eléctricos e pendurados de cabeça para baixo.
Terão Paz afinal."
Texto de isabel Santos - Campanha contra as touradas no mundo

sexta-feira, 14 de junho de 2013
Tauromaquia III
E porque se permite a tauromaquia, actividade que assenta na violência e no sofrimento público de animais, legalizado e autorizado por lei e até apreciado, aplaudido e glorificado por alguns?
Para perpetuar uma tradição cruel e retrógrada, que sacrifica animais, prejudica a sociedade e o relacionamento com outros seres nossos companheiros da Terra, embota a sensibilidade, deseduca a juventude para uma vida pacífica e compassiva?
Para que se cumpra uma lei que permite a tortura, lei essa que é contra a Lei de Protecção dos Animais?
Para satisfazer algumas poucas pessoas entusiastas da Tauromaquia, actividade indissociável de violência e de sofrimento?
Para exibicionismo e proventos para os artistas que violentam os animais (touros e cavalos) ou que se aproveitam deles depois destes estarem feridos e esgotados?
Para sustentar alguns postos de trabalho à custa do sofrimento dos touros e cavalos?
Para permitir negócios à custa do sofrimento de touros e cavalos?
Para atraírem turistas incautos ao engano?
Na sua maioria estes saem das praças incomodados e indignados com o espectáculo?
Embora esta actividade contribua para dissuadir a vinda a Portugal de muitos turistas, porque abominam a tauromaquia e evitam este país de arenas de tortura?
Embora indignem, revoltem e envergonhem imensos portugueses conscientes e compassivos, por este massacre se passar no nosso país?
Embora se comprometa a reputação de Portugal pelo desrespeito cruel pelos animais, ao contrário do que aqui devia ser princípio?
É claro, que uma verdadeira democracia não permite e legaliza a tortura. Por estas razões apelamos a que não assistam a touradas e afirmem e divulguem o vosso repúdio por esta cruel actividade.
Vasco Reis, 13.6.13.
Tauromaquia II
Aqui umas noções concisas de ciência a quem interessar:
Sistema nervoso, mais ou menos evoluído, é algo comum aos animais. Plantas não têm sistema nervoso, não têm sensibilidade, não têm consciência. Não têm a capacidade de fugir ao perigo, à agressão, por exemplo, ao corte, à seca, ao fogo.
Animais humanos e não humanos são seres dotados de sistema nervoso, mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é agradável, perigoso e agressivo e doloroso.
Estes seres experimentam sensações, emoções e sentimentos muito semelhantes. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa e de fuga para poderem sobreviver. Sem essas capacidades não poderiam sobreviver. Portanto, medo e dor são essenciais e condição de sobrevivência.
Afirmar-se que nalguma situação não medicada, algum animal possa não sentir medo e dor se for ameaçado ou ferido, é testemunho da maior ignorância ou intenção de negar uma verdade vital.
Alguém acha que isso é possível aos humanos?
A ciência revela que o esquema anatómico, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem e de outros mamíferos são extremamente semelhantes. As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento.
O senso comum apreende e a ciência confirma isto. Portanto, homem, cão, gato, touro, cavalo, coelho, porco, ovelha, cabra, etc, sentem e sofrem de maneira semelhante, seja privação da liberdade, tensão de transporte, sede e fome, medo e pânico, cansaço, agressão, ferimento.
Depois desta explicação, imaginem o sofrimento horrível que uma pessoa teria se fosse posta no lugar de um touro capturado e conduzido ao “calvário” de uma tourada.
Conclusão comportamental ética?
Seres humanos (tauromáquicos) não devem infligir a outros seres de sensibilidade semelhante (touros e cavalos), sofrimentos a que os próprios infligidores (tauromáquicos) não aceitariam ser submetidos.
Vasco Reis, 13.6.13
Tauromaquia I
Na Tourada à Portuguesa, importa mencionar: o terrível sentimento de claustrofobia e pânico que o touro sofre desde que é retirado violentamente da campina e transportado em aperto e confinado; o maltrato antes da lide na arena com a finalidade de o enfraquecer física e animicamente; a provocação e a tortura durante a lide e no fim desta, com a retirada sempre violenta e muito dolorosa das bandarilhas; após a lide, metido no transporte e no curro onde fica esgotado, deprimido, ferido, dorido e febril, em acidose metabólica horrível que o maldispõe e intoxica, até que, dias depois, a morte o liberte de tanto sofrimento.
O cavalo sofre esgotamento e terrível tensão psicológica ao ser usado como veículo, sendo dominado, incitado e lançado pelo cavaleiro e obrigado a enfrentar o touro, quando a sua atitude natural seria a de fuga e de pôr-se a uma distância segura.
À força de treino, de esporas que o magoam e ferem, de ferros na boca e corrente à volta da mandíbula, que o magoam e o subjugam, o cavalo arrisca morte por síncope/paragem cardíaca, ferimentos mais ou menos graves, até a morte na arena.
É difícil, senão impossível, acreditar que toureiros e aficionados amem touros e cavalos, quando os submetem a violência, risco, sofrimento. Importa reconhecer que em todas as actividades tauromáquicas, mais ou menos cruentas, o sofrimento da captura, claustrofobia e pânico da prisão, do transporte, do curro, estão sempre presentes.
