terça-feira, 25 de agosto de 2015

Corrida com anões reacendeu debate sobre touradas


"Partidos contornam o assunto nos programas eleitorais, apenas Bloco de Esquerda e o PAN se referem publicamente às touradas.

Na semana passada um movimento pró-tourada de Viana do Castelo cancelou uma corrida com anões por o tribunal ainda não ter decidido a providência cautelar que interpôs para contestar o indeferimento municipal à instalação de uma praça amovível na cidade. Um tribunal de Braga acabaria, também, por não autorizar a construção da praça.

Esta notícia trouxe de volta a polémica em torno da tauromaquia, com algumas vozes a apelarem ao fim da “barbárie da tortura dos animais para gáudio do sadismo público”, como o caso de Vital Moreira.

“Decididamente quando é que, perante a cobarde omissão do legislador, um tribunal tem a coragem de proibir estes espetáculos de degradação humana em nome da proteção constitucional da dignidade humana?”, indagou o ex-eurodeputado do PS, através do blogue Causa Nossa.

Gabriela Canavilhas, ex-ministra da Cultura, adiantou ao jornal i que o PS não tem uma posição oficial sobre o assunto mas deixou claro que, a título pessoal, é contra as touradas.


Carta Aberta a Gabriela Canavilhas(***)

No entanto recorda que “80% dos portugueses não é a favor da extinção” desta prática e que, portanto, como a “esmagadora maioria dos portugueses está de acordo, não há razão para que seja posta em causa”.

Recorde-se que só o Bloco de Esquerda e o PAN se referem às touradas no programa eleitoral para as legislativas de 4 de outubro. Os outros partidos evitam a polémica."

http://www.noticiasaominuto.com/pais/439916/corrida-com-anoes-reacendeu-debate-sobre-touradas



"Viva la muerte" 
Manuel António Pina

Só nos faltava esta: uma ministra da Cultura para quem divertir-se com o sofrimento e morte de animais é... cultura. Anote-se o seu nome, porque ele ficará nos anais das costas largas que a "cultura" tinha no século XXI em Portugal: Gabriela Canavilhas. É esse o nome que assina o ominoso despacho publicado ontem no DR criando uma "Secção de Tauromaquia" no Conselho Nacional de Cultura. Ninguém se espante se, a seguir, vier uma "Secção de Lutas de Cães" ou mesmo, quem sabe?, uma de "Mutilação Genital Feminina", outras respeitáveis tradições culturais que, como a tauromaquia, há que "dignificar". O património arquitectónico cai aos bocados? A ministra foi ali ao lado "dignificar" as touradas. O património arqueológico degrada-se? Chove nos museus, não há pessoal, visitantes ainda menos? O teatro, o cinema, a dança, morrem à míngua? Os jovens não lêem? As artes estiolam? A ministra foi aos touros e grita "olés" e pede orelhas e sangue no Campo Pequeno. Diz-se que Canavilhas toca piano. Provavelmente também fala Francês. E houve quem tenha julgado que isso basta para se ser ministro da Cultura...

(***)Carta Aberta a Gabriela Canavilhas

MOVIMENTO INTERNACIONAL ANTI-TOURADAS
INTERNATIONAL MOVEMENT AGAINST BULLFIGHTS
MOVIMIENTO INTERNACIONAL ANTITAURINO
MOUVEMENT INTERNATIONAL ANTI CORRIDAS
www.iwab.org
IMAB@iwab.org

Exma. Senhora Deputada,

Aquando das suas declarações, em representação do grupo parlamentar do PS, relativamente à discussão da petição pela Abolição das Corridas deTouros em Portugal, foi proferida por si uma frase que consideramos espantosa. Se a memória não nos engana, a senhora afirmou e passamos a citar: "As touradas não foram instituídas nem por decreto nem por despacho e não devem ser abolidas nem por decreto nem por despacho". Astouradas não foram instituídas por decreto ou por despacho assim comomuitas outras actividades não o foram, no entanto a crer nos historiadores deste país, as touradas mesmo não tendo sido instituídas por decreto ou por despacho foram proíbidas por decretono reinado de D. Maria II.
O decreto do Governo de Passos Manuel (de 19/IX/1836) proibiu "em todo o reino as corridas de touros considerando que são um divertimento bárbaro e impróprio de nações civilizadas, e bem assim que semelhantes espectáculos servem unicamente para habituar os homens ao crime e à ferocidade".

A história está cheia de costumes/tradições (direito consuetudinário) que não foram instituídos por decretos, mas que foram proíbidos pordecreto/despacho. O que ontem era aceitável mesmo sem lei, hoje não o é e por isso temque ser proíbido ou regulado por lei.
É comum a afirmação que as mulheres são seres mais sensíveis aocontrário dos homens. Não vamos discutir se tal afirmação é ou não veraz, no entanto podemos afirmar que no que a si respeita, a senhora não demonstra qualquer sensibilidade ou empatia quando se trata de outros seres que sofrem tal como nós. A sua frieza e o seu comportamento provam que a senhora não sente o mínimo de compaixão por ninguém. Não se sinta orgulhosa do seu discurso no parlamento porque se os taurófilos o consideram brilhante e já agora nas palavras deles leal, todas as outras pessoas sensíveis e empáticas consideram-no patético e desprezível. A senhora não foi eleita para defender os interesses de uma minoria, neste caso os taurófilos, mas sim para defender os interesses da maioria dos seus eleitores. Será que aqueles que a elegeram defendem touradas? Uma minoria talvez. Mas teria a senhora sido eleita se fosse isso que tivesse para lhes oferecer? Temos a certeza que ninguém a elegiria se soubesse que a senhora iria defender o indefensável.

As suas declarações são falaciosas quando afirma que a tauromaquia não recebe subsídios e é totalmente independente do Estado e são vergonhosas quando fala em liberdade e tolerância. A indústria tauromáquica recebe milhões de subsídios dos organismos públicos destepaís e da UE e não adianta negar. Como exemplo o Governo Regional dos Açores entregou entre 2004 e 2010 mais de 2.700.000,00 milhões de euros a essa mesma indústria. É algo que a senhora deverá saber uma vez que foi entre 2008 e 2009 directora geral da cultura do Governo Regional dos Açores. Quanto à liberdade e tolerância que liberdade minha senhora? A liberdade de uns quantos se regozijarem com a torturade um ser senciente? A tolerância de continuar a permitir um espectáculo que permite a tortura de animais? Minha senhora a sua liberdade e tolerância terminam no momento em que outro ser é impedidode ter a liberdade de não ser torturado.

Todos os animais à face deste planeta, não são objectos dos quais podemos dispôr a nosso beloprazer. Com eles compartilhamos este espaço e para com eles temos deveres e sim eles têm direitos por mais que seres supostamente iluminados como a senhora continuem a negá-los. Têm o direito decoexistir connosco e têm o direito a não ser torturados eposteriormente mortos num espectáculo público degradante.

O seu discurso é de facto leal ao lobby tauromáquico mas é imoral e totalmente desprovido de ética .Nunca é tarde para mudar mas algumas pessoas, como a senhora, persistem em viver no obscurantismo.

Maria Lopes (Coordenadora)
Movimento Internacional Anti-Touradas
www.iwab.org

Testemunho Real!



 Palabras de un técnico de sonido de televisión que hacía las retransmisiones de toros...

"En mi caso, que me ha tocado llevar el sonido en alguna retransmisión, siempre he comentado, que si en lugar de la mezcla de sonido de la banda de música, aplausos, bravos, olessss y demás... el sonido fuera el que capta el Sennheiser 816 (micrófono que capta a gran distancia y buena calidad) a pie de ruedo, donde se escucha perfectamente el sonido de la banderillas al entrar en la piel, los mugidos de dolor que da el animal a cada tortura a la que se somete... y además lo acompañáramos de primeros planos de las heridas que lleva, de los coágulos como la palma de una mano, de la sangre que le brota acompasada al latir del corazón o la mirada que pone en animal antes de que le den la estocada final, creo que el 90% apagaría el televisor al presenciar semejante carnicería a ritmo de pasodoble.

Yo, personalmente pedí el dejar de hacer ese tipo de trabajo, precisamente un día que en Castellón me tocó estar en el callejón y me cabreé mucho al escuchar a un toro, al cual el torero falló cuatro veces con el estoque y harto de escuchar al pobre animal me quité los auriculares... No tuve bastante, que mientras agonizaba, escupía, se ahogaba en su sangre, se vino a morir justo pegado a mi, apoyado sobre las maderas mientras daba pasmos y su mirada ensangrentada y con lágrimas, sí lágrimas, sean o no sean de dolor, se cruzó con la mía y no nos la perdimos hasta que un inútil .... falló dos veces con el descabello, al que le dije de todo.

Ahí acabó mi temporada torera de por vida.

Son sentimientos personales y lo mas probable es que a un amante de "la fiesta" le parezca ridículo, pero para mi, más ridículo es cuando después de semejante carnicería, giras la vista al público y los ves allí aplaudiendo, comiendo su bocata sin inmutarse, ni habiendo visto y oído lo que yo."

 Jose Sepúlveda Sepul



"Anonymous Defensa Animal España"
"El técnico de sonido del viral antitaurino: "Es una bestialidad, que lo soporte el que pueda" - El Huffington Post"
"El viral testimonio de un técnico de sonido sobre las corridas de toros - El Huffington Post"
"LA VOZ DE GALICIA"


"La memoria del llanto, un artículo contra los toros del periodista y escritor Francesc González Ledesma, publicado en el diario El País en marzo de 2010."



«Testemunho de um Técnico de Som sobre a Barbárie Tauromáquica

Jose Sepúlveda, técnico de som do Canal Nou e que durante algum tempo trabalhou na transmissão de touradas decidiu relatar aquilo que viu e ouviu durante estas emissões. A imagem inserida no texto é apenas para ilustração do artigo.

Sempre que trabalhei na parte sonora das transmissões frequentemente comentava que se em lugar da banda de música, dos aplausos, dos bravos, dos olés e etc o som fosse captado pelo Sennheiser 816 (microfone que capta a grande distância e com muita qualidade) perto da arena onde se escuta perfeitamente o som das bandarilhas a entrar na pele, os mugidos de dor do animal a cada tortura que é submetido e além disso as pessoas acompanhassem os primeiros planos das feridas, dos coágulos tão grandes com a palma da mão, do sangue que jorra, do bater do coração ou o olhar do animal antes da estocada final 90% desligaria a televisão ao presenciar tamanha chacina ao ritmo de pasodoble.

Eu pessoalmente pedi para deixar de fazer esse tipo de trabalho, porque um dia em Castellón, tocou-me estar entre barreiras e fiquei muito incomodado ao escutar um touro depois do toureiro ter falhado por quatro vezes a estocada e tive que tirar os auscultadores e o animal agonizava, cuspia, afogava-se no seu sangue vindo morrer mesmo ao pé de mim apoiado na madeira e o seu olhar ensanguentado e com lágrimas, sim lágrimas, sejam ou não sejam de dor cruzou-se com o meu até que um inútil falhou duas vezes o descabelo e eu disse-lhe tudo e mais alguma coisa.

Foi aí que terminou o meu trabalho em praças de touros para toda a vida.

São sentimentos pessoais e o mais provável é que um amante da “fiesta” ache ridículo, mas para mim ridículo é quando depois de semelhante carnificina olhas para o público e vês que aplaude, come sandes sem qualquer preocupação não tendo visto nem ouvido o que eu testemunhei”.

Excelente testemunho que retrata a verdade sobre um espectáculo que é brutalmente bárbaro e cruel e que tem que ser erradicado.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

... Para mim acabou!


"A TVE PARA MIM ACABOU

A minha família nāo desgostava de touradas. Não que se babassem por ir ver o Tito Capristano à Moita ou o Nelo Cagarras a Santarém, mas lá em casa, se passava uma Corrida, a malta ficava a ver. Nas férias andaluzes, chegados ao apartamento com sal mediterrânico, o meu Pai punha na TVE e até ao jantar sorvíamos a cantilena espanhola dos comentadores especialistas e 8 ou 10 toiros de morte.

Não éramos aficionados mas gostávamos de ver. Do espectáculo. Da arte do matador. Da faena. Da orquestra. Do tribalismo. Só não podíamos ver os cavaleiros. Gajos de jaqueta brilhante montados num cavalo a espetar farpas que se transformavam em bandeirinhas que acenavam ao público. Degradante. O cavaleiro é o cobarde da tourada, é o puto que insulta e depois foge. Tínhamos, eu e o meu Pai, um sonho: unir a Ibéria numa só tourada: matadores espanhóis, forcados portugueses. Os cavaleiros passariam a alisar a areia, a limpar os estábulos e a dar água aos toiros.

Olho a televisão com o canal público a dar tourada. Aquelas mesmas caras de sempre de olhar bovino. Caras de gente laranja, de bigodes falsamente aristocráticos, as famílias da "tradição", os betos e os que querem passar por betos, as calças caqui, os penteados, as patilhas, uma portugalidade meio bizarra que parece advir de promíscuas relações entre primos e irmãos. Esta gente que ali está atrás das tábuas funde-se com as vacas em noites de Inverno: por isso aquele bovino olhar, a mansidão das carecas reluzentes, a lhaneza.

Pai, eu já não posso continuar a ver isto. Não é fácil questionarmos as coisas que enquanto crescemos eram naturais. Mais difícil quando as víamos junto aos que amamos. O meu Pai gostava de ver e eu via e também gostava porque gostava dele. Vamos continuar a ir aos nossos sítios a que íamos sempre juntos. Vamos a Moledo, a Ceuta, a Sevilha, a Mijas, ao Forte de Peniche, às Caldas do Luiz Pacheco, a Vilarelho ouvir o Maestro Coca-Cola Killer ensinar Bach às gentes do campo, vamos continuar a ir ao Estádio da Luz e a abraçarmo-nos dentro dos golos do Benfica, mas, Pai, a TVE para mim acabou.