Bullfighting I
In Portuguese Bullfight, it should be mentioned: the terrible feeling of claustrophobia and panic that the bull suffers when he is taken violently from the field and transported in a narrow cage; the cruel treatment before the deal in the arena with the purpose of physical and psychological weakening of the animal;
the teasing and torturing during the deal and, at the end of this, the always violent and very painful withdrawal of the banderillas; after the deal, stuck again in transport and in stall where exhausted, depressed, hurt, sore and feverish, in horrible metabolic acidosis that make him so sick, until, days after a violent death will bring release to so much suffering.
The horse suffers terrible psychological tension and exhaustion as he is used as a vehicle, being dominated, incited and released by Knight and forced to face the bull, when their natural attitude would be to escape and to put himself at a safe distance.
He is forced by the action of spurs that hurt and make bleeding wounds, traction on the irons in the mouth (brake, bridle) exerted violently and painfully by the reins and reinforced by an iron chain around the jaw. All that hurt and subjugate the horse. He risks death by syncope/cardiac arrest, and more or less serious injuries, even death in the arena.
It is difficult, if not impossible, to believe that bullfighters and fans love the bulls and horses, when they submit this beings to violence, risk, suffering.
It is important to recognize that in all bullfighting activities, more or less bloody, the suffering of capture, claustrophobia and panic from prison, transport, confinement are always present.
Vasco Reis, 13.6.13
terça-feira, 21 de maio de 2013
A raça dita de "lide" não existe
A diversidade genética dos touros
ditos “bravos” ou
de “Lide”
“Raça (Zoologia) - subdivisão
da espécie com uma unidade de constituição hereditária “ In Infopédia – Porto Editora
Normalmente, as raças bovinas são caracterizadas por
três parâmetros: o peso, o perfil cefálico e as proporções corporais. Na
suposta “raça brava” não é possível fixar parâmetros devido à grande variabilidade
genética e diversidade de caracteres dos touros usados nos espectáculos
tauromáquicos. Com efeito, entre os bovinos ditos de “lide” podem-se encontrar
animais com morfologias, pelagem, cornaduras, perfil cefálico, tamanho e peso muito variados, pelo que não é possível distingui-los com clareza dos touros comuns
(Bos Tauros). Não é de admirar, pois todos os bovinos existentes na
actualidade, mansos e não mansos, descendem do mesmo antepassado comum – o Uro
ou Auroch.
Os touros ditos de “lide” que existem na actualidade,
para além de não constituírem uma espécie, não são uma verdadeira raça, mas sim
um tipo de touros muito diversos entre si, que não pertencem a nenhuma raça bovina
determinada.
Estudos apontam para cerca de 31 grupos genéticos
distintos e para níveis elevados de diferenciação genética dos vários sub-grupos
de touros de tipo “bravo” designados por “encastes”: Estes níveis de diferenciação são superiores
aos que separam as raças de bovinos comummente aceites como tais. São pois animais
mestiços, estando longe de estar provado com critérios científicos válidos que
os touros que usam nas touradas são uma raça de bovinos distinta das demais.
Para estarmos diante de uma raça propriamente dita tem de existir uma unidade de
constituição hereditária, algo que não existe no caso dos bovinos de tipo
“bravo”.
Na
natureza não existem animais de lide, muito menos bovinos, animais herbívoros de índole
pacífica. Uma raça, cuja razão de existir fosse apenas a tortura em arenas, seria
uma aberração, só concebível por mentes doentes de quem quer perpetuar a
violência contra os animais.
A falsidade da
“bravura” como denominador comum na pseudo “raça brava”
A indústria
tauromáquica alega que a unidade da raça bovina “brava” é a bravura - uma
característica psicológica. Como não é possível definir um protótipo racial
para os bovinos de tipo “bravo”, que possuem características morfológicas muito
heterogéneas, inventaram um denominador comum designado por “bravura” para
construir o mito de uma nova raça distinta das demais raças de bovinos. A
identificação de uma raça com base numa característica subjectiva psicológica,
à qual se deu o nome de “bravura”, carece de fundamentação científica, desconhecendo-se
outros casos de raças definidas apenas por um elemento de tipo comportamental
de uma determinada população de seres vivos. É algo inédito, uma invenção da
indústria tauromáquica, que nem sequer é feita com coerência, dado que os
peritos tauromáquicos apontam variações no comportamento dos bovinos durante a
lide consoante as ganadarias de onde procedem.
A selecção artificial
(não natural) do gado dito “bravo” realiza-se por meio de provas de selecção
chamadas de “tentas”, onde são eliminados os bovinos considerados mais mansos e
escolhidos os bovinos considerados mais agressivos. A avaliação baseia-se na
observação subjectiva das características comportamentais dos bovinos face a
ataques e provocações. Os comportamentos do animal são pontuados com critérios
de técnica tauromáquica, desprovidos de qualquer base científica zoológica. O
objectivo é seleccionar os animais considerados mais aptos a comportarem-se de
uma forma desejada nos eventos tauromáquicos.
As contradições da indústria tauromáquica relativamente à bravura dos touros
Os ganadeiros da
indústria tauromáquica confirmam a dificuldade em obter um touro bravo, não
garantindo o nascimento de um touro bravo, mesmo quando os progenitores são do
tipo “bravo”. Trata-se de uma situação tão insólita como dizer que os filhotes
de um cão de raça caniche e uma cadela de raça caniche, dificilmente vão ser
caniches. Se os touros ditos de “lide” fossem uma verdadeira raça, certamente todos
os bovinos nascidos de progenitores de tipo “bravo” herdariam a hipotética característica
unitária designada por “bravura”. Mas isso não é verdade, muito poucos nascem
com a dita “bravura”.