Há qualquer coisa de profundamente degradante nas touradas. Não é só o sofrimento do animal, é o espanto com que ele observa os animais da bancada. A incredulidade de estar perante a maldade do mundo. O toiro leva nos olhos uma tristeza de estar assistindo à vileza do humano. Porte imponente, músculos fortes, cornos pontiagudos, nobreza de carácter, mas os olhos. É nos olhos do toiro que nós vemos a sua ingenuidade. Uma criança perdida no meio da multidão.

O animal sorve a vida de forma natural. Passa anos a comer ervinhas, a ver pores-do-sol, a esfocinhar amorosamente com outros animais. Vive a vida em liberdade, em campos abertos de luz, por onde pode correr, parar, dormitar, ficar só a ver. Ficar só a viver. Recebe arco-íris com uma chuvinha que lhe molha a língua e as dentolas, afasta borboletas e mosquitos com um espirro, ressona e acorda os pássaros da árvore onde está encostado. O animal não reflecte sobre o mundo, mas vive-o. Sobretudo, sente-o. Os elementos da natureza são-lhe prazenteiros. É-lhe natural ir beberricar aquela água, comer este molhe de ervas, cagar ou mijar onde lhe apetecer. O céu é-lhe natural, as nuvens e o Sol, os caminhos de terra, as plantas, os passarinhos. Aquela brisa que vem em Agosto com cheiro a cereais. Ele levanta a cabeça, fecha os olhos e sente-a. Não pensa sobre ela, mas sabe-a.

De repente, uma arena! Um cubículo de areia com milhares de pessoas e vozes e urros! De repente, o horror. Chamam-no, assustam-no, dão-lhe palmadas na cabeça, espetam-lhe ferros frios no lombo. Encosta-se às tábuas, sente a madeira, procura um caminho para voltar para o campo. Está cercado. Cornetas, luzes, gritos. Rios de sangue escorrem-lhe pelo corpo. O peso das bandarilhas coloridas enquanto corre. Não entende aquilo, não sabe o porquê. Cansado, ofegante, em pânico, investe contra o carrossel de homens e cavalos que o rodeiam.

Baixa a cabeça, com as patas tenta furar o chão como se pudesse abrir um alçapão que o fizesse cair da arena para um prado onde corresse e lambuzasse as bochechas de outro toiro. Um campo aberto a céu aberto. Sem cornetas, sem pessoas, sem gritos, sem bandarilhas coloridas, sem bigodes quase aristocráticos, sem ferros frios no lombo, sem rios de sangue pelo corpo, sem maldade.
O último sonho do toiro antes de morrer."



por Ricardo Silveirinha



terça-feira, 28 de julho de 2015

ESPANHA: CINCO CIDADES CANCELAM TOURADAS E OUTRAS SEGUIRÃO ESTE CAMINHO


Os municípios de Corunha, Gandía, Mancor de la Vall, Pinto e Azira decidiram suspender corridas e outros eventos ligados à tauromaquia previstos para esta época, mesmo que eles tivesse já sido contratualizados há dias ou meses.

Segundo o site 20 Minutos, muitos destes eventos tinham sido acordados entre os empresários e as autarquias antes das eleições de Maio. No entanto, muitos dos programas eleitorais previam o cancelamento destes eventos, pelo que os autarcas eleitos estão a cumprir as promessas.

Para além destes cinco municípios, outros dois ponderam seguir o mesmo caminho: Huesca e Alicante. A nova autarca de Madrid, Manuela Carmena, também já avisou que não irá destinar “nem um euro público” para eventos que exploram os animais. Veja a opinião de várias regiões espanholas sobre o tema, 

Galiza

O município da Corunha decidiu na semana passada suspender a Feira Taurina, apesar do pré-contrato assinado com um empresário. O presidente da câmara, Xulio Ferreiro (Marea Atlántica), prometeu durante a campanha eleitoral “não financiar a exploração de touros, nem outros espetáculos de maltrato animal”. A plataforma abolicionista Galicia, Mellor Sen Touradas aplaudiu a medida e destacou que esta decisão pode abrir o debate sobre a possibilidade de impulsionar uma iniciativa legislativa popular sobre a abolição das corridas de touros.

Comunidade Valenciana

É a região onde mais tem aparecido novos municípios anti-touradas. Em Gandía – localidade da Comunidade Valenciana onde não foram realizadas corridas de touros durante 24 anos, até 2012 – as coligações políticas que actualmente governam a região, PSOE e Mes Gandía, decidiram eliminar as festividades taurinas sob os argumentos de que “Gandía é contra o maltrato animal” e porque “é uma despesa que não pode ser assumida actualmente”.

Em Alzira, onde os chamados “bous al carrer” começaram a ser celebrados há sete anos com o apoio do PP (Partido Popular), tais celebrações foram também canceladas pelos novos governantes (Compromís), com o argumento de que a maioria da população não aprova estas práticas na localidade. Além desses, outros municípios valencianos, como L’Horta, Xàtiva e Aldaia planejam realizar referendos sobre a organização de eventos que exploram touros. Em Alicante, por sua vez, o tripartido PSOE, Guanyar e Compromís prevê retirar o apoio financeiro e ajudas públicas à praça de touros, e em 2017 acabarão definitivamente as festividades.

Ilhas Baleares

Mancor del Vall (Maiorca) é, desde o dia 1 de Julho, o povo balear número 18 na lista dos declarados “municípios anti-touradas”, a pedido do novo prefeito, de Mes per Mancor. A capital, Palma de Maiorca, poderá também integrar a lista, debate previsto para o próximo dia 30 de Julho, o primeiro da legislatura. Com o propósito de pressionar as autoridades, a associação “Mallorca sin sangre” (Maiorca sem sangue) convocou uma manifestação para o sábado dia 25 de Julho. A lista de municípios anti-touradas na Espanha abriga actualmente um total de 101 localidades. A primeira a encabeçar a lista foi Tossa del Mar (1989) e a última a juntar-se Ariany (Maiorca), em Janeiro de 2015.

Aragão

O município de Huesca também está susceptível a questionar os seus cidadãos sobre a celebração destas festividades. O presidente da câmara, Luis Felipe (PSOE), disse recentemente que “não proibirá nada”, mas abrirá uma via de diálogo para que as pessoas decidam o modelo de festas que querem para a Feira de São Lourenço. “Se houvesse o não como proposta para o espetáculo de touradas, seriam os cidadãos que decidiriam, pois haveria um referendo para isso”, garantiu.

Comunidade de Madrid

Em Madrid, os vencedores do município de Pinto, Ganemos Pinto, também decidiram deixar de financiar as largadas e corridas de touros. O último plenário municipal foi celebrado no final de Junho. Por sua vez, a presidenta da câmara de Madrid, Manuela Carmena, também planeava, no seu programa de governo, deixar de financiar as touradas. O grupo governamental “Ahora Madrid” renunciou ao seu espaço na plateia da Praça de Touros Las Ventas e não financiará a escola de toureiros. Somos Alcalá optou por sair da comissão de festividades para evitar ter que colocar touros na programação habitual.