“Obter touros bravos é
custoso no que se refere a tempo e dinheiro. As estatísticas dizem que de 100
touros lidados, 50 eram mansos, 20 passáveis, 20 regulares e apenas 10 bravos.
Podemos estar ou não de acordo com estas cifras, um pouco mais ou menos. O
certo é que a criação do touro de lide é muito custosa, e ainda mais obter um
com bravura, em virtude da selecção exigente. Quanto e como pesa uma decisão de
eliminar um semental ou várias vacas. “ – Julián Castro Marrero, médico
veterinário
“As mães têm que ter a
bravura necessária para transmitir aos filhos, o que nem sempre acontece,
porque como certamente viu, nós estamos a seleccionar um carácter psicológico,
não é uma coisa física. O físico comanda-se, no psicológico, você sabe tão bem
que de um pai e de uma mãe valentíssimos sai um cobarde, e às vezes o
contrário. E isto no gado bravo é dificílimo porque de um touro muito bravo e
de uma vaca muito brava sai por vezes um animal mansíssimo, o que é um contra-senso tremendo.” – Fernando
Palha, Companhia das Lezírias
A dita “bravura” do
touro acossado é apenas uma manifestação do instinto de sobrevivência, que também
está presente em exemplares de outros tipos de bovinos, que se defendem quando
se sentem ameaçados. Os touros torturados nos espectáculos tauromáquicos não são
mais temperamentais ou mais agressivos do que outros mamíferos ruminantes com
características semelhantes que, quando encurralados e sentindo-se em perigo, também
atacam. Experiências tauromáquicas efectuadas com búfalos comprovam que a
reacção destes animais ao que acontece numa corrida de touros é muito
semelhante à reacção dos bovinos.
Tourada com Búfalo em Tarascon, França
“A bravura é um instinto
defensivo, ou melhor, é um instinto de liberação.” - Sanz Egaña, médico
veterinário e professor espanhol
Apesar
do comportamento pacífico dos bovinos ditos de “lide” ser facilmente
comprovável com a abundância de exemplos, os aficionados, de forma
fanática, insistem na teoria da ferocidade, na teoria do animal
diferente de todos os demais – um alienígena perigoso. Não faltam imagens e vídeos de touros ditos “bravos” que
comem na mão de seres humanos, que se deixam acariciar e que se comportam de
forma tranquila na presença do ser humano e de outros animais, tal como é o
normal e natural nos mamíferos ruminantes domésticos.
Chiquilin
Machote, un toro de lidia que es parte de una familia
http://www.youtube.com/watch?v=WiZofVakLgA
Palomo
http://youtu.be/hqJ8i5bM5lk
Civilon
http://elpatiodemama.blogspot.pt/2012/06/toro-civilon-el-amigo-de-la-nina.html
Fadjen,
touro da ganadaria Domecq, que estava destinado a ser toureado em Barcelona
http://youtu.be/nMbBcDiuLfc
Romerito (de Antonete)
http://www.elmundo.es/suplementos/magazine/2007/426/1195978350.html
Curro (Ganadaria Flores Tassara)
Bonito (México)
http://ahtm.wordpress.com/2011/06/15/el-toro-bonito/
Meloso (Ganadaria Los Bayones)
Rozuelo (Ganadaria Pablo Romero 3/7/1916)
http://larazonincorporea.blogspot.pt/2011/05/tremenda-decepcion-con-los-pablo-romero.html
Ricardito
http://youtu.be/-x1g2cUpSSI
Califa
Pizarrin
http://youtu.be/KGx_tOiZaEU
Abulaga
http://youtu.be/CJE2U7NavCg
Cornetito
Playero
http://www.diariodesevilla.es/article/toros/1296897/la/vida/insolita/playero/indultado/la/maestranza.html
Os
touros ditos “bravos” são animais domésticos de origem espanhola, inadequados
para lutas desleais em arenas
Os bovinos ditos “bravos”
que existem na actualidade não são animais selvagens ou silvestres, mas sim animais
domésticos descendentes de 6 variedades bovinas originárias do Reino de Espanha, designadas por “castas fundacionais”. São
animais domésticos como os restantes bovinos visto que a sua subsistência depende
totalmente do homem, que é quem determina o seu meio ambiente e a sua dieta.
No século XVIII o gado
bovino dito “bravo” começa a ser criado em Espanha com uma dupla função:
trabalho agrícola / produção de carne e espectáculos tauromáquicos. Só no
século XIX começa a existir separação do gado considerado mais agressivo destinado
a espectáculos tauromáquicos, surgindo as ganadarias de gado de tipo
“bravo” como se conhecem na actualidade. Estão então definidas as "castas" ou
tipos fundacionais de bovinos ditos “bravos”: Morucha, Navarra, Jijona,
Cabrera, Vazqueña e Vistahermosa. Actualmente, 90% das linhagens de gado dito
“bravo” procedem desta última "casta".
É principalmente desde
do século XX que o gado dito “bravo” é exportado para Portugal, sul de França e
países americanos.
A "bravura"
não é intrínseca de raça nenhuma de bovinos, mas sim um “produto” fabricado
mediante técnicas, onde estão incluídas as cruéis “tentas” de animais jovens. Apesar
de serem criados para serem bravos, mediante selecção criteriosa dos bovinos
mais agressivos, a indústria tauromáquica não consegue evitar os muitos e
muitos touros mansos que persistem em aparecer nos espectáculos tauromáquicos.
Disso dão conta os relatos e crónicas de comentadores e críticos tauromáquicos.