Os abolicionistas vêem estes tímidos primeiros passos como um “avanço positivo porque demonstra que os partidos perceberam que há uma necessidade da população de acabar com o drama que vivem os animais nessas festividades”, nas palavras de Amanda Luis, do Pacma. Ela considera que o não financiamento destes eventos ainda não é o suficiente. “Se o que queremos é construir uma sociedade mais justa e ética, os eventos taurinos não só devem deixar de ser subsidiados, como também devem ser proibidos. Ou a tortura deixa de ser humilhante quando é paga com o dinheiro privado?”, disse. A sua proposta passa por uma “proibição, gradual, mas proibição¨, sem deixar de lado outros “maus-tratos a animais como a caça e o abandono de cães”, acrescenta.

greensavers.sapo.pt
via ANDA

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ai os ANTI, esses vândalos! Ou as aldrabices da prótótó?!








Os Aficionados Emprenham Pelos Ouvidos
A “Prótoiro” como de costume mente com quantos dentes tem na boca. A propósito das declarações do Vereador da Câmara Municipal de Évora, João Rodrigues, sobre a tauromaquia, de imediato se apressaram a emitir uma espécie de comunicado onde afirmam que as autarquias não têm poderes para proibir touradas.

Já por várias o dissemos mas voltamos a repetir, as autarquias têm poderes para proibir touradas, porque são as autarquias que têm competência para licenciar ou não espectáculos tauromáquicos em praças ambulantes. Além disso, se uma atarquia for proprietária de uma praça de touros fixa, também tem poderes para não autorizar tais espectáculos, como é o caso de Viana do Castelo que tendo comprado a praça de touros proibiu a realização de touradas.

Mas as aldrabices da “Prótoiro” não se ficam por aqui e no referido comunicado afirmam e citamos:

“Recorde-se que o município de Évora, no final de 2012, integrado na Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, declarou a Tauromaquia como Património Cultural Imaterial, de acordo com os critérios da Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Património Imaterial, estando, assim, obrigado a preservar e difundir este património no seu concelho”.

Pura mentira, a Câmara Municipal de Évora chumbou em 2012 a declaração da tauromaquia como património cultural imaterial, mais a proposta redigida pela Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, apresentada ao Conselho Intermunicipal da CIMAC no dia 4 de Setembro de 2012, não foi aprovada por unanimidade, como consta da acta de 18 de Outubro do mesmo ano.
Votaram contra e/ou abstiveram-se os municípios de Évora, Montemor-o-Novo e Arraiolos.

Os aficionados emprenham pelos ouvidos e cada vez que a “Prótoiro” mente eles ficam grávidos!

Prótouro
Pelos touros em liberdade



 DIZEM ELES!

Évora: cartazes taurinos vandalizados

Évora acordou esta manhã com vários cartazes taurinos alusivos a corridas que se vão realizar nos próximos dias vandalizados com tarjas (escritas à mão) onde se pode ler "violência", "tortura", "sangue", "crueldade", etc.
Estas fotos foram tiradas pelo cronista taurino (retirado) Miguel Ortega Cláudio e publicadas na sua página do "Facebook" - e demonstram os actos de vandalismo praticados esta noite por anti-taurinos na cidade-museu, depois da polémica que ontem estalou nas redes sociais, onde se chegou a pôr em causa a realização de corridas de toiros em Évora, depois de já terem sido proibidos os circos com animais.
Haja calma, meus senhores: como a Prótoiro bem explicou, nenhuma lei autárquica se pode sobrepor à lei do país. O que aconteceu em Viana do Castelo foi simplesmente uma Câmara Municipal que era proprietária de uma praça de toiros e decretou que não se realizariam mais espectáculos no seu imóvel. Mas já não pôde impedir a realização de corridas de toiros noutros recintos - como tem ocorrido e este ano voltará a ocorrer em Agosto - porque o espectáculo tauromáquico é legal e está consagrado na nossa Constituição.
De qualquer forma e mesmo que não acreditemos em bruxas, a realidade é que elas... existem. E portanto, todo o cuidado é pouco. Vamos responder aos anti-taurinos eborenses enchendo amanhã a praça de toiros de Évora (cartaz ao lado). Seremos capazes de o fazer ou vamos encolher os ombros e deixar andar?...
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Empresa apela: todos a Évora para defender a liberdade!
"Perante os ataques contra as Corridas de Toiros, vindas de forças radicais e desrespeitadoras das liberdades e direitos dos outros cidadãos, temos todos a obrigação de na próxima sexta-feira, dia 10, ir à Corrida a Évora, mostrando a força da aficion e a defesa dos direitos e liberdades dos eborenses e dos portugueses. Vamos aos toiros a Évora, vamos defender a cultura portuguesa, vamos defender a liberdade!" - é o apelo da empresa "Toiros & Tauromaquia", depois das declarações à Rádio Campanário de um vereador do município eborense, que coloca em perigo as corridas de toiros na cidade-museu.
A empresa apela a que marquemos presença, em força, na corrida nocturna desta sexta-feira em Évora  (cartaz ao lado), por forma a mostrarmos a nossa força e a defender a nossa cultura e a nossa tradição.

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Prótoiro desdramatiza perigo em Évora: autarquias não podem proibir corridas de toiros
Através do comunicado que a seguir se transcreve, a Federação Prótoiro veio hoje a público - como se impunha - tranquilizar os aficionados e explicar que as autarquias não têm poder para proibir o que está permitido na lei do país, neste caso, as corridas de toiros. Tudo a propósito de polémicas declarações de um vereador da Câmara de Évora em entrevista à Rádio Campanário, onde admite a possibilidade de, a seguir a terem sido proibidos os circos com a animais, possam também vir a estar em perigo os espectáculos taurinos na cidade-museu:

É impossível a uma autarquia proibir a realização de Corridas de Toiros
Tendo vindo a público uma declaração infeliz de um vereador da Câmara Municipal de Évora, sobre uma hipotética possibilidade de o município poder vir a estudar uma proibição de Corridas de Toiros, a Prótoiro, Federação Portuguesa de Tauromaquia, vem esclarecer o seguinte:
De acordo com as leis de Portugal, é impossível a uma autarquia proibir a realização de Corridas de Toiros, uma vez que as autarquias não têm poderes legais sobre as mesmas. Esta é uma matéria que depende exclusivamente do Estado Central. Esta é uma informação que todos têm de ter muito clara, nesta e em qualquer outra situação similar. Declarações deste género são puras falsidades e declarações de ignorância sobre este tema.
Mesmo que algum município se declare antitaurino, essa declaração não tem nenhum valor ou efeito legal.
Se dúvidas houvesse, basta ver o caso de Viana do Castelo, o único município português que se declarou antitaurino, e onde o autarca usa de todas as estratégias e falsidades para tentar impedir a realização de corridas de toiros, mas foi totalmente incapaz de o fazer, porque não tem poderes legais para tal. Foram, aliás, já várias as decisões judiciais que o confirmaram desde 2011.
Recorde-se que o município de Évora, no final de 2012, integrado na Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, declarou a Tauromaquia como Património Cultural Imaterial, de acordo com os critérios da Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Património Imaterial, estando, assim, obrigado a preservar e difundir este património no seu concelho.
A muito aficionada população do Concelho de Évora, com grandes pergaminhos taurinos, deve fazer o seu protesto junto da autarquia, exigindo respeito pela liberdade cultural e pela legalidade. Quanto à Protoiro, já estávamos a acompanhar este tema, e estamos no terreno a agir sobre o mesmo, na defesa das liberdades e direitos dos cidadãos.