“Moura – ‘8 Bombas’ que
Explodiram Mansidão. “ - in tauródromo, Setembro de 2011
“ […] um toiro de Veiga
Teixeira, manso e a descair sempre para tábuas[…]” – in bolasetouradas blog
http://bolasetetouradas.blogspot.pt/2010/10/premios-para-toiros-de-oliveiras-irmaos.html
Prova evidente de que
os bovinos, herbívoros ruminantes, não se adequam aos jogos violentos em que
são forçados a participar, são os episódios frequentes de touros que saltam as
barreiras das praças de touros, desesperados por escapar das arenas infernais onde
não pertencem.
Touro voa sobre a
trincheira no Campo Pequeno
Pajarito, o touro que
queria ser livre e que acabou brutalmente assassinado
O mito da “besta negra” ao serviço da desculpabilização da tortura dos touros
Os
aficionados instruem-se uns aos outros, divulgando a história da “besta
negra”. Contam às crianças que o touro é mau e que é correcto
castigá-lo com ferros. António
Moreno, um ex-aficionado espanhol que testemunhou no parlamento da
Catalunha em favor da abolição das corridas de touros, denunciou a
autêntica lavagem cerebral que é feita às crianças através da
“diabolização”do touro.
http://youtu.be/icHu14u2t6U
As
mentes dos criminosos psicopatas são engenhosas e buscam desculpas para
os seus actos criminosos. “As minhas vítimas são culpadas”, disse Paul
Haigh, um serial killer. John Wayne Gacy, outro serial killer, afirmou
que as suas vítimas mereceram morrer.
http://www.heraldsun.com.au/news/victoria/my-victims-are-to-blame/story-fn7x8me2-1226322356454
De
igual forma, no meio tauromáquico existe a ideia que as bandarilhas e
outros instrumentos perfurantes são uma forma de castigar os touros.
Castigar pressupõe que os touros fizeram algo de errado. Consideram os
touros “bestas negras” e condenam-nos à morte.
De acordo com a Associação Psiquiátrica Americana, os pedófilos
frequentemente justificam os seus comportamentos alegando que as
crianças “gostam” ou que as crianças os provocaram sexualmente. Por sua
vez, no meio dos aficionados das touradas, afirma-se que os touros são
“bravos”, que gostam de lutar e até que eles se sentem “nobres” por
morrerem na arena. Justificam o maltrato dos touros, negando ou
minimizando a capacidade de sentir dor desses animais, que dizem ser
diferentes de todos os demais.
A
fabricação do mito do touro como uma “besta negra” feroz e perigoso
serve o propósito de auto-absolvição dos aficionados pelo seu gosto
sádico e doentio em causar dano a um ser inocente. A ideia do touro mau,
que não sente dor, é um óptimo álibi para justificarem a catarse
colectiva com o castigo com ferros de um pobre animal que não cometeu
mal nenhum.
O
mito da “besta negra” é uma tentativa fracassada de justificação da
injustiça que se comete contra os touros. É uma forma desonesta da
indústria tauromáquica varrer a imagem cruel e atroz da tourada,
colocando o ónus da culpa nas vítimas das touradas – os touros – à
semelhança de muitos criminosos que culpabilizam as vítimas pelos seus
crimes.
A
verdadeira natureza do touro
Um animal mal disposto para a luta
“No quadro da zoologia
o touro aparece como animal cobarde, mal disposto para a luta; a sua defesa é a
fuga, sempre que lhe seja permitida. Perseguido, cercado, aceita o combate
utilizando as únicas armas de que dispõe – as hastes – e recorrendo a um mecanismo
muscular fixo. Ainda: acode com intensidade ao engano, só cede ante o
esgotamento físico, a fadiga muscular. Resumindo: o touro acomete aos objectos
ou seres móveis, por medo; investe à muleta vermelha porque lhe incomoda a
vista, cansa, fatiga a retina, dói-lhe e quer livrar-se desse incómodo.” - Sanz
Egaña, médico veterinário e professor espanhol
Um animal herbívoro receoso e defensivo
“Os animais carnívoros, guiados pelo seu
instinto de conservação, procuram presa viva que os alimente, dispostos sempre
a atacá-la e a matá-la; estão dotados de acometividade permanente e sempre
prontos para a luta. As suas faculdades mentais adestram-se nesta forma,
tornando-se sagazes, astutos e mestres da caça, por surpresa. Os ruminantes, e
entre eles os touros, pelo contrário, têm alimentação herbívora, não necessitam
de atacar ninguém, e como isso seria absurdo e na natureza não existem
fenómenos desta espécie, o touro não ataca nenhuma espécie de animais, nem o
homem. O animal herbívoro só tem que se defender dos carnívoros, e como o touro
e os outros ruminantes constituem presas desejadas, dada a sua substância e
volume, se as suas faculdades defensivas não fossem tão grandes, careceriam de
condições de vida e desapareceriam. Por isso todos os bovinos têm potentíssimas
reacções defensivas e são receosos e assustadiços. Tão receosos que já no
século XVI D. Diogo Ramirez de Haro observava que o touro pasta, geralmente
andando para trás. Espera sempre o ataque, sobretudo quando se encontra isolado
da piara ou quando tem de defender a sua prole, que o espera no mesmo sítio, o
escolhido para cama. Em tais circunstâncias investe sem reparar na
superioridade que possa ter o inimigo, e sempre á cega. Fora disso, os
ruminantes são tranquilos, porque essa função, que lhes dá o nome, requer largo