Prótoiro - Federação Portuguesa de Tauromaquia
https://www.facebook.com/PROTOIRO/photos/a.152331808134547.29215.118555858178809/1011408198893566/?type=1&theater
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Alerta: corridas em perigo em Évora
Depois de terem sido proibidos os circos com animais na cidade de Évora,
a medida pode alastrar ao espectáculo tauromáquico - e ninguém se mexe?...

Depois de terem sido proibidos em Évora os circos com animais, podem agora estar também em perigo as corridas de toiros na cidade-museu - e ninguém faz nada? A Prótoiro cala-se?...
Os circos com animais vão deixar de poder instalar-se em Évora depois de a Assembleia Municipal ter aprovado uma recomendação apresentada pelo Partido Socialista (e querem estes tipos ser governo!...) e que a gestão CDU acatou.
Agora, em declarações à Rádio Campanário, o vereador João Rodrigues (foto ao lado) admitiu que a medida se pode também vir a aplicar aos espectáculos tauromáquicos. "Esta medida poderá alastrar a outros espectáculos com animais, nomeadamente os espectáculos taurinos, é uma questão que ainda não se colocou, sobre a qual a Câmara ainda não tomou nenhuma posição, apenas se pretende cumprir a legislação em vigor".
Recordamos ao vereador de Évora que a legislação em vigor estabelece como perfeitamente legal a realização de corridas de toiros em Portugal. Todavia e como homem prevenido vale por dois, talvez não seja má ideia a Prótoiro e afins começarem a mexer-se, não?
in farpas blog

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

As crianças e a tourada: o dever de proteção social


tourada portugal tauromaquia
O Comité dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas, no seu documento CRC/C/PRT/CO/3-4 de 31 de janeiro de 2014, a par de outras problemáticas sociais da realidade portuguesa, expressa, claramente, a sua preocupação com a integridade das crianças envolvidas nos espetáculos tauromáquicos, quer como participantes quer como espectadores.
Reconhecendo o caráter violento da atividade tauromáquica, o Comité incentiva Portugal a tomar as necessárias medidas legislativas e administrativas para proteger a integridade física e psicológica das crianças. Deixa ainda em aberto uma eventual recomendação futura no sentido da proibição total da participação de crianças em touradas. No referido documento, é expressamente recomendado o aumento da idade mínima para participação e assistência a espetáculos tauromáquicos, à altura da elaboração do documento nos 12 e 6 anos, respetivamente. Foi aliás neste seguimento que o governo português aprovou no artigo 27º do Decreto-lei nº 23/2014, de 14 de fevereiro, a subida da idade mínima para assistir a touradas para os 12 anos.
A recomendação do Comité dos Direitos da Criança, bem como a consequente legislação do governo português, vem finalmente atestar inequivocamente que a tourada constitui um espetáculo violento e, como tal, deve estar sujeita às mesmas restrições etárias que outros espetáculos de natureza artística e divertimentos públicos considerados violentos.

Deste modo, torna-se evidente que a recente recomendação do Comité dos Direitos da Criança a Portugal encontra-se solidamente ancorada em evidências científicas.

Enquanto os riscos para a integridade física das crianças que participam ativamente nos espetáculos tauromáquicos são óbvios e inquestionáveis, tendo em conta a estatura e força dos animais envolvidos e a natureza da interação dos mesmos com as crianças intervenientes, os riscos para a sua integridade psíquica, moral e social são menos óbvios, porém não menos negligenciáveis.
Diversos estudos comprovam que a exposição a violência explícita nos media provoca efeitos significativos a curto-prazo, aumentando a probabilidade de originar comportamentos agressivos ou de medo. Este efeito é particularmente preponderante nas crianças mais novas, e em especial, do sexo masculino (para uma revisão, ver Browne & Hamilton, 2005). Ocorre também um efeito de dessensibilização face à violência, podendo esta ser aceite como forma de solução de problemas violentos (Bartholow, Sestir & Davis, 2005) o que, por seu turno, pode contribuir para o aparecimento de comportamentos desviantes (Fitzpatrick, C., Barnett, T. & Pagani, 2012).
Especificamente no respeitante à tourada, um estudo realizado em Madrid com 240 crianças dos 8 aos 12 anos de idade (Graña et. al., 2004)., demonstrou que a maioria das crianças apresentava naturalmente uma atitude negativa face à mesma, expressando reações emocionais negativas quando a ela expostas. O mesmo estudo atesta, ainda, que o facto de a tourada ser apresentada aos menores como um espetáculo cultural, chega a aumentar os efeitos nefastos que tem nos mesmos: as crianças que assistem a touradas sendo sugestionadas para as ver como um espetáculo festivo obtém resultados significativamente mais elevados em escalas de ansiedade e agressividade do que crianças que assistem a uma tourada sem qualquer sugestão.
francisco 10a bencatel 001Os estudos sobre empatia revelam uma correlação positiva entre a capacidade de empatizar com seres humanos e a capacidade de empatizar com animais não-humanos (Signal & Taylor, 2007). Assim, é pertinente pensar que ao ensinar as crianças a ignorar o sofrimento do touro, estamos a potenciar um défice na sua capacidade de empatizar com seres humanos, o que acarreta, necessariamente, consequências psíquicas, morais e sociais. Importa salientar que a empatia não só sustenta a maioria das decisões morais que tomamos (Miller, Hannikainen.& Cushman, 2014) mas também se encontra na base dos comportamentos cooperativos, imprescindíveis para a vida em sociedade (para uma revisão sobre a evolução e papel da empatia ver Castro, Gaspar & Vicente, 2010). Comprovando tal fato, tem sido demonstrado que a promoção de atitudes de respeito e afeto para com os animais não-humanos é benéfica para o bom desenvolvimento das crianças a vários níveis (para uma revisão ver, por exemplo, Endenburg. & van Lith, 2011).
Deste modo, torna-se evidente que a recente recomendação do Comité dos Direitos da Criança a Portugal encontra-se solidamente ancorada em evidências científicas. Como tal, e muito além de quaisquer considerações acerca da legitimidade das atividades tauromáquicas, deve ser claro para todos os seus intervenientes que, no supremo interesse da criança, devem ser célere e claramente transpostas para a legislação portuguesa medidas que a protejam dos possíveis riscos desta atividade.
Dr.ª Constança Carvalho
Psicóloga Clínica, especialista em desenvolvimento infantil
Referências Bibliográficas
  • Bartholow, B., Sestir, M. & Davis,E. (2005) Correlates and consequences of exposure to video game violence: hostile personality, empathy, and aggressive behavior. Pers Soc Psychol Bull. 31(11), pp.1573-86.
  • Browne, K.D. & Hamilton-Giachritsis, C. (2005). The influence of violent media on children and adolescents:a public-health approach. Lancet; 365(9460), pp. 702-10.
  • Castro, R., Gaspar, A., Vicente, L. (2010). The Evolving Empathy: hardwired bases of human and non-human primate empathy. Psicologia, XXIV(2), pp.131-152
  • Endenburg, N. & van Lith, H.A. (2011). The influence of animals on the development of children. Vet J., 190(2), pp.208-14
  • Fitzpatrick, C., Barnett, T. & Pagani L.S. (2012) Early exposure to media violence and later child adjustment. J Dev Behav Pediatr.,33(4), pp. 291-7.
  • Graña, J., Cruzado, J., Andreu, J., Muñoz-Rivas, M., Peña, M. &  Brain, P. (2004). Effects of viewing videos of bullfights on Spanish children. Aggressive Behavior, 30 (1), pp. 16–28.
  • Miller, R., Hannikainen, I.& Cushman, F. (2014). Bad Actions or Bad Outcomes? Differentiating Affective Contributions to the Moral Condemnation of Harm. Emotion. 2014 Feb 10. [Epub ahead of print]
  • Signal, T & Taylor, N (2007). Attitude to Animals and Empathy: Comparing Animal Protection and General Community Samples. Anthrozoos, 20(2), pp. 125-130.



Fonte: Basta.pt

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O arrancar das farpas na "corrida à portuguesa" na RTP.



- Imagem de arquivo da RTP, extraída dum segmento do programa "Voz do Cidadão" emitido em 18 de Janeiro (http://www.rtp.pt/play/p1300/e141093/voz-do-cidadao).
Omitiram o som dos gritos que os touros dão nessa parte da tourada que poucos vêem.

É um dos actos ocultos das cruéis torturas feitas aos bovinos nas touradas. Um novo corte, feito à navalhada, com total indiferença à dor provocada, sem anestesiantes ou curativos. A seguir os animais esperam, são encaminhados numa viagem para a morte num matadouro, viagem e espera que podem tardar vários dias e longas distâncias.

Não, claro que não preferimos que o touro seja morto na arena, muito pelo contrário: os touros não devem de ir às arenas. E não deve continuar a excepcional tolerância legal a que sejam espetados com farpas ou com quaisquer outros instrumentos ou humilhações para divertimento de público. Não há motivo para que tais absurdos sejam tolerados, muito menos promovidos a actividade decente, quando está à vista que não o é.

Abolição Tauromaquia Basta de Touradas

Até quando vamos continuar a permitir que a estação de televisão de todos/as nós continue ao serviço da tauromaquia? Se nunca demonstrou a sua indignação, pode fazê-lo em:
http://www.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_tv/enviarmensagem.php

#LosTorosTieneDerechoAVivir #tauromaquia #corrida#portuguesa #tourada #JuegoSucioTaurino #festabrava#tauromafia #Portugal #RTP #Provedor#NoAlMaltratoAnimal #ElToroSíSufre #marcaEspaña#TorosLibres #CaballosLibres #Antitauromaquia#Activismo #Taurino #Torero #Toros #Touros #Toiros#Toiro #FueraLaMAFIA #Anticorrida

Juventude anti-tourada Portugal & Mundo

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Regulamentar a tortura é legitimá-la

Parece inacreditável mas é mesmo verdade: existe um regulamento da tauromaquia, aprovado na AR e publicado em Diário da República, que determina como devem ser torturados os touros nos vários espetáculos feitos a partir do seu sofrimento.
Foi recentemente aprovado, a pedido do lóbi tauromáquico e com forte apoio do CDS-PP, um novo Regulamento do Espetáculo Tauromáquico (RET). Parece inacreditável mas é mesmo verdade: existe um regulamento da tauromaquia, aprovado em Assembleia da República e publicado em Diário da República, que determina como devem ser torturados os touros nos vários espetáculos feitos a partir do seu sofrimento.
Desde que a ex-Ministra da Cultura Gabriela Canavilhas introduziu uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura que a tortura de touros é considerada uma forma de expressão cultural. Mas é uma forma de cultura especial, porque precisa de um regulamento. Não há um regulamento para o teatro, ou para a música ou para o cinema. Alguém imagina o absurdo de um inspetor da Inspeção Geral de Atividades Culturais interromper um concerto porque as notas tocadas não estão de acordo com um regulamento do espetáculo musical?
O RET existe porque os empresários tauromáquicos sabem que o seu negócio depende do seu enquadramento enquanto expressão cultural e património nacional para sobreviver. Sem este enquadramento, a tourada aparece imediatamente como o que é: um espetáculo baseado no sofrimento de um animal. Por isso os representantes da tourada têm lugar reservado no Conselho Nacional de Cultura, por isso tantas autarquias declararam a tourada património imaterial do município e por isso um novo regulamento é publicado em Diário da República.
Mas há outra novidade na aprovação deste regulamento. Na sua elaboração participaram, ao lado de representantes do negócio tauromáquico, representantes da Plataforma Basta de Touradas, um movimento criado no seguimento da reunião conseguida com Passos Coelho aquando da iniciativa governamental “O meu movimento”. Esta plataforma, que diz representar várias entidades de defesa dos animais sem nunca especificar quais, deu o seu aval a um regulamento que apresenta a tauromaquia como “parte integrante do património da cultura popular portuguesa”,1 conseguindo em troca uma alínea no regulamento que determina a obrigatoriedade de matar o touro num prazo máximo de cinco horas após a tourada.2
Como é evidente, a estratégia da plataforma foi polémica entre ativistas anti-touradas, tal como foi polémica a sua participação no programa “Prós e Contras” dedicado à tourada, no qual se definiram como “reformistas” e expressaram a sua vontade de colaborar com o lóbi das touradas para “melhorar o bem-estar dos touros”. Curiosamente, a plataforma parece não compreender que a sua estratégia colaboracionista está em profunda contradição com o abolicionismo que dizem defender.
Quem quiser defender a aprovação do novo regulamento da tauromaquia pela plataforma poderá sempre argumentar que a luta se faz passo a passo e que não podemos ser extremistas e defender o “tudo ou nada”. Claro que sim, mas há que distinguir passos na direção certa e passos na direção errada. Acabar com os subsídios públicos às touradas com uma campanha baseada na defesa dos direitos dos animais, enfrentando o poder dos empresários tauromáquicos, seria um passo na direção certa. Colaborar com os empresários tauromáquicos para aprovar um regulamento que legitima a tauromaquia como património nacional é um passo na direção errada, porque enfraquece a causa anti-tourada e fortalece o lóbi da tauromaquia.
A aprovação de um regulamento que determina, com uma precisão própria de um psicopata, como se pode torturar um touro numa tourada, foi mais um momento negro para a causa anti-touradas. Que os empresários tauromáquicos se congratulem com o novo RET, dizendo que vai de encontro às suas “preocupações e necessidades”, mostra bem o que está em causa.3

3 “Novo Regulamento do Espetáculo Tauromáquico satisfaz setor”, em http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/tourada-regulamento-ultimas-noticias-touro-tvi24/1559665-4071.html

Fonte: Esquerda.net


“A tauromaquia existe e tem que ser regulada”, diz a ministra da Cultura


terça-feira, 17 de junho de 2014

Cavaleiro acusado de abalroar manifestantes antitourada não vai a julgamento

A 'coragem' do cavaleiro
Por Henrique Monteiro

O Juízo de Instrução Criminal (JIC) de Aveiro decidiu não levar a julgamento o cavaleiro tauromáquico Marcelo Mendes, que terá investido com o cavalo contra vários manifestantes antitourada na Murtosa, em Setembro de 2012, informou hoje fonte judicial.