repouso depois das comidas, para voltar a mastigar e salivar os alimentos
depositados na pança, tornando-se, porém, inquietos quando, ao despertar a
primavera, os alimentos abundam e os ardores genésicos aparecem. E assim se
explica a habilidade de que usam os toureiros que só começam a tourear depois
de Maio. “ - ABC da Tauromaquia de El Terrible Pérez, Edições VIC, 1944
“Por
instinto, o toiro busca apoios para a sua defesa, procura os lugares da praça
em que crê proteger-se melhor; a porta dos chiqueiros, por onde lhe chega o
odor animal dos currais onde podia estar a sua momentânea libertação; as tábuas
da trincheira, onde pode apoiar-se e ver vir de frente os seus opositores.” -
LOS TOROS, La Gran Enciclopedia del Espectaculo, Antonio Abad Ojuel Don
Antonio e Emilio L. Oliva Paíto (Libreria Editorial Argos – 1966 Barcelona)
Um animal sociável e simpático
“Sente o touro simpatia ou antipatia por pastores
e lugares, «querenças» onde encontra sensações gratas, chegando-se a deixar
acariciar por crianças. Tal não é raro, e basta recordar-se o touro «Civilon»,
de Cabaleda, que tanto deu que falar e que tão má lide ofereceu na praça. A
isto pode o autor opor que há uns bons vinte anos escreveu no Diário de Lisboa
acerca do touro «Galego» do saudoso D. Florentino Sottomayor, que, lidado na
praça de Madrid, foi bravo e matou o toureiro Mariano montes. Ora dias antes,
quando o autor levava o seu cavalo ao bebedouro da «dehesa» encontrou aquele
touro com o mesmo destino. O animal parou-se como a convidar o cavalo a beber.
O autor deteve-se, por irrepreensível receio da delicadeza. E, depois, na
dúvida, cautelosamente, avançou a montada até à fonte. E o touro, sempre
delicado, cedeu-lhe a prioridade, amavelmente. Quando o cavalo se fartou de
beber, afastámo-nos agradecidos, e o touro bebeu por seu turno, com satisfação
do dever cumprido…” - ABC da Tauromaquia de El Terrible Pérez, Edições VIC,
1944
Um animal com memória
“As sensações no touro
são muito intensas, em especial as do olfacto e do ouvido. Diz a Enciclopédia
«Los Toros»: No lugar em que tenha morrido um touro e se tenham corrompido,
passam três e quatro anos e todas as reses que por ali transitam cheiram e
mostram compreender o facto. Podemos acrescentar que o touro dá disto outras
provas, movidas pela recordação, quando transita pelo local onde passou fome ou
sofreu castigos, isto mesmo anos depois, como anos depois ainda recorda as
pessoas que lhe fizeram mal, segundo afirmam alguns tratadores. Daí o
inconveniente dos «ganaderos» mandarem touros já corridos, em desprestígio do
espectáculo e com perigo para os lidadores.”- ABC da Tauromaquia de El Terrible Pérez, Edições VIC, 1944
Um ruminante tranquilo e pacífico
“O
touro na manada é profundamente pacífico, tranquilo e tímido” Álvaro Domecq y
Diez, ganadeiro empresário tauromáquico
Um animal sensível ao
som, aos movimentos e aos contrastes de luz
" Los factores que van a hacer que el toro disminuya su
capacidad de visión son: la luminosidad (las corridas tienen lugar en la época
más luminosa del año). Los estímulos más eficaces representados por el
movimiento y los excitantes cromáticos de mayor contraste. [...] El toro ataca
unicamente cuando estas excitaciones alcanzan los centros nerviosos y se
transforman en sensaciones de fatiga y nerviosidad que se caracterizan por una
acción explosiva inadecuada al excitante. [...] El animal, bajo este estado de
semiinconsciencia sufre en la última parte de la lidia una gran disminución de
su visión normal motivada por una constante fijación de la mirada, producida
por pases rápidos delante de su cara, gran fatiga muscular y un intenso dolor
producido por las puyas y las banderillas. Sus músculos mantenidos en constante
movimiento le producen un agotamiento nervioso. [...] Por tanto, los excitantes intensos de luminosidad,
movimiento, dolor, hiponosis e isquemia cerebral, producen una disminución de
su visión normal durante la lidia.” - Fundamentos
anatomo-funcionales de la visión en el Toro de Lidia, Prof Dr. R. Martín
Roldán. Catedrático de Anatomía de la Univesidad de Madrid. 1976
Na verdade, a
"bravura" ou "mansidão" de um animal jamais pode legitimar
o seu maltrato.
Links:
http://pendientedemigracion.ucm.es/info/genetvet/genetic_variability_fighting_bull.pdf
A diversidade genética dos touros ditos “bravos” ou
de “Lide”
“Raça (Zoologia) - subdivisão
da espécie com uma unidade de constituição hereditária “ In Infopédia – Porto Editora
Os touros ditos de “lide” que existem na actualidade,
para além de não constituírem uma espécie, não são uma verdadeira raça, mas sim
um tipo de touros muito diversos entre si, que não pertencem a nenhuma raça bovina
determinada.
Estudos apontam para cerca de 31 grupos genéticos
distintos e para níveis elevados de diferenciação genética dos vários sub-grupos
de touros de tipo “bravo” designados por “encastes”: Estes níveis de diferenciação são superiores
aos que separam as raças de bovinos comummente aceites como tais. São pois animais
mestiços, estando longe de estar provado com critérios científicos válidos que
os touros que usam nas touradas são uma raça de bovinos distinta das demais.