O cavaleiro estava acusado pelo Ministério Público (MP) da prática de um crime de coacção na forma tentada, mas o juiz de instrução decidiu não pronunciar o arguido, por falta de provas.

"Em julgamento o arguido seria certamente absolvido ou, pelo menos, a absolvição seria muito mais certa que a condenação", lê-se no despacho de não pronuncia, a que a Lusa teve hoje acesso.

Depois de ouvir o cavaleiro acusado e as várias testemunhas, durante a fase de instrução, o juiz concluiu que se viveram momentos de "muita tensão", com "apupos, injurias e arremesso de vários objectos".

Nestas condições, o magistrado considerou "verosímil" a tese do arguido, que alegou que a investida aconteceu não por sua vontade, mas apenas porque o cavalo se assustou.

"Apesar de se tratar de um animal altamente treinado e habituado a situações de stress, não deixamos de estar perante um animal irracional, pelo que admitimos como possível que, no caso concreto, o cavalo se tenha assustado com as palavras de ordem gritadas pelos manifestantes e com os objetos arremessados e, por esse motivo, tenha investido contra as pessoas presentes sem que o arguido o tenha conseguido controlar", referiu o juiz.

O caso ocorreu em Setembro de 2012, quando o cavaleiro, de 29 anos, alegadamente investiu com o cavalo sobre um grupo de manifestantes que protestava no exterior da praça de touros improvisada, contra a realização de uma tourada na praia da Torreira.

Na sequência dos acontecimentos, a Associação Animal, que tinha dois elementos da direcção no local, apresentou queixa na GNR da Murtosa contra o cavaleiro, afirmando que se viveram "momentos de pânico".

"As pessoas tiveram que fugir para não serem feridas pelo animal que era conduzido para cima delas", relatou a associação, acrescentando, contudo, que "não houve nenhum dano físico de maior".

Marcelo Mendes alegou que os participantes na manifestação "projectaram pedras e peças de fruta contra o cavalo", facto que o deixou "nervoso e difícil de controlar", uma versão contrariada pelos manifestantes que afirmaram que o cavaleiro investiu contra eles "de forma deliberada".

A tourada, que se realizou numa praça de touros improvisada junto ao parque de campismo, contou com os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Brito Paes e Marcelo Mendes, estando as pegas a cargo dos forcados Amadores de Cascais e de Coimbra.

O evento gerou na altura uma onda de contestação na internet com mais de 300 pessoas a assinar uma petição a condenar a realização deste tipo de iniciativas na Murtosa, alegando que o concelho "não tem, nem nunca teve, tradição de touradas".

Fonte Publico

O pior acabou por acontecer, durante a manifestação pacífica, contra a corrida de touros, na Torreira, no dia 2 de Setembro. Um grupo de manifestantes, que protestava contra a realização da tourada, foi atacado por Marcelo Mendes, um dos cavaleiros convidados pela organização para esta corrida de touros. O insólito aconteceu quando o Ribeirinhas estava a entrevistar Mariana Pinho, uma das responsáveis da manifestação. Ao fim de alguns segundos, Marcelo Mendes investe com o seu cavalo sobre os manifestantes.


"Mas por vezes as pessoas argumentam que os touros sofrem… quer dizer… não sei se os touros sofrem,… o que é um facto é que os touros começam a ser lidados e nós cravámos dois, três ferros compridos e os touros investem sempre sobre o castigo.

Portanto, se um touro… se nós dermos um pontapé a um cão, o cão a seguir vai fugir e não vai voltar a levar outro, não é? Portanto, está provado, que o castigo que os touros sofrem, não… quer dizer, sofrem… ou que os touros estão sujeitos, não os faz sofrer, assim tanto como as pessoas pensam apesar de ver o sangue a correr… eu creio que é isto… que é que eu posso acrescentar mais?"
http://abolicionistastauromaquiaportugal.blogspot.pt/2012/09/eis-um-case-study.html


http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=583988&tm=8&layout=122&visual=61

https://www.facebook.com/events/410098062379896/414302955292740/

terça-feira, 10 de junho de 2014

Ganadeiro Arrasa Tauricidas e Aficionados

Numa entrevista dada ao blogue tauromafioso “Naturales”, o ganadeiro José Luis de Vasconcellos e Sousa d’Andrade fez acusações demolidoras contra tudo e todos que vivem à conta da tortura de seres sencientes.

São entrevistas como esta que mostram a realidade do asqueroso mundinho tauromáquico.

Prótouro
Pelos touros em liberdade



IMPERDÍVEL:
Entrevista a José Luis de Vasconcellos e Souza d' Andrade
O Naturales foi falar com José Luis de Vasconcellos e Souza d' Andrade e o resultado foi uma conversa directa e sincera. O Cavaleiro e Ganadero falou sem papas na língua.
O toiro, o toureio a cavalo, o púbico e a festa em geral foram temas abordados. A não perder!

"Repare os nossos empresário são uns parvos, eu nem sei para que compram toiros aos ganaderos. Deviam mandar fazer um toiro de corda que lhes dava para a temporada inteira."

Foi e é cavaleiro de Alternativa, mas também é ganadero?
É verdade comprei a antiga ganadaria Coimbra já lá vão um par de anos.
E porquê a ganadaria Coimbra?
Porque sempre foram toiros que me encantaram. Esta ganadaria de encaste Tamaron, Conde de la Corte estava para ir para o matadouro. Toiros encastados, bravos e sem serem parvos. Não gosto de toiros de corda.
Toiros de corda?
Repare os nossos empresário são uns parvos eu nem sei para que compram toiros aos ganaderos. Deviam mandar fazer um toiro de corda que lhes dava para a temporada inteira. Os senhores que se dizem cavaleiros na maior parte só querem toiros a modo. Ter lá um toiro de corda ou ter lá um "boi preto com cornos" é o mesmo. Quando lhes sai um toiro de verdade, com as complicações inerentes e características da raça brava não podem com eles, vetam, chamam todos os nomes ao ganadero, O problema deles nem é o toiro é a falta de oficio que tem e só sabem de artes de circo.
Falou nas características inerente aos toiro de raça brava, quais são elas?
A primeira obrigação de um toiro é colher e matar o toureiro. E o toureiro tem que saber "burlar" as suas investidas. Mas estes toureiros de agora como lhe disse se lhes sai um assim até se cagam todos. Um ganadero tem que procurar a bravura, não a comodidade, um toiro desses de agora da moda/corda não passam de uns bois mansos, descastados.
Pelo que diz os seus toiros não estão ao jeito de todos os toureiros, podemos considerar os seus toiros como "duros"?
Duros!? Não sei se o são, não costumo comer a carne dos meus toiros. Mas agora fora de brincadeiras não sei o que é um toiro duro!! Sei o que é um toiro bravo ou manso. E os mansos também cá os tenho, mas sem serem da corda.

"Quando vê ai certos números de circo nas praças, acha que o cavalo está no seu juízo perfeito!"

Já falou várias vezes em toiros de corda, fala do encaste Murube especificamente?
Não falo em encastes, cada um tem as suas características. Também há Murubes bravos. Eu falo é de seleção! Olhe a maior parte das pseudo figuras gosta muito de mandar em casa alheia! Tem estragado as ganadarias e acabado com encastes. E sabe porquê Miguel? São maus cavaleiros. Não tem noção se quer do cavalo quanto mais do toiro... Ele são martingalas e quando não as usam à vista usam de outra maneira.
De que maneira?
Quando vê ai certos números de circo nas praças, acha que o cavalo está no seu juízo perfeito!
Na sua ganadaria já tentaram mandar?
Vão logo porta fora... Aqui mando eu e quem eu quero que mande.
Vejo-o muito desgostoso com a festa, vai aos toiros em Portugal?
Muito pouco, só quando lido e nem sempre. Acha que estou para dar dinheiro a artistas de circo. Acha que gosto de ver um boi no centro da praça com um cavalo cheio de martingalas à volta.

"Mas como os portugueses o que gostam é de ser enganados, participam na festa."

Pelo que diz como ganadero gosta de fereza na praça?
Nada disso. Quem procura isso também é um louco, procuro nobreza, casta e bravura. Mas se confunda com a nobreza... Nobreza não é toiros parvos e estúpidos. A malta anda ai confundida com os conceitos de seleção.
Andam confundidos?
Sim andam, a falta de cultura desta gente e não é só da dos toiros. Mas estes são os piores. Alguns acham que são muito espertos mas não passam de patetas. Mas como os portugueses o que gostam é de ser enganados, participam na festa.
Voltemos à ganadaria... Cria toiros em Portugal, teve grande cartel em Espanha e França.
Tive e acho que tenho. Mas lá como cá uns touirecos acham que mandam nisto e só querem toiros de corda.
Mas acha que lá as coisas se fazem mais a sério?
Um bocadinho nas praças importantes tem que gramar com eles em pontas e isso assusta mais. Nas outras praças não lhe cortam mais os cornos porque não podem.
Mas como cavaleiro gosta de ver tourear a cavalo?
Gosto, mas ele é tão pouco... Tenho quase que ir às memórias.

90% não tem nem ideia do toiro nem do toureio. Pensam que entendem. São uns entendidos!

O que é para si tourear a cavalo?
Olhe para se tourear a cavalo primeiro tem que se ser cavaleiro e saber o que isso é. Já perguntou a essas personagens que se dizem cavaleiros se sabe o que é ser cavaleiro? O toureio a cavalo está dentro de um quadro em que a equitação académica renascentista se adapta ao combate cavaleiro-toiro. Mas isso nem interessa estar para aqui a falar. Eles nem vestir se sabem como poderão saber do resto...
E de quem é a culpa?
Essa desgraçada morre sempre solteira.
Acha que o público tem a culpa por não exigir?
Exigir o quê!? Esses nem sabem o que vão ver, vão para ser vistos.
Mas ninguém percebe de toiros em Portugal.
90% não tem nem ideia do que é um toiro nem de toureio. Pensam que entendem. São uns entendidos!
E como vê a critica taurina em Portugal?
Não vejo. Olhe está aqui a fazer esta entrevista porque me dizem que não faz parte da escumalha que anda ai a deitar palpites.
O Miguel acha, não é porque veja ou leia, que se pode triunfar sempre? Uns dos que escrevem se calhar até percebem qualquer coisa, mas como são umas "putas baratas", são logo comprados. Mas das finas também há ai muito...
Está a dizer que a crítica em Portugal é comprada? Isso é uma afirmação grave.
Estou! Grave porquê? Mais grave é andarem a esconder os podres, dizerem mentiras e a maior partes das vezes barbaridades. Olhe todos mandam menos o toiro.
E em relação ao toiro, pensa que se sabe avaliar o comportamento em praça? Estou a falar da crítica!
Dizem quase todos o mesmo, é preto, tem cornos...

"Oh homem isso não são adaptações nenhumas, isso de morder, bater palmas, andar de lado, porque ladear é outra coisa são números de circo, não chame nunca a isso tourear."

Agora está muito em voga o toiro cumpriu?
Pois estão a falar de borregos. Esses que cumprem nem sabem para que tem os cornos na cabeça.
Onde se vão ver os Sommer em 2014?
Onde os quiserem colocar... Não os deve ir ver com esses que se dizem figuras, esses não podem pensar neles. O medo é inerente ao toureio, mas o pavor é uma fraqueza. Nem é pavor é mais falta de conhecimento para os tourear.
Vejo que é pouco adepto destas novas aportações ao toureio a cavalo?
Oh homem isso não são adaptações nenhumas, isso de morder, bater palmas, andar de lado, porque ladear é outra coisa são números de circo, não chame nunca a isso tourear.
Já vi que não gosta de circo?
Gosto, gosto! Tenho muito respeito pelos palhaços... Mas nos toiros não gosto de ver palhaçadas!
Olhe acha que se um toiro investe a direito se pode andar com um cavalo de lado? Só com toiros de corda e carril.
E um toiro bravo dá para fazer essas habilidades?
Não! Mas esses não querem e fogem deles como diabo da cruz.
E como se deve então tourear a cavalo?
De frente e ao estribo. Mas isso já não se usa, está fora de moda, é feio e díficil. Agora é só cambiadas e isso é uma mentira, parece que tem perigo, mas não o tem. Se não veja o que caiu em fora de moda? O difícil! Ponha lá esses dos números a deixar vir um toiro de poder a poder e a cravar de frente e ao estribo. Nem o tentam fazer os cavalos só sabem tourear toiros parados e quando aquilo arranca o cavalo e cavaleiro até se cagam. Isto hoje é tudo uma farsa do pior.
O que me diz da aficion do Campo Pequeno?
Das piores, vão lá como lhe disse para serem visto e outros para se verem depois nas fotografias. Vão a Lisboa, é diferente. As senhoras ver os fatos umas das outras e falar ao telefone e nós para vermos umas meninas bonitas nas barreiras. Muito pouca gente vai ver a corrida e esses vêm sempre de lá aborrecidos.
Bom mas onde vamos ver os seus toiros?
Penso que vão a Santarém e digo penso porque cá nunca se sabe. Mas pergunte ao meu representante, Rui Piteira, que ele é que sabem bem isso. Eu já nem estou para aturar empresários, cavaleiros, bandarilheiros. Tenho a ganadaria só para me divertir aqui. Na praça como lhe disse a maior parte das vezes nem lá vou.
Sorte para a temporada.
Obrigado! Mas a sorte é relativa, acha que um toiro pode ter sorte com esta gente que tomou conta disto?!



Fonte da entrevista: naturales