Para estarmos diante de uma raça propriamente dita tem de existir uma unidade de
constituição hereditária, algo que não existe no caso dos bovinos de tipo
“bravo”.
Na
natureza não existem animais de lide, muito menos bovinos, animais herbívoros de índole
pacífica. Uma raça, cuja razão de existir fosse apenas a tortura em arenas, seria
uma aberração, só concebível por mentes doentes de quem quer perpetuar a
violência contra os animais. A falsidade da “bravura” como denominador comum na pseudo “raça brava”
A indústria
tauromáquica alega que a unidade da raça bovina “brava” é a bravura - uma
característica psicológica. Como não é possível definir um protótipo racial
para os bovinos de tipo “bravo”, que possuem características morfológicas muito
heterogéneas, inventaram um denominador comum designado por “bravura” para
construir o mito de uma nova raça distinta das demais raças de bovinos. A
identificação de uma raça com base numa característica subjectiva psicológica,
à qual se deu o nome de “bravura”, carece de fundamentação científica, desconhecendo-se
outros casos de raças definidas apenas por um elemento de tipo comportamental
de uma determinada população de seres vivos. É algo inédito, uma invenção da
indústria tauromáquica, que nem sequer é feita com coerência, dado que os
peritos tauromáquicos apontam variações no comportamento dos bovinos durante a
lide consoante as ganadarias de onde procedem.
A selecção artificial
(não natural) do gado dito “bravo” realiza-se por meio de provas de selecção
chamadas de “tentas”, onde são eliminados os bovinos considerados mais mansos e
escolhidos os bovinos considerados mais agressivos. A avaliação baseia-se na
observação subjectiva das características comportamentais dos bovinos face a
ataques e provocações. Os comportamentos do animal são pontuados com critérios
de técnica tauromáquica, desprovidos de qualquer base científica zoológica. O
objectivo é seleccionar os animais considerados mais aptos a comportarem-se de
uma forma desejada nos eventos tauromáquicos.
As contradições da indústria tauromáquica relativamente à bravura dos touros
Os ganadeiros da
indústria tauromáquica confirmam a dificuldade em obter um touro bravo, não
garantindo o nascimento de um touro bravo, mesmo quando os progenitores são do
tipo “bravo”. Trata-se de uma situação tão insólita como dizer que os filhotes
de um cão de raça caniche e uma cadela de raça caniche, dificilmente vão ser
caniches. Se os touros ditos de “lide” fossem uma verdadeira raça, certamente todos
os bovinos nascidos de progenitores de tipo “bravo” herdariam a hipotética característica
unitária designada por “bravura”. Mas isso não é verdade, muito poucos nascem
com a dita “bravura”.
“Obter touros bravos é
custoso no que se refere a tempo e dinheiro. As estatísticas dizem que de 100
touros lidados, 50 eram mansos, 20 passáveis, 20 regulares e apenas 10 bravos.
Podemos estar ou não de acordo com estas cifras, um pouco mais ou menos. O
certo é que a criação do touro de lide é muito custosa, e ainda mais obter um
com bravura, em virtude da selecção exigente. Quanto e como pesa uma decisão de
eliminar um semental ou várias vacas. “ – Julián Castro Marrero, médico
veterinário
Tourada com Búfalo em Tarascon, França
“A bravura é um instinto
defensivo, ou melhor, é um instinto de liberação.” - Sanz Egaña, médico
veterinário e professor espanhol
Chiquilin
Machote, un toro de lidia que es parte de una familia
http://www.youtube.com/watch?v=WiZofVakLgA
Palomo
http://youtu.be/hqJ8i5bM5lk
Civilon
http://elpatiodemama.blogspot.pt/2012/06/toro-civilon-el-amigo-de-la-nina.html
Fadjen,
touro da ganadaria Domecq, que estava destinado a ser toureado em Barcelona
http://youtu.be/nMbBcDiuLfc
Romerito (de Antonete)
http://www.elmundo.es/suplementos/magazine/2007/426/1195978350.html
Curro (Ganadaria Flores Tassara)Bonito (México)
http://ahtm.wordpress.com/2011/06/15/el-toro-bonito/
Meloso (Ganadaria Los Bayones)Rozuelo (Ganadaria Pablo Romero 3/7/1916)
http://larazonincorporea.blogspot.pt/2011/05/tremenda-decepcion-con-los-pablo-romero.html
Ricardito
http://youtu.be/-x1g2cUpSSI
CalifaPizarrin
http://youtu.be/KGx_tOiZaEU
Abulaga
http://youtu.be/CJE2U7NavCg
CornetitoPlayero
http://www.diariodesevilla.es/article/toros/1296897/la/vida/insolita/playero/indultado/la/maestranza.html
Os touros ditos “bravos” são animais domésticos de origem espanhola, inadequados para lutas desleais em arenas
Os bovinos ditos “bravos”
que existem na actualidade não são animais selvagens ou silvestres, mas sim animais
domésticos descendentes de 6 variedades bovinas originárias do Reino de Espanha, designadas por “castas fundacionais”. São
animais domésticos como os restantes bovinos visto que a sua subsistência depende
totalmente do homem, que é quem determina o seu meio ambiente e a sua dieta.
No século XVIII o gado
bovino dito “bravo” começa a ser criado em Espanha com uma dupla função:
trabalho agrícola / produção de carne e espectáculos tauromáquicos. Só no
século XIX começa a existir separação do gado considerado mais agressivo destinado
a espectáculos tauromáquicos, surgindo as ganadarias de gado de tipo
“bravo” como se conhecem na actualidade. Estão então definidas as "castas" ou
tipos fundacionais de bovinos ditos “bravos”: Morucha, Navarra, Jijona,
Cabrera, Vazqueña e Vistahermosa. Actualmente, 90% das linhagens de gado dito
“bravo” procedem desta última "casta".
É principalmente desde
do século XX que o gado dito “bravo” é exportado para Portugal, sul de França e
países americanos.
A "bravura"
não é intrínseca de raça nenhuma de bovinos, mas sim um “produto” fabricado
mediante técnicas, onde estão incluídas as cruéis “tentas” de animais jovens. Apesar
de serem criados para serem bravos, mediante selecção criteriosa dos bovinos
mais agressivos, a indústria tauromáquica não consegue evitar os muitos e
muitos touros mansos que persistem em aparecer nos espectáculos tauromáquicos.
Disso dão conta os relatos e crónicas de comentadores e críticos tauromáquicos.
“Moura – ‘8 Bombas’ que
Explodiram Mansidão. “ - in tauródromo, Setembro de 2011
“ […] um toiro de Veiga
Teixeira, manso e a descair sempre para tábuas[…]” – in bolasetouradas bloghttp://bolasetetouradas.blogspot.pt/2010/10/premios-para-toiros-de-oliveiras-irmaos.html
Prova evidente de que
os bovinos, herbívoros ruminantes, não se adequam aos jogos violentos em que
são forçados a participar, são os episódios frequentes de touros que saltam as
barreiras das praças de touros, desesperados por escapar das arenas infernais onde
não pertencem.
Touro voa sobre a
trincheira no Campo Pequeno
Pajarito, o touro que
queria ser livre e que acabou brutalmente assassinado
O mito da “besta negra” ao serviço da desculpabilização da tortura dos touros
Os aficionados instruem-se uns aos outros, divulgando a história da “besta negra”. Contam às crianças que o touro é mau e que é correcto castigá-lo com ferros. António Moreno, um ex-aficionado espanhol que testemunhou no parlamento da Catalunha em favor da abolição das corridas de touros, denunciou a autêntica lavagem cerebral que é feita às crianças através da “diabolização”do touro.
http://youtu.be/icHu14u2t6U
As
mentes dos criminosos psicopatas são engenhosas e buscam desculpas para
os seus actos criminosos. “As minhas vítimas são culpadas”, disse Paul
Haigh, um serial killer. John Wayne Gacy, outro serial killer, afirmou
que as suas vítimas mereceram morrer.
http://www.heraldsun.com.au/news/victoria/my-victims-are-to-blame/story-fn7x8me2-1226322356454
De
igual forma, no meio tauromáquico existe a ideia que as bandarilhas e
outros instrumentos perfurantes são uma forma de castigar os touros.
Castigar pressupõe que os touros fizeram algo de errado. Consideram os
touros “bestas negras” e condenam-nos à morte.
De acordo com a Associação Psiquiátrica Americana, os pedófilos
frequentemente justificam os seus comportamentos alegando que as
crianças “gostam” ou que as crianças os provocaram sexualmente. Por sua
vez, no meio dos aficionados das touradas, afirma-se que os touros são
“bravos”, que gostam de lutar e até que eles se sentem “nobres” por
morrerem na arena. Justificam o maltrato dos touros, negando ou
minimizando a capacidade de sentir dor desses animais, que dizem ser
diferentes de todos os demais.
A
fabricação do mito do touro como uma “besta negra” feroz e perigoso
serve o propósito de auto-absolvição dos aficionados pelo seu gosto
sádico e doentio em causar dano a um ser inocente. A ideia do touro mau,
que não sente dor, é um óptimo álibi para justificarem a catarse
colectiva com o castigo com ferros de um pobre animal que não cometeu
mal nenhum.
O
mito da “besta negra” é uma tentativa fracassada de justificação da
injustiça que se comete contra os touros. É uma forma desonesta da
indústria tauromáquica varrer a imagem cruel e atroz da tourada,
colocando o ónus da culpa nas vítimas das touradas – os touros – à
semelhança de muitos criminosos que culpabilizam as vítimas pelos seus
crimes.
A verdadeira natureza do touro
Um animal mal disposto para a luta
“No quadro da zoologia
o touro aparece como animal cobarde, mal disposto para a luta; a sua defesa é a
fuga, sempre que lhe seja permitida. Perseguido, cercado, aceita o combate
utilizando as únicas armas de que dispõe – as hastes – e recorrendo a um mecanismo
muscular fixo. Ainda: acode com intensidade ao engano, só cede ante o
esgotamento físico, a fadiga muscular. Resumindo: o touro acomete aos objectos
ou seres móveis, por medo; investe à muleta vermelha porque lhe incomoda a
vista, cansa, fatiga a retina, dói-lhe e quer livrar-se desse incómodo.” - Sanz
Egaña, médico veterinário e professor espanhol
Um animal herbívoro receoso e defensivo
“Os animais carnívoros, guiados pelo seu
instinto de conservação, procuram presa viva que os alimente, dispostos sempre
a atacá-la e a matá-la; estão dotados de acometividade permanente e sempre
prontos para a luta. As suas faculdades mentais adestram-se nesta forma,
tornando-se sagazes, astutos e mestres da caça, por surpresa. Os ruminantes, e
entre eles os touros, pelo contrário, têm alimentação herbívora, não necessitam
de atacar ninguém, e como isso seria absurdo e na natureza não existem
fenómenos desta espécie, o touro não ataca nenhuma espécie de animais, nem o
homem. O animal herbívoro só tem que se defender dos carnívoros, e como o touro
e os outros ruminantes constituem presas desejadas, dada a sua substância e
volume, se as suas faculdades defensivas não fossem tão grandes, careceriam de
condições de vida e desapareceriam. Por isso todos os bovinos têm potentíssimas
reacções defensivas e são receosos e assustadiços. Tão receosos que já no
século XVI D. Diogo Ramirez de Haro observava que o touro pasta, geralmente
andando para trás. Espera sempre o ataque, sobretudo quando se encontra isolado
da piara ou quando tem de defender a sua prole, que o espera no mesmo sítio, o
escolhido para cama. Em tais circunstâncias investe sem reparar na
superioridade que possa ter o inimigo, e sempre á cega. Fora disso, os
ruminantes são tranquilos, porque essa função, que lhes dá o nome, requer largo
repouso depois das comidas, para voltar a mastigar e salivar os alimentos
depositados na pança, tornando-se, porém, inquietos quando, ao despertar a
primavera, os alimentos abundam e os ardores genésicos aparecem. E assim se
explica a habilidade de que usam os toureiros que só começam a tourear depois
de Maio. “ - ABC da Tauromaquia de El Terrible Pérez, Edições VIC, 1944
“Por
instinto, o toiro busca apoios para a sua defesa, procura os lugares da praça
em que crê proteger-se melhor; a porta dos chiqueiros, por onde lhe chega o
odor animal dos currais onde podia estar a sua momentânea libertação; as tábuas
da trincheira, onde pode apoiar-se e ver vir de frente os seus opositores.” -
LOS TOROS, La Gran Enciclopedia del Espectaculo, Antonio Abad Ojuel Don
Antonio e Emilio L. Oliva Paíto (Libreria Editorial Argos – 1966 Barcelona)
Um animal sociável e simpático
“Sente o touro simpatia ou antipatia por pastores
e lugares, «querenças» onde encontra sensações gratas, chegando-se a deixar
acariciar por crianças. Tal não é raro, e basta recordar-se o touro «Civilon»,
de Cabaleda, que tanto deu que falar e que tão má lide ofereceu na praça. A
isto pode o autor opor que há uns bons vinte anos escreveu no Diário de Lisboa
acerca do touro «Galego» do saudoso D. Florentino Sottomayor, que, lidado na
praça de Madrid, foi bravo e matou o toureiro Mariano montes. Ora dias antes,
quando o autor levava o seu cavalo ao bebedouro da «dehesa» encontrou aquele
touro com o mesmo destino. O animal parou-se como a convidar o cavalo a beber.
O autor deteve-se, por irrepreensível receio da delicadeza. E, depois, na
dúvida, cautelosamente, avançou a montada até à fonte. E o touro, sempre
delicado, cedeu-lhe a prioridade, amavelmente. Quando o cavalo se fartou de
beber, afastámo-nos agradecidos, e o touro bebeu por seu turno, com satisfação
do dever cumprido…” - ABC da Tauromaquia de El Terrible Pérez, Edições VIC,
1944
Um animal com memória
“As sensações no touro
são muito intensas, em especial as do olfacto e do ouvido. Diz a Enciclopédia
«Los Toros»: No lugar em que tenha morrido um touro e se tenham corrompido,
passam três e quatro anos e todas as reses que por ali transitam cheiram e
mostram compreender o facto. Podemos acrescentar que o touro dá disto outras
provas, movidas pela recordação, quando transita pelo local onde passou fome ou
sofreu castigos, isto mesmo anos depois, como anos depois ainda recorda as
pessoas que lhe fizeram mal, segundo afirmam alguns tratadores. Daí o
inconveniente dos «ganaderos» mandarem touros já corridos, em desprestígio do
espectáculo e com perigo para os lidadores.”- ABC da Tauromaquia de El Terrible Pérez, Edições VIC, 1944
Um ruminante tranquilo e pacífico
“O
touro na manada é profundamente pacífico, tranquilo e tímido” Álvaro Domecq y
Diez, ganadeiro empresário tauromáquico
" Los factores que van a hacer que el toro disminuya su
capacidad de visión son: la luminosidad (las corridas tienen lugar en la época
más luminosa del año). Los estímulos más eficaces representados por el
movimiento y los excitantes cromáticos de mayor contraste. [...] El toro ataca
unicamente cuando estas excitaciones alcanzan los centros nerviosos y se
transforman en sensaciones de fatiga y nerviosidad que se caracterizan por una
acción explosiva inadecuada al excitante. [...] El animal, bajo este estado de
semiinconsciencia sufre en la última parte de la lidia una gran disminución de
su visión normal motivada por una constante fijación de la mirada, producida
por pases rápidos delante de su cara, gran fatiga muscular y un intenso dolor
producido por las puyas y las banderillas. Sus músculos mantenidos en constante
movimiento le producen un agotamiento nervioso. [...] Por tanto, los excitantes intensos de luminosidad,
movimiento, dolor, hiponosis e isquemia cerebral, producen una disminución de
su visión normal durante la lidia.” - Fundamentos
anatomo-funcionales de la visión en el Toro de Lidia, Prof Dr. R. Martín
Roldán. Catedrático de Anatomía de la Univesidad de Madrid. 1976
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Fonte: Fonte: pelostourosvivosblog
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